Retornando ao nosso contato após viagem ao exterior, inicialmente trago as observações que lá fiz:
1 – O dólar não é mais bem-vindo como antes. É evidente a má vontade em recebê-lo no Oriente Médio e na Europa. Parece que muitos já prevêem sua queda.
2 – Inicia a haver respeito pelo nosso País. “Brasil é a potência deste século”, diz até a imprensa. Comerciantes iniciam a ensaiar palavras em português
3 – Não vi preocupação com o aquecimento global, tão badalado aqui.
4 – Há preocupação na Europa com a redução da população, causada pelas baixas taxas de natalidade, e com sua substituição por imigrantes islâmicos.
Já, na Pátria, boas e más notícias
– As boas:
1 -Importante e oportuna declaração do vice-presidente Alencar:
"Os países que possuem armas nucleares são respeitados e não sofrem as intimidações que observam-se diariamente. Possuí-las não significa beligerância e sim capacidade de definir seus destinos, soberania. A história recente vem mostrando que grandes são as pressões para impedir que o clube atômico aumente. Mas os que possuem a bomba não abrem mão dela”
- O nosso vice é um homem de coragem. O modo em que enfrenta o câncer o prova. A forma em que expressa sua lúcida opinião sobre o assunto nuclear, contrariando todas as pressões internacionais me enche de admiração. Que Deus o conserve entre nós por muitos anos e que ele inspire valor aos políticos que o cercam.
2 - Começam a aparecer outros candidatos à presidência além dos já colocados. Pode ser que venha a ser discutido os verdadeiros interesses nacionais, o que seria improvável somente com o Serra, Dilma e Marina. Sendo eleito um destes, o Lula deixará saudade. Ao menos ele tem alma pacificadora, não atormentada. Não vejo bons augúrios com o próximo, infelizmente.
3 – Inicia a haver consenso da necessidade de mudar o código florestal e diminuição das reservas ambientais para desengessar a economia e permitir a ocupação da Amazônia por brasileiros, antes que os estrangeiros o façam. Avante, Aldo Rabelo, relator da medida. Ele é comunista? Pouco importa a cor do gato, desde que cace ratos
4 – A aprovação do ingresso da Venezuela no Mercosul. Até agora nossos sócios ficavam com o “Merco” brasileiro e nós... com o “Sur”. Agora pelo menos teremos um sócio que não fará barreiras aos nossos produtos, pelo menos é o que se espera. A forte rejeição de alguns políticos, motivada quer por interesses dos EUA, quer por simples oposição ao governo não levava em conta que aquele país é nossa primeira linha de defesa da Amazônia, e que, se ele enfraquecer, estará aberto o caminho para a união das áreas ianomâmis em ambos países e a formação de uma nova nação.
- As más:
1 – O caos da segurança pública: a política governamental de desarmamento e acovardamento das pessoas de bem vai atingindo seus objetivos, que são deixar a população nacional completamente inerme e incapaz de resistir aos rapaces bandidos daqui e de fora.
2 – No jogo eleitoreiro acirra-se o antagonismo entre petistas e antipetistas, os primeiros, além da corrupção, forçando a implantação de seus ideais esquerdizantes, e os segundos ao se opor se viram até contra os interesses da Pátria. Se a união faz a força, a desunião só traz o fracasso. Refiro-me ao nosso sucesso como nação, não ao resultado de eleições.
3 – O déficit nas contas públicas, causado pela corrupção, pela má administração e pelas indenizações milionárias a antigos oponentes do governo militar , que ameaça comprometer até o que foi feito de bom.
4 -Tropas do meu Exército, travestidas de capitães de mato, se meteram na aldeia do Flexal para fechar garimpos numa autentica perseguição aos índios que se opunham a reserva contínua na Raposa-Serra do Sol. No princípio não acreditei. Agora me envergonho. Que falta fazem o gen. Monteiro na 1ª Brigada de Selva e o gen. Heleno no Comando da Amazônia!
O caso Vale
São crescentes as tensões entre o governo e a mineradora Vale, a maior produtora de minério de ferro do mundo. Mesmo quando era estatal, a Vale costumava sobrepor outros interesses ao interesse nacional, pois de uma ou de outra forma, organizações estrangeiras influíam na nomeação de sua diretoria. Uma vez privatizada, naturalmente tendeu a desnacionalização, que certamente era o objetivo do grupo FHC.
Inicialmente o atual governo nada fez para reverter as desnacionalizações ou para as pressionar as empresas a agir de acordo com os interesses nacionais, até pedir a Vale que comprasse navios no Brasil. A Vale se negou. É uma companhia privada, não pode ser obrigada a comprar mais caro. Em apoio a ela levantam-se os lobbies do capital estrangeiro e a parcela da oposição que não pensa no Brasil.
É claro que pode e deve ser obrigada a comprar no Brasil. Uma pequena leitura no “relatório sobre manufaturas” de Alexander Hamilton (o verdadeiro construtor do poderio industrial norte americano) nos ensinaria que uma indústria nascente não pode competir sem proteção com uma já estabelecida. Que se não forçarmos o início jamais poderemos desenvolver. Minha dúvida é se o Lula (quando tem boas intenções) terá coragem de prosseguir e enfrentar as pressões estrangeiras. Na Raposa ele não teve.
Está sendo estudada a possibilidade de taxar as exportações de minério de ferro. Represália? Até pode ser, mas é uma medida correta, pois a simples exportação de matéria prima, sem agregar valor, deve ser evitada. Seguramente, se o nosso país decidisse não mais exportar minério mas sim ferro gusa, mesmo perdendo mercados para outros exportadores de minério sairíamos ganhando em dinheiro e em empregos.
Por mais que eu me oponha ás nefastas políticas governamentais da divisão de nossa gente em etnias hostis, de desarmamento de nossa gente, de submissão aos ditames internacionais sobre meio ambiente (que chegam a paralisar obras por causa de uma perereca), me vejo na obrigação de aplaudir as medidas como as da Vale, a taxação do capital estrangeiro que entra, especula e sai e a baixa constante dos juros
Será iminente a maxidesvalorização do dólar?
A moeda norte-americana, na forma atual, parece estar com os dias contados. O “FED”, estaria se preparando para substituí-la por novo modelo, já contemplando a desvalorização planetária em curso .
Leia e veja em primeira mão as reproduções das novas notas de dólar, em: http://www.armindoabreu.blogspot.com/
CLIQUE AQUI
Estarei, na próxima semana, estudando in loco mais uma particularidade da Amazônia (hidrelétricas) e adiarei o próximo comentário para a semana seguinte.
Que Deus guarde a todos vocês
Gelio Fregapani
Comentário nº 53
01 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Contradições, Incoerências e Parcerias
Sinais contraditórios
No âmbito geral, o País progride. Seria para a população estar feliz, e está, em grande parte. Angustía-se quem pensa. Quem vê tornar-se irreconciliável o antagonismos étnico onde antes havia harmonia e miscigenação; vê recrudescerem as diferenças entre os que desejam o progresso e os que o impedem sob o pretexto de conservar intocada a “sagrada” vegetação nativa; vê a escalada dos choques entre os produtores rurais e os movimentos intitulados de sociais, como o MST, e pior que tudo, a deterioração da autoridade moral do Executivo, Legislativo e do Judiciário que costuma ser o primeiro passo para legitimação de qualquer guerra civil. Esses “pré-requisitos”, acrescido da crescente criminalidade acendem a luz amarela quanto ao que nos espera.
A economia vai bem, e isto afasta a luz vermelha, enquanto durar. Entretanto com os recursos esvaindo-se na corrupção, no insuportável custo de um legislativo inútil e em benefícios quase sempre mal empregados, a economia somente se manterá caso os dividendos do pré-sal correspondam às melhores expectativas e ainda cheguem a tempo.
Enquanto houver um catalisador – o presidente Lula - a nação atuará razoavelmente unida, ainda que ele tenha incentivado a desunião e o germe do separatismo, mas num próximo governo dificilmente poderão ser controladas as forças centrípetas em gestação, criadas pela inconseqüente política em curso.
Tudo aponta para um choque de grupos irreconciliáveis, e para o repudio da população a qualquer governo que venha a ser. O plano dos pré-candidatos é apenas chegar ao poder. Alguém sabe qual a diretriz de José Serra, a não ser a perigosa ameaça de aplicar as desnacionalizações que pautaram o governo FHC? Dilma mostra algo além de prometer continuar a dúbia política do Lula, nacionalista no pré sal e entreguista no resto? Marina Silva desejosa de acabar com a raça humana em proveito dos bagres? Ciro nem parece que em 2002 dispunha de um programa definido. Aécio Neves fala do pós-Lula, que não particulariza. E Heloísa Helena pensa destruir, sem falar na construção.
Inaceitável um representante do FHC, o vendilhão da Pátria, agora um mascate da liberação da maconha. Inaceitável também uma ex-terrorista ressentida e vingativa. Se a disputa fosse hoje e entre esses dois seria decidida por rejeição. É difícil saber quem tem a maior rejeição, e isto abre caminho para um terceiro candidato, que seria a também inaceitável Marina, a campeã do atraso, agora fantasiada de incorruptível, como se fosse possível evitar que venha a luz o destino das apreensões que fazia quando ministra
Rejeitados esses, ainda pode aparecer um quarto, que pode ser o Ciro ou Aécio, mas que digam a que vieram. Mesmo apresentando uma plataforma coerente, as divergências exacerbadas em gestação na atual administração dificilmente permitirão uma união nacional para enfrentar as pressões estrangeiras sobre a Amazônia. Um “avant premiere” dessa desunião vimos quando o MST ameaçou badernas em apoio das injustas exigências do bispo-papão Lugo do Paraguai
Incoerências
- A produção agrícola mundial necessita aumentar 70% até 2050 para alimentar a população do planeta que, com 2,3 bilhões de pessoas a mais, chegará a 9,1 bilhões, destaca um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Enquanto isto, no nosso Brasil, o ministério do Meio Ambiente tenta reduzir a área agricultável e exige reflorestamento com vegetação nativa. Tudo indica ainda que o ministério do Desenvolvimento Agrário apóia a atuação pré revolucionária do MST na destruição das propriedades produtivas e do agro-negócio.
- A reserva Raposa – Serra do Sol foi homologada para manter as tradições e costumes indígenas; para isto era necessário acabar com as plantações de arroz. Agora são os índios que manifestam querer plantar e produzir. Bom para o progresso e mau para a cultura indígena. A maior contradição e procurar a orientação do MST para desenvolver; logo o MST, que nada produz e só luta contra o desenvolvimento. Enfim, mesmo contraditoriamente, tudo pode mudar. O MST pode até virar produtor e os índios do CIR os defensores da fronteira. Quem me disse isto foi o Papai Noel
- O desmatamento na Amazônia foi feito para produzir. Para o Minc tiroso isto é um crime horrível. Enquanto isto iniciou hoje mais um incêndio florestal na Califórnia (EUA), sobre as colinas de Fillmore. Incêndios lá não tem importância ambiental
Parceria Brasil França – A Guerra é a continuação da Política.
O valor de submarinos nucleares ficou evidente na guerra das Malvinas, onde sua simples presença manteve inativa toda a esquadra argentina, após o torpedeamento do Belgrano. Isto foi um feito notável, mas o verdadeiro valor dos submarinos nucleares é a autonomia que permite se aproximar das costas de outro continente e lançar mísseis atômicos.
Mais do que o valor militar dos submarinos nucleares, o fator Malvinas foi decisivo na parceria com a França. É que o apoio dos EUA ao Reino Unido mostrou a falsidade do TIAR feito para garantir o apoio latino-americano contra a União Soviética. Isto teve reflexos diretos sobre o pensamento estratégico brasileiro, contribuindo para retirar a Argentina da antiga posição de nosso principal potencial oponente.
O governo estadunidense e lideranças contrárias ao nacionalismo haviam promovido um “Diálogo Interamericano” que ia da "desmilitarização" à desregulamentação econômico-financeira, passando pelas privatizações/ desnacionalizações, agenda ambientalista e outros itens que integram atualmente as nossas erroneas políticas governamentais. Ainda que visasse evitar a resistência militar aos propósitos norte-americanos, a "desmilitarização" foi entusiasticamente apropriada por setores da esquerda radical (agrupados no Foro de São Paulo) que começaram a chegar ao poder político ao longo da década de 1990, freqüentemente, apoiados pelos interesses representados no Diálogo
Sem ser antiamericana, a parceria franco-brasileira simboliza uma rejeição a atual subordinação à longa hegemonia dos EUA e do Reino Unido. Se justifica por motivos político-estratégicos ,mais do que meramente econômicos e militares. Evita-se assim o condicionamento às diretrizes políticas de Washington, que não tem bons precedentes nessa área, remember o veto à venda de aeronaves militares da Embraer à Venezuela, pelo fato de conterem motores e instrumentos de origem estadunidense, ou os problemas da Força Aérea Chilena para receber os mísseis de longo alcance para equipar os seus novos caças Lockheed Martin F-16C/D. Entretanto é bom lembrar que se a experiência da Missão Francesa deixou saudades, o comportamento da França , dando os códigos do exorcet à Inglaterra sempre deixa desconfianças Não se nega que existem simpatias e anti patias entre nações, mas sempre o interesse falará mais alto
A História tem uma dinâmica que às vezes leva tempo para ser percebida em todas as suas dimensões. Grande parte dos atuais desdobramentos políticos sul-americanos, aí incluído o fenômeno "bolivariano", se deve à opção estratégica feita pelos EUA no conflito das Malvinas, quando a arquitetura de segurança hemisférica foi atirada no ralo por conta da parceria hegemônica com o Reino Unido. Embora o vetusto enclave colonial britânico nas ilhas se mantenha, as conseqüências das fatídicas decisões tomadas em 1982 estão fazendo sentir o seu peso.
Estarei por um mês fora do ar. Peço aos amigos que, neste tempo, evitem mandar-me e mails pois dificilmente terei acesso.
Que Deus guarde a todos vocês.
Gélio Fregapani
Comentário da semana nº 52
27 de setembro de 2009
Deixo dois interessantes apêndices.
APENDICE 1
– Comentário da TV Band sobre o índice de produtividade rural
Abrir clicando aqui
http://www.band.com.br/jornaldaband/videos.asp
APÊNDICE 2
MARCO REGULATÓRIO DO PETRÓLEO - antecedentes
Recebido de: Roldão Simas
LEMBRANÇAS HISTÓRICAS X ALTERAÇÕES DO MARCO REGULATÓRIO
*João Victor Campos
INTRODUÇÃO
Com grande alarido, o atual governo apresentou no dia 31.08.09, decorridos 22 meses da Resolução nº 6 do CNPE de 2007, as mudanças julgadas necessárias no marco regulatório, amparado na Lei nº 9.478/97, visando, contemplar o novo paradigma da exploração e produção da nova província petrolífera do Pré-Sal.
Em decorrência desse importante fato, é oportuno lembrar uma sequência de eventos que o antecederam, e que seguramente influíram em decisões tomadas em governos anteriores e no atual, obedecendo, a seguinte cronologia:
1) Clube Bilderberg - 1954
2) A Comissão Trilateral - 1973
3) O Relatório Kissinger (NSSM-200) - 1974
4) O Diálogo Interamericano - 1982
5) Debt-for-Equity - 1983
6) O Projeto Antimilitar – 1988
7) O Consenso de Washington - 1989
8) ONGs - (?)
9) O Enigma Lula
10) Conclusões
O CLUBE BILDERBERG
Desde 1954, com a criação do famoso Clube Bilderberg (CB), na Holanda, que se conspira para a criação de um organismo único capaz de exercer amplo domínio, rumo a um governo mundial, uma economia global e uma religião também global.
A nata que constituiu o Conselho Diretivo foi formada por banqueiros, industriais, donos de meios de comunicação, políticos, famílias reais européias, presidentes, primeiro-ministros, ministros, secretários de Estado, lideranças militares e outras personalidades, que se reúnem anualmente para traçar os rumos do planeta, dentro dos moldes do que seria um governo mundial secreto.
O Conselho Diretivo deste Clube teria um máximo de 130 delegados, sendo 2/3 de europeus e o restante dos EUA e do Canadá.
As pretensões do CB, enveredam em duas hipóteses: a primeira seria a reunião da elite econômica e política do mundo ocidental, para fazer face ao avanço do Comunismo do século XX; a segunda, hoje com maior aceitação, vê o CB dentro do que se convencionou chamar de teoria da conspiração, cujo movimento teria pretensões de dominar todo o planeta, estabelecendo um governo mundial.
Este objetivo seria alcançado pela ONU – Organização das Nações Unidas – ,onde atualmente prevalecem teses esquerdistas na construção de uma nova ordem mundial, com moeda, exército e religião comuns, para quebrar a espinha dorsal da soberania das nações emergentes ou subdesenvolvidas, especialmente aquelas detentoras de reservas estratégicas, como recursos minerais, água e biodiversidade, onde o Brasil se destaca em primeiro plano.
Junto ao CB e a ONU, podemos citar outros grupos tidos como “controladores”, como o Diálogo Interamericano, a Comissão Trilateral, o FMI – Fundo Monetário Internacional , o CFR – Council on Foreign Relations (Conselho de Relações Exteriores), cujos objetivos seriam simplesmente os de eliminar a idéia de soberania nacional e as forças armadas nacionais.
A COMISSÃO TRILATERAL
A chamada Comissão Trilateral, fundada em 1973 por David Rockefeller, reunia principalmente banqueiros dos EUA, Europa Ocidental e do Japão e, a partir de 1991, com o desaparecimento da União Soviética, viu-se um Primeiro Mundo reunido em torno desta Comissão, um Segundo Mundo agrupado em torno da falida ideologia socialista e um Terceiro Mundo subdesenvolvido, praticamente à mercê dos ditames destes outros dois mundos, com referência à proliferação da energia nuclear, terrorismo, direitos humanos, desmatamentos e venda de armas convencionais.
O RELATÓRIO KISSINGER – NSSM-200
No dia 10 de dezembro de 1974, o Conselho de Segurança Nacional dos EUA emitiu o Memorando de Estudo da Segurança Nacional – NSSM-200 – também conhecido como “O Relatório Kissinger”. Este documento expõe, explicitamente, uma detalhada estratégia pela qual os EUA promoveriam, de forma agressiva, o controle da população de países em desenvolvimento de forma a regular (ou ter um melhor acesso) às riquezas naturais destes países.
De maneira a proteger os interesses comerciais dos EUA, o NSSM-200 cita um número de fatores capazes de interromper o fluxo contínuo de matérias primas oriundo dos países menos desenvolvidos. Dentre esses fatores incluí-se um que faz restrição a uma grande população da juventude anti-imperialista, a qual, de acordo com o NSSM-200, deve ser limitada pelo controle populacional. O documento identifica 13 nações, o Brasil dentre elas, que constituem o alvo primário dos esforços dos EUA em exercer o controle populacional.
Este Memorando foi mantido em sigilo absoluto até 1989 (ou seja, durante 15 anos), quando foi tornado público e transferido para o Arquivo Nacional dos EUA.
Enquanto que a CIA e os departamentos de Estado e de Defesa dos Estados Unidos emitiam centenas de comunicados sobre o controle populacional e a segurança nacional, o governo dos EUA nunca renunciou ao NSSM-200, limitando-se apenas a emendar certas porções da sua política. Por conseguinte, o governo dos EUA ainda mantém o NSSM-200 como o documento fundamental no controle da população.
Nota: embora por mim pesquisada junto à Fiocruz e o Ministério da Saúde sobre a origem da vacina anti-rubéola aplicada este ano (2009) em 68 milhões de brasileiros, aquela Fundação informou que não foi ela quem a fabricou, enquanto o Ministério da Saúde, que acusou o recebimento da indagação, até hoje não a respondeu, decorridos seis meses. A vacinação em massa é um ótimo meio de se inocular componentes esterilizantes.
O DIÁLOGO INTERAMERICANO
Aproveitando o aparente caos político e institucional na América Latina, em seguida à Guerra das Malvinas e à crise da dívida externa, ambas em 1982, interesses internacionais moveram-se rapidamente buscando manter seu domínio político e econômico na região. Em junho, julho e agosto de 1982 foram organizados três seminários para debater as repercussões da Guerra das Malvinas nas relações interamericanas, sob os auspícios do Centro Woodrow Wilson, uma espécie de banco de cérebros, com sede em Washington.
Desses seminários surgiu a idéia do Diálogo Interamericano e, de outubro de 1982 a março de 1983, o Centro patrocinou uma série de reuniões já dentro dessa idéia, nas quais 48 delegados da América Latina, a título pessoal, debateram um longo temário. FHC, presente, subscreveu a ata de fundação, sendo, portanto, um de seus idealizadores. A fundação do Diálogo se deu em 15 de outubro de 1982 e contou com a presença do então Secretário de Estado George Shultz e do Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos, Thomas Enders. A partir daí, o Diálogo reunir-se-ia a cada dois anos.
Esta estratégia, todavia, só começou a vir à luz a partir do início da crise da dívida externa ibero-americana, em 1982-1983, com a criação do cartel dos bancos credores – liderados pelos interesses de Rockefeller – o qual se propunha a elaborar uma nova formulação para garantir aos credores o recebimento sem riscos dos rendimentos da dívida externa dos países do Terceiro Mundo.
No Brasil, este cartel influiu enormemente durante os trabalhos da Assembléia Geral Constituinte, onde um ativo lobby na Subcomissão da Ordem Econômica esteve a ponto de impor várias de suas idéias privatizantes, como foi oportunamente denunciado num Memorando Especial da revista Executive Intelligence Review – EIR – em junho de 1987.
DEBT - FOR – EQUITY
A estratégia dos bancos começou a materializar-se a partir de uma reunião em Vail, Colorado, EUA, em agosto de 1983, onde o então consultor da empresa Kissinger & Associates e diretor do Banco Morgan Guaranty, Alan Greenspan (que viria a se tornar presidente do FED – Banco Central dos EUA), expôs as linhas gerais da nova política dos bancos: converter os títulos da dívida externa em poder dos bancos em títulos de posse de “ativos nas nações devedoras”. Na reunião, ficou determinada a suspensão total de novos créditos bancários aos países do Terceiro Mundo, para obrigar seus governos a adotarem o esquema proposto, que ficou conhecido como Debt-for-Equity (dívida por ativos), em detrimento de suas soberanias.
Segundo Greenspan, “está claro que, em lugar dos tradicionais empréstimos bancários privados, deve haver um grande número de investimentos diretos e acessos aos mercados de ações dos países menos desenvolvidos. Não podemos continuar a colocar dívida nova nos moldes tradicionais, porque isto cria situações críticas de pagamentos que os devedores não poderão cumprir, o que constitui uma causa principal da atual crise da dívida. Com os ativos, tais situações não existem... Devemos converter dívidas em ativos... Esses países devedores têm saldos de exportação e matérias-primas, o problema é: de que forma os credores teriam acesso aos ativos? Devemos ter formas de pagamento que não estejam especificamente relacionadas aos próprios limites de pagamento da dívida, mas aos futuros rendimentos das exportações e das explorações das matérias-primas”.
O encontro de Vail reafirmou o papel do FMI – Fundo Monetário Internacional – como o executor da nova estratégia, qual seja: impor políticas econômicas de submissão e austeridade para “espremer” os países credores e abrir caminho para as reformas financeiras e bancárias necessárias ao esquema.
Os apertos financeiros, resultantes da cobrança ou enxugamento dos pagamentos exercidos sobre o Brasil, Argentina e México, deveriam obedecer aos pacotes do FMI e a “Nova Ordem Mundial” ou Globalização, após os governos militares.
Em 1982, a dívida externa brasileira girava em torno de 90 bilhões de dólares. Em 1992 havia duplicado, tendo atingido 240 bilhões de dólares no ano 2000.
No caso brasileiro, a detonação da dívida pelo FMI forçou e encorajou o plano de privatização das estatais, tendo como carro-chefe a privatização da Vale do Rio Doce e da hidroeletricidade, e ainda ditou as idéias para um plano mestre de privatização da Petrobrás, tudo incluído numa Carta de Intenção do FMI, que impunha a confissão da dívida e a concordância com as privatizações. FHC assinou esta carta.
A privatização da estatal Vale do Rio Doce era a prioridade do programa, pois possuía recursos minerais na área amazônica, incluindo grandes reservas, em torno de 160 milhões de toneladas, de nióbio, ouro, titânio e manganês, estimadas em 5 trilhões de dólares.
Nota: a Vale foi privatizada/doada por 3,3 bilhões de dólares, no governo FHC.
Também a gigantesca e estratégica hidroeletricidade, que é o único e mais eficiente modelo de matriz energética, que não tem similar no mundo (em 1982, 90% da energia brasileira era produzida em hidrossístemas de baixíssimo custo) e, por isso, constitui grande atrativo para ser incluída na lista de prioridades do programa de privatização brasileiro, com particular interesse dos investidores estrangeiros e do cartel dos banqueiros.
O FMI ordenou e obrigou o Brasil – levado à falência por um “novo e miraculoso plano monetário temporário”, baseado numa âncora cambial e na indexação fraudulenta da inflação, de autoria do agrupamento de economistas de FHC, tendo à frente Gustavo Franco e Pérsio Arida – a executar as seguintes medidas, após 1995:
1 – Reduzir as importações em 17,5%;
2 – Destruir em 20% a força de trabalho brasileira;
3 – Proceder a uma completa e fraudulenta indexação (baixa) nas mudanças do sistema de indexação de salários;
4 – Impor o fim dos grandes projetos industriais no Brasil;
5 – Eliminar US$ 10 bilhões, em crédito subsidiado para a agricultura e industria nacional;
6 – Encorajar investidores estrangeiros a comprar e controlar empresas públicas e privadas necessitadas de capital;
7 – Implementar condições rigorosas para iniciar um grande plano de privatização das companhias estatais, incluindo as lucrativas indústrias mineradoras, de hidroeletricidade, energia e siderúrgicas estaduais brasileiras.
Nota: A Petrobrás, que deixou de ser incluída nas privatizações, quando do Diálogo Interamericano, por estar ainda protegida pelo monopólio estatal e também pelo mesmo motivo em 1995, foi objeto de um adendo, que prescrevia, entre outras medidas, que “importantes resultados e recursos de capital podem ser obtidos através das privatizações a nível de subsidiárias, tendo como candidatas óbvias a Petroquisa e a Petrofertil”.
A Petrobrás não chegou a ser privatizada por FHC devido à reação popular contrária, mas diversas tentativas foram feitas com os presidentes da empresa, Henri Phillipe Reischtul e Francisco Gros. Mas a largada fora dada, traduzida pela venda de ações da Petrobrás na Bolsa de Nova York (40%) e disseminada entre testas de ferro e outros (20% no Brasil). A Petrobrás é hoje uma transnacional.
8 – Reduzir a expansão demográfica, como conseqüência da destruição da força de trabalho e da política de desemprego.
O PROJETO ANTIMILITAR
Na reunião de 1988 do Diálogo Interamericano (DI) em Washington, já acrescido de novos membros, foram acordadas as políticas e estratégias a serem adotadas para o domínio da América Latina e do Caribe. A divulgação deste evento resultou num modesto documento, sem entrar em pormenores, em função da gravidade dos assuntos tratados e da necessidade de sigilo. Todavia, no livro O Complô (EIR, 1993, pg. 100, vide ref.), encontramos: “O traço mais marcante do relatório de 1988 do DI é o seu virulento ataque aos militares ibero-americanos”. Portanto, o documento apresentado não era tão modesto assim.
Possuía o DI, em 1988, 70 fundadores, dentre os quais destacamos as “personalidades brasileiras” presentes : Sr. Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do CEBRAP; Sr. Celso Lafer, Ministro do Desenvolvimento; Sr. Roberto Civita, Presidente da Editora Abril. Mais tarde, a reunião do DI de 1992 contou com a presença do Sr. Luis Inácio Lula da Silva, convidado por FHC.
Foi questionada a missão dos militares (ainda fruto da repercussão da Guerra das Malvinas), contrários a aceitar a transformação do nosso território em uma imensa fazenda exportadora de matérias-primas e de produtos semi-manufaturados e sub-valorizados. O foco dos países ricos passou a ser não mais somente os movimentos comunistas, que já não eram considerados tão perigosos “após o fim da guerra fria”, mas também as ações dos militares em defesa de suas respectivas soberanias nacionais. Em fins de 1986, o DI pôs em marcha um projeto que culminou com a publicação, em 1990, do Manual Bush, uma obra antimilitar, que sugeria o desencadeamento de uma guerra econômica contra os militares latino-americanos, assinalando que “o nível de recursos a ser destinado aos militares” deveria ser questionado e alterado, como uma das formas mais efetivas de “conter a influência das Forças Armadas” nos países ao sul do Rio Grande (fronteira com o México). Defendia também a substituição das Forças Armadas dos países subdesenvolvidos, notad amente da América Latina, por forças regionais de defesa, com o título de Força Interamericana de Defesa.
O ex-presidente FHC, um dos fundadores do DI, em 1982, foi quem, a partir de 1995, em atendimento a esta política imposta, deu início ao sucateamento das Forças Armadas e que até hoje persiste, pondo em risco a segurança da Nação. Também, atendendo a uma declaração do Secretário de Defesa dos EUA, William Perry, em visita ao Brasil, em 1995 (O Globo, de 06/05/1995) diz textualmente “que o seu governo quer que as Forças Armadas de cada país passem a ser lideradas por um Ministro de Defesa que seja civil. A liderança civil do sistema de defesa fortalece tanto a democracia quanto as próprias Forças Armadas. Nós vamos incentivar isso, assim como a idéia de que haja uma transparência cada vez maior no intercâmbio de informações militares entre as três Américas”.
O “agachado” e comprometido FHC atendeu prontamente, criando o Ministério da Defesa, em 1999, tirando todo o poder político dos antigos comandantes das três Forças Armadas.
O CONSENSO DE WASHINGTON
O que se denomina informalmente de “Consenso de Washington” é o resultado de uma reunião levada a efeito na capital dos EUA, em novembro de 1989, entre funcionários do governo norte-americano e organismos financeiros internacionais ali sediados – FMI, Banco Mundial e BID - cujo objetivo era proceder a uma avaliação das reformas econômicas empreendidas pelos países da América Latina. Estiveram presentes diversos economistas latino-americanos e funcionários de diversas entidades norte-americanas e internacionais envolvidos com a América Latina.
Embora com formato acadêmico e sem caráter deliberativo, o encontro propiciaria oportunidade para coordenar ações por parte de entidades com importante papel nessas reformas. Por isso mesmo, não obstante sua natureza informal, acabaria por se revestir de significação simbólica, maior que a de muitas reuniões oficiais no âmbito dos foros multilaterais regionais.
A avaliação objeto do Consenso de Washington abrangeu 10 áreas: 1. disciplina fiscal; 2. priorização dos gastos públicos; 3. reforma tributária; 4. liberalização financeira; 5. regime cambial; 6. liberalização comercial; 7. investimento direto estrangeiro; 8. privatização; 9. desregulação; e 10. propriedade intelectual.
As propostas do Consenso de Washington nas 10 áreas convergem para dois objetivos básicos:
- a drástica redução do Estado e a corrosão do conceito de Nação
- o máximo de abertura à importação de bens de serviços e a entrada de capitais de risco.
Tudo em nome da soberania absoluta do mercado auto-regulável nas relações econômicas tanto internas quanto externas.
Dos tecnocratas nomeados por FHC, no seu 1º mandato para implementar o Plano Real, tais como Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Gustavo Franco, Bresser Pereira, Eliana Cardoso e outros, vários deles integravam o grupo que participou da reunião em Washington, em 1989, durante o qual foi realizado o estudo do diagnóstico sobre o Brasil elaborado por Eliana Cardoso e Daniel Dantas (o mesmo que foi recentemente preso por duas vezes seguidas e a seguir liberado pelo STF. Deve saber muita coisa, daí advém o temor de que ele “solte a língua”, temor este que se liga diretamente à FHC.
ONGs
Como disse David Rockefeller, numa das primeiras reuniões do DI, em 1982:
“E a maior parte da Amazônia, quem dominar a Vale, dominará a Amazônia”.
Podemos, portanto, aí inferir o atual interesse das ONGs e das potências hegemônicas na demarcação das terras indígenas (Reserva Ianomâmi e Reserva Raposa-Serra do Sol).
Muitos dos minérios citados acima (ver Debt-for-Equity), principalmente o estratégico nióbio, encontram-se nas reservas mencionadas. Entre os principais interessados, estaria a realeza britânica, na pessoa do Príncipe Charles e sua ONG, a WWF (World Wildlife Fund). A presença do Príncipe Charles no Brasil, este ano, quando da criação da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol e também quando da TI (Terra Indígena) Ianomâmi, atestam esta cobiça.
A homologação da TI Raposa-Serra do Sol, pelo STF, neste ano de 2009, para gáudio de Sua Alteza, é um acinte ao povo brasileiro, principalmente quando se tem ciência da existência de um objetivo não mais fortuito de “balcanização” da Amazônia, com a criação de diversas “nações indígenas” que, uma vez homologadas, se apossariam de imensas reservas minerais e da rica biodiversidade.
O ENIGMA LULA
“Aparentemente incompreensível, na lista dos membros do Diálogo Interamericano na reunião de 1992, é a presença do atual presidente da República, Sr. Luís Inácio Lula da Silva, lado a lado com FHC, Lula, então presidente de honra do PT e candidato à Presidência da República, e que freqüentemente atacava a “política” empreendida pelo presidente FHC, a qual nada mais era do que o fiel cumprimento das normas ditadas pelos “donos do mundo” através do Diálogo Interamericano”. (Marcos Coimbra em “Brasil Soberano”)
Segundo consta, no passado político de Lula existem passagens, como aluno (1968), pelo Iadesil (antigo Instituto Americano para o desenvolvimento do Sindicalismo Livre), escola de doutrinação mantida em São Paulo, pelos norte-americanos da AFL-CIO, que manteve financeiramente a CUT, com apoio da social-democracia italiana; pelos EUA, em 1972/1973, quando foi treinado em sindicalismo na Johns Hopkins University (o Lula fala inglês?), em Baltimore, EUA (Jogo Duro, Mario Garnero, Editora Best Seller, pgs. 130 a 132), foi membro da AFL-CIO (não sei se ainda continua), a Central Sindical Americana, onde criou amizades com Stanley Gacek e John Sweeney, respectivamente advogado sindicalista da área internacional e o outro é o atual presidente da mesma. Recentemente, quando da viagem de Lula aos EUA para entrevista com o Presidente Barack Obama, “foi tomar a benção” primeiro com o Presidente da AFL-CIO, Sweeney. Por quê? Segundo Fernando Tollendal, “o PT e a CUT foram criados sob inspiração norte-americana, para cindir a completa hegemonia que os comunistas antes detinham no movimento sindical brasileiro”.
É de se supor, por conseguinte, que algum comprometimento tenha o Sr. Lula assumido com as diretrizes do FMI, senão como julgar as suas atitudes em harmonia com as ações de FHC durante todo o seu primeiro mandato e só recentemente, em setembro de 2007, com a retirada de 41 blocos da 9ª Rodada da ANP, 26 na área do pré-sal, veio a esboçar uma ligeira reação ao status quo imposto por FHC durante o governo dele. Mas, parou por aí. Veja-se abaixo:
CONCLUSÃO
Em que pese o avanço que representa as modificações do marco regulatório, ora propostas pelo governo, sobre à situação anterior estabelecidas pela Lei 9478/97:
“A proposta do governo para o pré-sal, por não prever a retomada total do monopólio estatal, é frustrante”.
Fica difícil situar a posição do presidente Lula no atual contexto, ainda mais quando se leva em conta que ele, como candidato à Presidência, havia prometido instalar a CPI das Privatizações, a qual chegou a ser instalada no seu governo, porém morreu no nascedouro. Não tinha ele uma arma nas mãos? Ameaçar a oposição com a reinstalação da CPI das Privatizações, caso levassem avante a CPI da Petrobrás, quando ainda idéia? E, por que não o fez?
Após a apresentação dos quatro Projetos de Lei, pelo governo atual, contendo as modificações propostas no marco regulatório, e tendo em mente o exposto acima, não é difícil explicar o porquê da tentativa (por enquanto) da adoção de:
- O sistema de partilha (?) – o que seria INQUESTIONÁVEL é todo o petróleo para o povo brasileiro
- A continuidade dos leilões da ANP (?);
- A criação da nova estatal – a PETROSAL (?);
- Por que não a restauração da Lei 2004/53, com adaptações, em substituição à Lei 9478/97(?) e,
- Por que não a recondução da Petrobrás (100% estatal, com a recompra das ações) à condição de executora do monopólio estatal?
O ideal mesmo teria sido o Contrato de Prestação de Serviços, única e exclusivamente, como bem se houve durante a vigência do monopólio estatal.
La revanche du Sud - Le Monde, 11 de junho de 2008 (tradução A. Pertence):
“Uma empresa séria procura parceiros, basicamente, por três razões: carência de capital, carência de tecnologia e excesso de risco. A Petrobrás não se enquadra em nenhum dos três casos. Capital não é problema. Os lucros da empresa nos últimos dez anos têm sido astronômicos. Em relação à tecnologia, a Petrobrás, em seu campo, é líder mundial há décadas no desenvolvimento e domínio de tecnologias para exploração e produção em águas profundas e parte agora para mais um salto tecnológico, ao descobrir áreas muito mais promissoras abaixo da camada de sal, na plataforma continental em águas ultraprofundas. Quanto ao risco do negócio, a situação é idêntica. A Petrobrás foi progressivamente criando “expertise” e hoje suas chances de sucesso nesta nova fase são consideráveis. Ainda assim, nas novas descobertas ocorridas, especialmente na Bacia de Santos, tomamos conhecimento que há parceiros do Norte que irão usufruir dos bônus que a parceria com a Petrobrás lhes confere. No caso da exploração e produção de petróleo e gás no mar brasileiro, a regra do jogo vigente é clara em ensinar que empresas na situação da Petrobrás deveriam dispensar taxativamente qualquer oferta d e parceria. No entanto, a Petrobrás as tem.
Durma-se com um barulho desses!”
O Brasil, em seus quinhentos e nove anos de história, já passou por diversos ciclos de espoliação, começando por aquele que praticamente extinguiu o Pau Brasil, o do ouro, do açúcar, do café e o da borracha e, se bobearmos lá se vai o Pré-Sal. Chega de subserviência. Vamos à luta.
E para concluir, parafraseando o colega da AEPET, Raul Bergmann, do Rio Grande do Sul:
“Parece que a única urgência no caso do Pré-Sal é a retomada para a União da propriedade integral do petróleo, garantindo que toda a cadeia produtiva do Setor fique sob controle do Estado Brasileiro, para não acarretar entraves, por interesses particulares, ao Desenvolvimento Sustentável do País”.
REFERÊNCIAS
1. O COMPLÔ para aniquilar as Forças Armadas e as nações da Ibero-América (EIR – Executive Intelligence Review, 2ª Edição, março de 2000)
2. Os Cabeças-de-Planilha (Luís Nassif – 2ª Edição – Ediouro, 2007)
3. Brasil Soberano (Marcos Coimbra, - Ed. Autor, 2009)
4. Kissinger Report 2004 – A Retrospective on NSSM-200 (Human Life Internati onal)
5. A Verdadeira História do Clube Bilderberg (Daniel Estulin, Editorial Planeta, 2005)
6. EIR – Memorando Especial: Brasil: Soberania sob Ataque (1989)
7. Diversos artigos na Internet de autores diferentes, entre os quais podemos citar:
Adriano Benayon, Carlos I. S. Azambuja, Pedro Porfírio, Gélio Fregapani, Paulo Nogueira Batista, CMI Brasil
No âmbito geral, o País progride. Seria para a população estar feliz, e está, em grande parte. Angustía-se quem pensa. Quem vê tornar-se irreconciliável o antagonismos étnico onde antes havia harmonia e miscigenação; vê recrudescerem as diferenças entre os que desejam o progresso e os que o impedem sob o pretexto de conservar intocada a “sagrada” vegetação nativa; vê a escalada dos choques entre os produtores rurais e os movimentos intitulados de sociais, como o MST, e pior que tudo, a deterioração da autoridade moral do Executivo, Legislativo e do Judiciário que costuma ser o primeiro passo para legitimação de qualquer guerra civil. Esses “pré-requisitos”, acrescido da crescente criminalidade acendem a luz amarela quanto ao que nos espera.
A economia vai bem, e isto afasta a luz vermelha, enquanto durar. Entretanto com os recursos esvaindo-se na corrupção, no insuportável custo de um legislativo inútil e em benefícios quase sempre mal empregados, a economia somente se manterá caso os dividendos do pré-sal correspondam às melhores expectativas e ainda cheguem a tempo.
Enquanto houver um catalisador – o presidente Lula - a nação atuará razoavelmente unida, ainda que ele tenha incentivado a desunião e o germe do separatismo, mas num próximo governo dificilmente poderão ser controladas as forças centrípetas em gestação, criadas pela inconseqüente política em curso.
Tudo aponta para um choque de grupos irreconciliáveis, e para o repudio da população a qualquer governo que venha a ser. O plano dos pré-candidatos é apenas chegar ao poder. Alguém sabe qual a diretriz de José Serra, a não ser a perigosa ameaça de aplicar as desnacionalizações que pautaram o governo FHC? Dilma mostra algo além de prometer continuar a dúbia política do Lula, nacionalista no pré sal e entreguista no resto? Marina Silva desejosa de acabar com a raça humana em proveito dos bagres? Ciro nem parece que em 2002 dispunha de um programa definido. Aécio Neves fala do pós-Lula, que não particulariza. E Heloísa Helena pensa destruir, sem falar na construção.
Inaceitável um representante do FHC, o vendilhão da Pátria, agora um mascate da liberação da maconha. Inaceitável também uma ex-terrorista ressentida e vingativa. Se a disputa fosse hoje e entre esses dois seria decidida por rejeição. É difícil saber quem tem a maior rejeição, e isto abre caminho para um terceiro candidato, que seria a também inaceitável Marina, a campeã do atraso, agora fantasiada de incorruptível, como se fosse possível evitar que venha a luz o destino das apreensões que fazia quando ministra
Rejeitados esses, ainda pode aparecer um quarto, que pode ser o Ciro ou Aécio, mas que digam a que vieram. Mesmo apresentando uma plataforma coerente, as divergências exacerbadas em gestação na atual administração dificilmente permitirão uma união nacional para enfrentar as pressões estrangeiras sobre a Amazônia. Um “avant premiere” dessa desunião vimos quando o MST ameaçou badernas em apoio das injustas exigências do bispo-papão Lugo do Paraguai
Incoerências
- A produção agrícola mundial necessita aumentar 70% até 2050 para alimentar a população do planeta que, com 2,3 bilhões de pessoas a mais, chegará a 9,1 bilhões, destaca um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Enquanto isto, no nosso Brasil, o ministério do Meio Ambiente tenta reduzir a área agricultável e exige reflorestamento com vegetação nativa. Tudo indica ainda que o ministério do Desenvolvimento Agrário apóia a atuação pré revolucionária do MST na destruição das propriedades produtivas e do agro-negócio.
- A reserva Raposa – Serra do Sol foi homologada para manter as tradições e costumes indígenas; para isto era necessário acabar com as plantações de arroz. Agora são os índios que manifestam querer plantar e produzir. Bom para o progresso e mau para a cultura indígena. A maior contradição e procurar a orientação do MST para desenvolver; logo o MST, que nada produz e só luta contra o desenvolvimento. Enfim, mesmo contraditoriamente, tudo pode mudar. O MST pode até virar produtor e os índios do CIR os defensores da fronteira. Quem me disse isto foi o Papai Noel
- O desmatamento na Amazônia foi feito para produzir. Para o Minc tiroso isto é um crime horrível. Enquanto isto iniciou hoje mais um incêndio florestal na Califórnia (EUA), sobre as colinas de Fillmore. Incêndios lá não tem importância ambiental
Parceria Brasil França – A Guerra é a continuação da Política.
O valor de submarinos nucleares ficou evidente na guerra das Malvinas, onde sua simples presença manteve inativa toda a esquadra argentina, após o torpedeamento do Belgrano. Isto foi um feito notável, mas o verdadeiro valor dos submarinos nucleares é a autonomia que permite se aproximar das costas de outro continente e lançar mísseis atômicos.
Mais do que o valor militar dos submarinos nucleares, o fator Malvinas foi decisivo na parceria com a França. É que o apoio dos EUA ao Reino Unido mostrou a falsidade do TIAR feito para garantir o apoio latino-americano contra a União Soviética. Isto teve reflexos diretos sobre o pensamento estratégico brasileiro, contribuindo para retirar a Argentina da antiga posição de nosso principal potencial oponente.
O governo estadunidense e lideranças contrárias ao nacionalismo haviam promovido um “Diálogo Interamericano” que ia da "desmilitarização" à desregulamentação econômico-financeira, passando pelas privatizações/ desnacionalizações, agenda ambientalista e outros itens que integram atualmente as nossas erroneas políticas governamentais. Ainda que visasse evitar a resistência militar aos propósitos norte-americanos, a "desmilitarização" foi entusiasticamente apropriada por setores da esquerda radical (agrupados no Foro de São Paulo) que começaram a chegar ao poder político ao longo da década de 1990, freqüentemente, apoiados pelos interesses representados no Diálogo
Sem ser antiamericana, a parceria franco-brasileira simboliza uma rejeição a atual subordinação à longa hegemonia dos EUA e do Reino Unido. Se justifica por motivos político-estratégicos ,mais do que meramente econômicos e militares. Evita-se assim o condicionamento às diretrizes políticas de Washington, que não tem bons precedentes nessa área, remember o veto à venda de aeronaves militares da Embraer à Venezuela, pelo fato de conterem motores e instrumentos de origem estadunidense, ou os problemas da Força Aérea Chilena para receber os mísseis de longo alcance para equipar os seus novos caças Lockheed Martin F-16C/D. Entretanto é bom lembrar que se a experiência da Missão Francesa deixou saudades, o comportamento da França , dando os códigos do exorcet à Inglaterra sempre deixa desconfianças Não se nega que existem simpatias e anti patias entre nações, mas sempre o interesse falará mais alto
A História tem uma dinâmica que às vezes leva tempo para ser percebida em todas as suas dimensões. Grande parte dos atuais desdobramentos políticos sul-americanos, aí incluído o fenômeno "bolivariano", se deve à opção estratégica feita pelos EUA no conflito das Malvinas, quando a arquitetura de segurança hemisférica foi atirada no ralo por conta da parceria hegemônica com o Reino Unido. Embora o vetusto enclave colonial britânico nas ilhas se mantenha, as conseqüências das fatídicas decisões tomadas em 1982 estão fazendo sentir o seu peso.
Estarei por um mês fora do ar. Peço aos amigos que, neste tempo, evitem mandar-me e mails pois dificilmente terei acesso.
Que Deus guarde a todos vocês.
Gélio Fregapani
Comentário da semana nº 52
27 de setembro de 2009
Deixo dois interessantes apêndices.
APENDICE 1
– Comentário da TV Band sobre o índice de produtividade rural
Abrir clicando aqui
http://www.band.com.br/jornaldaband/videos.asp
APÊNDICE 2
MARCO REGULATÓRIO DO PETRÓLEO - antecedentes
Recebido de: Roldão Simas
LEMBRANÇAS HISTÓRICAS X ALTERAÇÕES DO MARCO REGULATÓRIO
*João Victor Campos
INTRODUÇÃO
Com grande alarido, o atual governo apresentou no dia 31.08.09, decorridos 22 meses da Resolução nº 6 do CNPE de 2007, as mudanças julgadas necessárias no marco regulatório, amparado na Lei nº 9.478/97, visando, contemplar o novo paradigma da exploração e produção da nova província petrolífera do Pré-Sal.
Em decorrência desse importante fato, é oportuno lembrar uma sequência de eventos que o antecederam, e que seguramente influíram em decisões tomadas em governos anteriores e no atual, obedecendo, a seguinte cronologia:
1) Clube Bilderberg - 1954
2) A Comissão Trilateral - 1973
3) O Relatório Kissinger (NSSM-200) - 1974
4) O Diálogo Interamericano - 1982
5) Debt-for-Equity - 1983
6) O Projeto Antimilitar – 1988
7) O Consenso de Washington - 1989
8) ONGs - (?)
9) O Enigma Lula
10) Conclusões
O CLUBE BILDERBERG
Desde 1954, com a criação do famoso Clube Bilderberg (CB), na Holanda, que se conspira para a criação de um organismo único capaz de exercer amplo domínio, rumo a um governo mundial, uma economia global e uma religião também global.
A nata que constituiu o Conselho Diretivo foi formada por banqueiros, industriais, donos de meios de comunicação, políticos, famílias reais européias, presidentes, primeiro-ministros, ministros, secretários de Estado, lideranças militares e outras personalidades, que se reúnem anualmente para traçar os rumos do planeta, dentro dos moldes do que seria um governo mundial secreto.
O Conselho Diretivo deste Clube teria um máximo de 130 delegados, sendo 2/3 de europeus e o restante dos EUA e do Canadá.
As pretensões do CB, enveredam em duas hipóteses: a primeira seria a reunião da elite econômica e política do mundo ocidental, para fazer face ao avanço do Comunismo do século XX; a segunda, hoje com maior aceitação, vê o CB dentro do que se convencionou chamar de teoria da conspiração, cujo movimento teria pretensões de dominar todo o planeta, estabelecendo um governo mundial.
Este objetivo seria alcançado pela ONU – Organização das Nações Unidas – ,onde atualmente prevalecem teses esquerdistas na construção de uma nova ordem mundial, com moeda, exército e religião comuns, para quebrar a espinha dorsal da soberania das nações emergentes ou subdesenvolvidas, especialmente aquelas detentoras de reservas estratégicas, como recursos minerais, água e biodiversidade, onde o Brasil se destaca em primeiro plano.
Junto ao CB e a ONU, podemos citar outros grupos tidos como “controladores”, como o Diálogo Interamericano, a Comissão Trilateral, o FMI – Fundo Monetário Internacional , o CFR – Council on Foreign Relations (Conselho de Relações Exteriores), cujos objetivos seriam simplesmente os de eliminar a idéia de soberania nacional e as forças armadas nacionais.
A COMISSÃO TRILATERAL
A chamada Comissão Trilateral, fundada em 1973 por David Rockefeller, reunia principalmente banqueiros dos EUA, Europa Ocidental e do Japão e, a partir de 1991, com o desaparecimento da União Soviética, viu-se um Primeiro Mundo reunido em torno desta Comissão, um Segundo Mundo agrupado em torno da falida ideologia socialista e um Terceiro Mundo subdesenvolvido, praticamente à mercê dos ditames destes outros dois mundos, com referência à proliferação da energia nuclear, terrorismo, direitos humanos, desmatamentos e venda de armas convencionais.
O RELATÓRIO KISSINGER – NSSM-200
No dia 10 de dezembro de 1974, o Conselho de Segurança Nacional dos EUA emitiu o Memorando de Estudo da Segurança Nacional – NSSM-200 – também conhecido como “O Relatório Kissinger”. Este documento expõe, explicitamente, uma detalhada estratégia pela qual os EUA promoveriam, de forma agressiva, o controle da população de países em desenvolvimento de forma a regular (ou ter um melhor acesso) às riquezas naturais destes países.
De maneira a proteger os interesses comerciais dos EUA, o NSSM-200 cita um número de fatores capazes de interromper o fluxo contínuo de matérias primas oriundo dos países menos desenvolvidos. Dentre esses fatores incluí-se um que faz restrição a uma grande população da juventude anti-imperialista, a qual, de acordo com o NSSM-200, deve ser limitada pelo controle populacional. O documento identifica 13 nações, o Brasil dentre elas, que constituem o alvo primário dos esforços dos EUA em exercer o controle populacional.
Este Memorando foi mantido em sigilo absoluto até 1989 (ou seja, durante 15 anos), quando foi tornado público e transferido para o Arquivo Nacional dos EUA.
Enquanto que a CIA e os departamentos de Estado e de Defesa dos Estados Unidos emitiam centenas de comunicados sobre o controle populacional e a segurança nacional, o governo dos EUA nunca renunciou ao NSSM-200, limitando-se apenas a emendar certas porções da sua política. Por conseguinte, o governo dos EUA ainda mantém o NSSM-200 como o documento fundamental no controle da população.
Nota: embora por mim pesquisada junto à Fiocruz e o Ministério da Saúde sobre a origem da vacina anti-rubéola aplicada este ano (2009) em 68 milhões de brasileiros, aquela Fundação informou que não foi ela quem a fabricou, enquanto o Ministério da Saúde, que acusou o recebimento da indagação, até hoje não a respondeu, decorridos seis meses. A vacinação em massa é um ótimo meio de se inocular componentes esterilizantes.
O DIÁLOGO INTERAMERICANO
Aproveitando o aparente caos político e institucional na América Latina, em seguida à Guerra das Malvinas e à crise da dívida externa, ambas em 1982, interesses internacionais moveram-se rapidamente buscando manter seu domínio político e econômico na região. Em junho, julho e agosto de 1982 foram organizados três seminários para debater as repercussões da Guerra das Malvinas nas relações interamericanas, sob os auspícios do Centro Woodrow Wilson, uma espécie de banco de cérebros, com sede em Washington.
Desses seminários surgiu a idéia do Diálogo Interamericano e, de outubro de 1982 a março de 1983, o Centro patrocinou uma série de reuniões já dentro dessa idéia, nas quais 48 delegados da América Latina, a título pessoal, debateram um longo temário. FHC, presente, subscreveu a ata de fundação, sendo, portanto, um de seus idealizadores. A fundação do Diálogo se deu em 15 de outubro de 1982 e contou com a presença do então Secretário de Estado George Shultz e do Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos, Thomas Enders. A partir daí, o Diálogo reunir-se-ia a cada dois anos.
Esta estratégia, todavia, só começou a vir à luz a partir do início da crise da dívida externa ibero-americana, em 1982-1983, com a criação do cartel dos bancos credores – liderados pelos interesses de Rockefeller – o qual se propunha a elaborar uma nova formulação para garantir aos credores o recebimento sem riscos dos rendimentos da dívida externa dos países do Terceiro Mundo.
No Brasil, este cartel influiu enormemente durante os trabalhos da Assembléia Geral Constituinte, onde um ativo lobby na Subcomissão da Ordem Econômica esteve a ponto de impor várias de suas idéias privatizantes, como foi oportunamente denunciado num Memorando Especial da revista Executive Intelligence Review – EIR – em junho de 1987.
DEBT - FOR – EQUITY
A estratégia dos bancos começou a materializar-se a partir de uma reunião em Vail, Colorado, EUA, em agosto de 1983, onde o então consultor da empresa Kissinger & Associates e diretor do Banco Morgan Guaranty, Alan Greenspan (que viria a se tornar presidente do FED – Banco Central dos EUA), expôs as linhas gerais da nova política dos bancos: converter os títulos da dívida externa em poder dos bancos em títulos de posse de “ativos nas nações devedoras”. Na reunião, ficou determinada a suspensão total de novos créditos bancários aos países do Terceiro Mundo, para obrigar seus governos a adotarem o esquema proposto, que ficou conhecido como Debt-for-Equity (dívida por ativos), em detrimento de suas soberanias.
Segundo Greenspan, “está claro que, em lugar dos tradicionais empréstimos bancários privados, deve haver um grande número de investimentos diretos e acessos aos mercados de ações dos países menos desenvolvidos. Não podemos continuar a colocar dívida nova nos moldes tradicionais, porque isto cria situações críticas de pagamentos que os devedores não poderão cumprir, o que constitui uma causa principal da atual crise da dívida. Com os ativos, tais situações não existem... Devemos converter dívidas em ativos... Esses países devedores têm saldos de exportação e matérias-primas, o problema é: de que forma os credores teriam acesso aos ativos? Devemos ter formas de pagamento que não estejam especificamente relacionadas aos próprios limites de pagamento da dívida, mas aos futuros rendimentos das exportações e das explorações das matérias-primas”.
O encontro de Vail reafirmou o papel do FMI – Fundo Monetário Internacional – como o executor da nova estratégia, qual seja: impor políticas econômicas de submissão e austeridade para “espremer” os países credores e abrir caminho para as reformas financeiras e bancárias necessárias ao esquema.
Os apertos financeiros, resultantes da cobrança ou enxugamento dos pagamentos exercidos sobre o Brasil, Argentina e México, deveriam obedecer aos pacotes do FMI e a “Nova Ordem Mundial” ou Globalização, após os governos militares.
Em 1982, a dívida externa brasileira girava em torno de 90 bilhões de dólares. Em 1992 havia duplicado, tendo atingido 240 bilhões de dólares no ano 2000.
No caso brasileiro, a detonação da dívida pelo FMI forçou e encorajou o plano de privatização das estatais, tendo como carro-chefe a privatização da Vale do Rio Doce e da hidroeletricidade, e ainda ditou as idéias para um plano mestre de privatização da Petrobrás, tudo incluído numa Carta de Intenção do FMI, que impunha a confissão da dívida e a concordância com as privatizações. FHC assinou esta carta.
A privatização da estatal Vale do Rio Doce era a prioridade do programa, pois possuía recursos minerais na área amazônica, incluindo grandes reservas, em torno de 160 milhões de toneladas, de nióbio, ouro, titânio e manganês, estimadas em 5 trilhões de dólares.
Nota: a Vale foi privatizada/doada por 3,3 bilhões de dólares, no governo FHC.
Também a gigantesca e estratégica hidroeletricidade, que é o único e mais eficiente modelo de matriz energética, que não tem similar no mundo (em 1982, 90% da energia brasileira era produzida em hidrossístemas de baixíssimo custo) e, por isso, constitui grande atrativo para ser incluída na lista de prioridades do programa de privatização brasileiro, com particular interesse dos investidores estrangeiros e do cartel dos banqueiros.
O FMI ordenou e obrigou o Brasil – levado à falência por um “novo e miraculoso plano monetário temporário”, baseado numa âncora cambial e na indexação fraudulenta da inflação, de autoria do agrupamento de economistas de FHC, tendo à frente Gustavo Franco e Pérsio Arida – a executar as seguintes medidas, após 1995:
1 – Reduzir as importações em 17,5%;
2 – Destruir em 20% a força de trabalho brasileira;
3 – Proceder a uma completa e fraudulenta indexação (baixa) nas mudanças do sistema de indexação de salários;
4 – Impor o fim dos grandes projetos industriais no Brasil;
5 – Eliminar US$ 10 bilhões, em crédito subsidiado para a agricultura e industria nacional;
6 – Encorajar investidores estrangeiros a comprar e controlar empresas públicas e privadas necessitadas de capital;
7 – Implementar condições rigorosas para iniciar um grande plano de privatização das companhias estatais, incluindo as lucrativas indústrias mineradoras, de hidroeletricidade, energia e siderúrgicas estaduais brasileiras.
Nota: A Petrobrás, que deixou de ser incluída nas privatizações, quando do Diálogo Interamericano, por estar ainda protegida pelo monopólio estatal e também pelo mesmo motivo em 1995, foi objeto de um adendo, que prescrevia, entre outras medidas, que “importantes resultados e recursos de capital podem ser obtidos através das privatizações a nível de subsidiárias, tendo como candidatas óbvias a Petroquisa e a Petrofertil”.
A Petrobrás não chegou a ser privatizada por FHC devido à reação popular contrária, mas diversas tentativas foram feitas com os presidentes da empresa, Henri Phillipe Reischtul e Francisco Gros. Mas a largada fora dada, traduzida pela venda de ações da Petrobrás na Bolsa de Nova York (40%) e disseminada entre testas de ferro e outros (20% no Brasil). A Petrobrás é hoje uma transnacional.
8 – Reduzir a expansão demográfica, como conseqüência da destruição da força de trabalho e da política de desemprego.
O PROJETO ANTIMILITAR
Na reunião de 1988 do Diálogo Interamericano (DI) em Washington, já acrescido de novos membros, foram acordadas as políticas e estratégias a serem adotadas para o domínio da América Latina e do Caribe. A divulgação deste evento resultou num modesto documento, sem entrar em pormenores, em função da gravidade dos assuntos tratados e da necessidade de sigilo. Todavia, no livro O Complô (EIR, 1993, pg. 100, vide ref.), encontramos: “O traço mais marcante do relatório de 1988 do DI é o seu virulento ataque aos militares ibero-americanos”. Portanto, o documento apresentado não era tão modesto assim.
Possuía o DI, em 1988, 70 fundadores, dentre os quais destacamos as “personalidades brasileiras” presentes : Sr. Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do CEBRAP; Sr. Celso Lafer, Ministro do Desenvolvimento; Sr. Roberto Civita, Presidente da Editora Abril. Mais tarde, a reunião do DI de 1992 contou com a presença do Sr. Luis Inácio Lula da Silva, convidado por FHC.
Foi questionada a missão dos militares (ainda fruto da repercussão da Guerra das Malvinas), contrários a aceitar a transformação do nosso território em uma imensa fazenda exportadora de matérias-primas e de produtos semi-manufaturados e sub-valorizados. O foco dos países ricos passou a ser não mais somente os movimentos comunistas, que já não eram considerados tão perigosos “após o fim da guerra fria”, mas também as ações dos militares em defesa de suas respectivas soberanias nacionais. Em fins de 1986, o DI pôs em marcha um projeto que culminou com a publicação, em 1990, do Manual Bush, uma obra antimilitar, que sugeria o desencadeamento de uma guerra econômica contra os militares latino-americanos, assinalando que “o nível de recursos a ser destinado aos militares” deveria ser questionado e alterado, como uma das formas mais efetivas de “conter a influência das Forças Armadas” nos países ao sul do Rio Grande (fronteira com o México). Defendia também a substituição das Forças Armadas dos países subdesenvolvidos, notad amente da América Latina, por forças regionais de defesa, com o título de Força Interamericana de Defesa.
O ex-presidente FHC, um dos fundadores do DI, em 1982, foi quem, a partir de 1995, em atendimento a esta política imposta, deu início ao sucateamento das Forças Armadas e que até hoje persiste, pondo em risco a segurança da Nação. Também, atendendo a uma declaração do Secretário de Defesa dos EUA, William Perry, em visita ao Brasil, em 1995 (O Globo, de 06/05/1995) diz textualmente “que o seu governo quer que as Forças Armadas de cada país passem a ser lideradas por um Ministro de Defesa que seja civil. A liderança civil do sistema de defesa fortalece tanto a democracia quanto as próprias Forças Armadas. Nós vamos incentivar isso, assim como a idéia de que haja uma transparência cada vez maior no intercâmbio de informações militares entre as três Américas”.
O “agachado” e comprometido FHC atendeu prontamente, criando o Ministério da Defesa, em 1999, tirando todo o poder político dos antigos comandantes das três Forças Armadas.
O CONSENSO DE WASHINGTON
O que se denomina informalmente de “Consenso de Washington” é o resultado de uma reunião levada a efeito na capital dos EUA, em novembro de 1989, entre funcionários do governo norte-americano e organismos financeiros internacionais ali sediados – FMI, Banco Mundial e BID - cujo objetivo era proceder a uma avaliação das reformas econômicas empreendidas pelos países da América Latina. Estiveram presentes diversos economistas latino-americanos e funcionários de diversas entidades norte-americanas e internacionais envolvidos com a América Latina.
Embora com formato acadêmico e sem caráter deliberativo, o encontro propiciaria oportunidade para coordenar ações por parte de entidades com importante papel nessas reformas. Por isso mesmo, não obstante sua natureza informal, acabaria por se revestir de significação simbólica, maior que a de muitas reuniões oficiais no âmbito dos foros multilaterais regionais.
A avaliação objeto do Consenso de Washington abrangeu 10 áreas: 1. disciplina fiscal; 2. priorização dos gastos públicos; 3. reforma tributária; 4. liberalização financeira; 5. regime cambial; 6. liberalização comercial; 7. investimento direto estrangeiro; 8. privatização; 9. desregulação; e 10. propriedade intelectual.
As propostas do Consenso de Washington nas 10 áreas convergem para dois objetivos básicos:
- a drástica redução do Estado e a corrosão do conceito de Nação
- o máximo de abertura à importação de bens de serviços e a entrada de capitais de risco.
Tudo em nome da soberania absoluta do mercado auto-regulável nas relações econômicas tanto internas quanto externas.
Dos tecnocratas nomeados por FHC, no seu 1º mandato para implementar o Plano Real, tais como Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Gustavo Franco, Bresser Pereira, Eliana Cardoso e outros, vários deles integravam o grupo que participou da reunião em Washington, em 1989, durante o qual foi realizado o estudo do diagnóstico sobre o Brasil elaborado por Eliana Cardoso e Daniel Dantas (o mesmo que foi recentemente preso por duas vezes seguidas e a seguir liberado pelo STF. Deve saber muita coisa, daí advém o temor de que ele “solte a língua”, temor este que se liga diretamente à FHC.
ONGs
Como disse David Rockefeller, numa das primeiras reuniões do DI, em 1982:
“E a maior parte da Amazônia, quem dominar a Vale, dominará a Amazônia”.
Podemos, portanto, aí inferir o atual interesse das ONGs e das potências hegemônicas na demarcação das terras indígenas (Reserva Ianomâmi e Reserva Raposa-Serra do Sol).
Muitos dos minérios citados acima (ver Debt-for-Equity), principalmente o estratégico nióbio, encontram-se nas reservas mencionadas. Entre os principais interessados, estaria a realeza britânica, na pessoa do Príncipe Charles e sua ONG, a WWF (World Wildlife Fund). A presença do Príncipe Charles no Brasil, este ano, quando da criação da Terra Indígena Raposa-Serra do Sol e também quando da TI (Terra Indígena) Ianomâmi, atestam esta cobiça.
A homologação da TI Raposa-Serra do Sol, pelo STF, neste ano de 2009, para gáudio de Sua Alteza, é um acinte ao povo brasileiro, principalmente quando se tem ciência da existência de um objetivo não mais fortuito de “balcanização” da Amazônia, com a criação de diversas “nações indígenas” que, uma vez homologadas, se apossariam de imensas reservas minerais e da rica biodiversidade.
O ENIGMA LULA
“Aparentemente incompreensível, na lista dos membros do Diálogo Interamericano na reunião de 1992, é a presença do atual presidente da República, Sr. Luís Inácio Lula da Silva, lado a lado com FHC, Lula, então presidente de honra do PT e candidato à Presidência da República, e que freqüentemente atacava a “política” empreendida pelo presidente FHC, a qual nada mais era do que o fiel cumprimento das normas ditadas pelos “donos do mundo” através do Diálogo Interamericano”. (Marcos Coimbra em “Brasil Soberano”)
Segundo consta, no passado político de Lula existem passagens, como aluno (1968), pelo Iadesil (antigo Instituto Americano para o desenvolvimento do Sindicalismo Livre), escola de doutrinação mantida em São Paulo, pelos norte-americanos da AFL-CIO, que manteve financeiramente a CUT, com apoio da social-democracia italiana; pelos EUA, em 1972/1973, quando foi treinado em sindicalismo na Johns Hopkins University (o Lula fala inglês?), em Baltimore, EUA (Jogo Duro, Mario Garnero, Editora Best Seller, pgs. 130 a 132), foi membro da AFL-CIO (não sei se ainda continua), a Central Sindical Americana, onde criou amizades com Stanley Gacek e John Sweeney, respectivamente advogado sindicalista da área internacional e o outro é o atual presidente da mesma. Recentemente, quando da viagem de Lula aos EUA para entrevista com o Presidente Barack Obama, “foi tomar a benção” primeiro com o Presidente da AFL-CIO, Sweeney. Por quê? Segundo Fernando Tollendal, “o PT e a CUT foram criados sob inspiração norte-americana, para cindir a completa hegemonia que os comunistas antes detinham no movimento sindical brasileiro”.
É de se supor, por conseguinte, que algum comprometimento tenha o Sr. Lula assumido com as diretrizes do FMI, senão como julgar as suas atitudes em harmonia com as ações de FHC durante todo o seu primeiro mandato e só recentemente, em setembro de 2007, com a retirada de 41 blocos da 9ª Rodada da ANP, 26 na área do pré-sal, veio a esboçar uma ligeira reação ao status quo imposto por FHC durante o governo dele. Mas, parou por aí. Veja-se abaixo:
CONCLUSÃO
Em que pese o avanço que representa as modificações do marco regulatório, ora propostas pelo governo, sobre à situação anterior estabelecidas pela Lei 9478/97:
“A proposta do governo para o pré-sal, por não prever a retomada total do monopólio estatal, é frustrante”.
Fica difícil situar a posição do presidente Lula no atual contexto, ainda mais quando se leva em conta que ele, como candidato à Presidência, havia prometido instalar a CPI das Privatizações, a qual chegou a ser instalada no seu governo, porém morreu no nascedouro. Não tinha ele uma arma nas mãos? Ameaçar a oposição com a reinstalação da CPI das Privatizações, caso levassem avante a CPI da Petrobrás, quando ainda idéia? E, por que não o fez?
Após a apresentação dos quatro Projetos de Lei, pelo governo atual, contendo as modificações propostas no marco regulatório, e tendo em mente o exposto acima, não é difícil explicar o porquê da tentativa (por enquanto) da adoção de:
- O sistema de partilha (?) – o que seria INQUESTIONÁVEL é todo o petróleo para o povo brasileiro
- A continuidade dos leilões da ANP (?);
- A criação da nova estatal – a PETROSAL (?);
- Por que não a restauração da Lei 2004/53, com adaptações, em substituição à Lei 9478/97(?) e,
- Por que não a recondução da Petrobrás (100% estatal, com a recompra das ações) à condição de executora do monopólio estatal?
O ideal mesmo teria sido o Contrato de Prestação de Serviços, única e exclusivamente, como bem se houve durante a vigência do monopólio estatal.
La revanche du Sud - Le Monde, 11 de junho de 2008 (tradução A. Pertence):
“Uma empresa séria procura parceiros, basicamente, por três razões: carência de capital, carência de tecnologia e excesso de risco. A Petrobrás não se enquadra em nenhum dos três casos. Capital não é problema. Os lucros da empresa nos últimos dez anos têm sido astronômicos. Em relação à tecnologia, a Petrobrás, em seu campo, é líder mundial há décadas no desenvolvimento e domínio de tecnologias para exploração e produção em águas profundas e parte agora para mais um salto tecnológico, ao descobrir áreas muito mais promissoras abaixo da camada de sal, na plataforma continental em águas ultraprofundas. Quanto ao risco do negócio, a situação é idêntica. A Petrobrás foi progressivamente criando “expertise” e hoje suas chances de sucesso nesta nova fase são consideráveis. Ainda assim, nas novas descobertas ocorridas, especialmente na Bacia de Santos, tomamos conhecimento que há parceiros do Norte que irão usufruir dos bônus que a parceria com a Petrobrás lhes confere. No caso da exploração e produção de petróleo e gás no mar brasileiro, a regra do jogo vigente é clara em ensinar que empresas na situação da Petrobrás deveriam dispensar taxativamente qualquer oferta d e parceria. No entanto, a Petrobrás as tem.
Durma-se com um barulho desses!”
O Brasil, em seus quinhentos e nove anos de história, já passou por diversos ciclos de espoliação, começando por aquele que praticamente extinguiu o Pau Brasil, o do ouro, do açúcar, do café e o da borracha e, se bobearmos lá se vai o Pré-Sal. Chega de subserviência. Vamos à luta.
E para concluir, parafraseando o colega da AEPET, Raul Bergmann, do Rio Grande do Sul:
“Parece que a única urgência no caso do Pré-Sal é a retomada para a União da propriedade integral do petróleo, garantindo que toda a cadeia produtiva do Setor fique sob controle do Estado Brasileiro, para não acarretar entraves, por interesses particulares, ao Desenvolvimento Sustentável do País”.
REFERÊNCIAS
1. O COMPLÔ para aniquilar as Forças Armadas e as nações da Ibero-América (EIR – Executive Intelligence Review, 2ª Edição, março de 2000)
2. Os Cabeças-de-Planilha (Luís Nassif – 2ª Edição – Ediouro, 2007)
3. Brasil Soberano (Marcos Coimbra, - Ed. Autor, 2009)
4. Kissinger Report 2004 – A Retrospective on NSSM-200 (Human Life Internati onal)
5. A Verdadeira História do Clube Bilderberg (Daniel Estulin, Editorial Planeta, 2005)
6. EIR – Memorando Especial: Brasil: Soberania sob Ataque (1989)
7. Diversos artigos na Internet de autores diferentes, entre os quais podemos citar:
Adriano Benayon, Carlos I. S. Azambuja, Pedro Porfírio, Gélio Fregapani, Paulo Nogueira Batista, CMI Brasil
sábado, 19 de setembro de 2009
Antagonismos e conflitos internos
Segurança Nacional
Pela primeira vez em muito tempo, está havendo alguma discussão sobre a segurança nacional. Isto é bom, mas sem identificarmos corretamente as ameaças, não há como nos preparar para enfrentá-las. A crise econômica e a escassez de recursos naturais poderão conduzir as grandes potências, a tomá-los a manu militari, mas ainda mais provável e até mais perigosa pode ser a ameaça de convulsão interna provocada por três componentes básicos: a divisão do povo brasileiro em etnias hostis, os conflitos potenciais entre produtores agrícolas e os movimentos dito sociais, e as irreconciliáveis divergências entre ambientalistas e desenvolvimentistas
Em certos momentos chega a ser evidente a demolição das estruturas políticas, sociais, psicológicas e religiosas, da nossa Pátria, construídas ao largo de cinco séculos de civilização cristã. Depois, sem tanto alvoroço, prossegue uma fase de consolidação antes de nova investida.
Isto ainda pode mudar, mas infelizmente os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina. Em havendo, nossa desunião nos prostará inermes, sem forças para nos opormos eficazmente às pretensões estrangeiras.
A ameaça de conflitos étnicos.
É a mais perigosa pelo caráter separatista
A multiplicação das reservas indígenas, exatamente sobre as maiores jazidas minerais, usa o pretexto de conservar uma cultura neolítica (que nem existe mais), mas visa mesmo a criação de “uma grande nação” indígena. Agora mesmo assistimos, sobre as brasas ainda fumegantes da Raposa-serra do Sol, o anuncio da criação da reserva Anaro, que unirá a Raposa/São Marcos à Ianomâmi. Posteriormente a Marabitanas unirá a Ianomâmi à Balaio/Cabeça do Cachorro, englobando toda a fronteira Norte da Amazônia Ocidental e suas riquíssimas serras prenhes das mais preciosas jazidas.
O problema é mais profundo do que parece; não é apenas a ambição estrangeira. Está também em curso um projeto de porte continental sonhado pela utopia neomissionária tribalista. O trabalho de demolição dos atuais Estado-nações visa a construção, em seu lugar, da Nuestra América, ou Abya Yala. , idealizado provavelmente pelos grandes grupos financistas com sede em Londres, que não se acanham de utilizar quer os sentimentos religiosos quer a sede de justiça social das massas para conservar e ampliar seus domínios.
O CIMI, organismo subordinado à CNBB, não cuida da evangelização dos povos indígenas segundo o espírito de Nóbrega, Anchieta e outros construtores de nossa nação. Como adeptos da Teologia da Libertação, estão em consonância com seus colegas que atuam no continente, todos empenhados na fermentação revolucionária do projeto comuno-missionário Abya Yala
O processo não se restringe ao nosso País, mas além das ações do CIMI, a atuação estrangeira está clara:
1) Identificação das jazidas – já feito.
2)Atração dos silvícolas e criação das reservas sobre as jazidas – já feito.
3)Conseguir a demarcação e homologação – já feito na maior parte.
4)Colocar na nossa Constituição que tratados e convenções internacionais assinados e homologados pelo congresso teriam força constitucional, portanto acima das leis comuns – já feito.
5) Assinatura pelo Itamarati de convenção que virtualmente dá autonomia à comunidades indígenas – já feito.
Falta ainda homologar no congresso e unir as várias reservas numa gigantesca, e declarar a independência, e isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.
O perigo não é o único, mas é bastante real. Pode, por si só, criar ocasião propícia ao desencadeamento de intervenções militares pelas potencias carentes dos recursos naturais – petróleo e minérios, quando o Brasil reagir.
Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola.
A UnB foi contratada pelo Governo para fazer o mapa dos quilombolas. Por milagre, em todos os lugares, apareceram “quilombolas”. No Espírito Santo cidades inteiras, ameaçadas de despejo. Da mesma forma em Pernambuco. A fronteira no Pará, virou um quilombo inteiro.
Qual o processo? Apareceram uns barbudos de piercings no nariz, perguntando aos afro-descendentes: "O senhor mora aqui?" "Moro." Desde 1988? (o quilombola que residisse no dia da promulgação da Constituição teria direito à escritura). Sim "Quem morava aqui?" “Meu avô." "Seu avô por acaso pescava e caçava por aqui?" "Sim” “Até onde?" "Ah, ele ia lá na cabeceira do rio, lá naquela montanha." "Tudo é seu. E escrituras centenárias perdem o valor baseado num direito que não existe. Não tenho certeza de que isto não seja proposital para criar conflitos.
Tem gente se armando, tem gente se preparando para uma guerra. Temos de abrir o olho também para esse processo, que conduz ao ódio racial. Normalmente esquerdistas, talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.
Certamente isto vai gerar conflitos, mas até agora o movimento quilombola não deu sinal de separatismo
Os Conflitos Rurais – os primeiros a eclodir
MST se desloca como um exército de ocupação, mobilizando uma grande massa de miseráveis (com muitos oportunistas), dirigidos por uma liderança que em parte clandestina. As invasões do MST são toleradas e a lei não aplicada. Mesmo ciente da pretensão do MST de criar uma “zona livre”, uma “república do MST” na região do Pontal do Paranapanema o Governo só contemporiza; finge não perceber que o MST não quer receber terras, quer invadi-las e tende a realizar ações cada vez mais audaciosas. É claro que os produto res rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja; a convulsão social, contando, talvez, com o apoio de setores governamentais como o min. do desenvolvimento Agrário.
Segundo Pedro Stédile: “O interior do Brasil pode transformar-se em uma Colômbia. A situação sairá de controle, haverá convulsões sociais e a sociedade se desintegrará.”
Este conflito parece inevitável. Provavelmente ocorrerá num próximo governo, mas se ficar evidente a derrota do PT antes das eleições, é provável que o MST desencadeie suas operações antes mesmo da nova posse.
O ambientalismo distorcido, principal pretexto para uma futura intervenção estrangeira
Já é consenso que o ambientalismo está sendo usado para impedir o progresso, matando os empregos. Caso se imponham os esquemas delirantes dos ambientalistas dentro do governo, com as restrições de uso da terra para produção de alimentos, um terço do território do País ficará interditado a atividades econômicas modernas.
Há reações, dos ruralistas no interior do País, nas elites produtivas e até mesmo em setores do governo, mas as pressões estrangeiras tendem a se intensificar. Se bem que raramente o meio ambiente serviu de motivo para guerra, hoje claramente está sendo pretexto para futuras intervenções, naturalmente encobrindo o verdadeiro motivo, a disputa pelos escassos recursos naturais
No momento em que a fome ronda o mundo, o movimento ambientalista, a serviço do estrangeiro, mas com respaldo do governo e com apoio de uma massa urbana iludida, chama de “terra devastada” àqueles quadrados verdejantes de área cultivada, que apreciamos ver na Europa e nos Estados Unidos, e impede a construção de hidrelétricas para salvar os bagres.
Com a entrada da Marina Silva na disputa eleitoral, nota-se, lamentavelmente, que todos os candidatos passarão a defender o ambientalismo, sem pensar se é útil para o País.
Os três passos para a guerra civil
O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.
Varias fontes de conflito estão para estourar, dependendo da radicalização das más medidas, particularmente do ministério da Justiça: Roraima não está totalmente pacificada; o Mato Grosso do Sul anuncia revolta em função da decisão da Funai em criar lá novas reservas indígenas; no Rio Grande, os produtores rurais pretendem reagir às provocações do MST; Santa Catarina ameaça usar a PM para conter a fúria ambientalista do min. Minc, que queria destruir toda a plantação de maçã.
Uma vez iniciado um conflito, tudo indica que se expandirá como um rastilho de pólvora.
Este quadro, preocupante já por si, fica agravado pela quase certeza de que, na atual conjuntura da crise mundial o nosso País sofrerá pressões para ceder suas riquezas naturais - petróleo, minérios e até terras cultiváveis - e estando dividido, sabemos o que acontecerá, mais ainda quando uma das facções se coloca ao lado dos adversários, como já demonstrou o MST no caso de Itaipu.
Bem, ainda temos Forças Armadas, mas segundo as últimas notícias, o Exército (que é o mais importante na defesa interna) terá seu efetivo reduzido. Será proposital?
Que Deus guarde a todos vocês.
Gelio Fregapani
Comentário da semana nº 51
20 de setembro de 2009
APENDICE
FAZENDA_COQUEIROS
Vejam a incrível documentação da atuação do MST no Rio Grande do Sul.
É em slides. VALE A PENA VER CLICANDO AQUI
http://mail.uol.com.br/main/download?msg_id=ODE4OTQ&ctype=FAZENDA_COQUEIROS.pps&disposition=attachment&force_folder=INBOX
Pela primeira vez em muito tempo, está havendo alguma discussão sobre a segurança nacional. Isto é bom, mas sem identificarmos corretamente as ameaças, não há como nos preparar para enfrentá-las. A crise econômica e a escassez de recursos naturais poderão conduzir as grandes potências, a tomá-los a manu militari, mas ainda mais provável e até mais perigosa pode ser a ameaça de convulsão interna provocada por três componentes básicos: a divisão do povo brasileiro em etnias hostis, os conflitos potenciais entre produtores agrícolas e os movimentos dito sociais, e as irreconciliáveis divergências entre ambientalistas e desenvolvimentistas
Em certos momentos chega a ser evidente a demolição das estruturas políticas, sociais, psicológicas e religiosas, da nossa Pátria, construídas ao largo de cinco séculos de civilização cristã. Depois, sem tanto alvoroço, prossegue uma fase de consolidação antes de nova investida.
Isto ainda pode mudar, mas infelizmente os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina. Em havendo, nossa desunião nos prostará inermes, sem forças para nos opormos eficazmente às pretensões estrangeiras.
A ameaça de conflitos étnicos.
É a mais perigosa pelo caráter separatista
A multiplicação das reservas indígenas, exatamente sobre as maiores jazidas minerais, usa o pretexto de conservar uma cultura neolítica (que nem existe mais), mas visa mesmo a criação de “uma grande nação” indígena. Agora mesmo assistimos, sobre as brasas ainda fumegantes da Raposa-serra do Sol, o anuncio da criação da reserva Anaro, que unirá a Raposa/São Marcos à Ianomâmi. Posteriormente a Marabitanas unirá a Ianomâmi à Balaio/Cabeça do Cachorro, englobando toda a fronteira Norte da Amazônia Ocidental e suas riquíssimas serras prenhes das mais preciosas jazidas.
O problema é mais profundo do que parece; não é apenas a ambição estrangeira. Está também em curso um projeto de porte continental sonhado pela utopia neomissionária tribalista. O trabalho de demolição dos atuais Estado-nações visa a construção, em seu lugar, da Nuestra América, ou Abya Yala. , idealizado provavelmente pelos grandes grupos financistas com sede em Londres, que não se acanham de utilizar quer os sentimentos religiosos quer a sede de justiça social das massas para conservar e ampliar seus domínios.
O CIMI, organismo subordinado à CNBB, não cuida da evangelização dos povos indígenas segundo o espírito de Nóbrega, Anchieta e outros construtores de nossa nação. Como adeptos da Teologia da Libertação, estão em consonância com seus colegas que atuam no continente, todos empenhados na fermentação revolucionária do projeto comuno-missionário Abya Yala
O processo não se restringe ao nosso País, mas além das ações do CIMI, a atuação estrangeira está clara:
1) Identificação das jazidas – já feito.
2)Atração dos silvícolas e criação das reservas sobre as jazidas – já feito.
3)Conseguir a demarcação e homologação – já feito na maior parte.
4)Colocar na nossa Constituição que tratados e convenções internacionais assinados e homologados pelo congresso teriam força constitucional, portanto acima das leis comuns – já feito.
5) Assinatura pelo Itamarati de convenção que virtualmente dá autonomia à comunidades indígenas – já feito.
Falta ainda homologar no congresso e unir as várias reservas numa gigantesca, e declarar a independência, e isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.
O perigo não é o único, mas é bastante real. Pode, por si só, criar ocasião propícia ao desencadeamento de intervenções militares pelas potencias carentes dos recursos naturais – petróleo e minérios, quando o Brasil reagir.
Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola.
A UnB foi contratada pelo Governo para fazer o mapa dos quilombolas. Por milagre, em todos os lugares, apareceram “quilombolas”. No Espírito Santo cidades inteiras, ameaçadas de despejo. Da mesma forma em Pernambuco. A fronteira no Pará, virou um quilombo inteiro.
Qual o processo? Apareceram uns barbudos de piercings no nariz, perguntando aos afro-descendentes: "O senhor mora aqui?" "Moro." Desde 1988? (o quilombola que residisse no dia da promulgação da Constituição teria direito à escritura). Sim "Quem morava aqui?" “Meu avô." "Seu avô por acaso pescava e caçava por aqui?" "Sim” “Até onde?" "Ah, ele ia lá na cabeceira do rio, lá naquela montanha." "Tudo é seu. E escrituras centenárias perdem o valor baseado num direito que não existe. Não tenho certeza de que isto não seja proposital para criar conflitos.
Tem gente se armando, tem gente se preparando para uma guerra. Temos de abrir o olho também para esse processo, que conduz ao ódio racial. Normalmente esquerdistas, talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.
Certamente isto vai gerar conflitos, mas até agora o movimento quilombola não deu sinal de separatismo
Os Conflitos Rurais – os primeiros a eclodir
MST se desloca como um exército de ocupação, mobilizando uma grande massa de miseráveis (com muitos oportunistas), dirigidos por uma liderança que em parte clandestina. As invasões do MST são toleradas e a lei não aplicada. Mesmo ciente da pretensão do MST de criar uma “zona livre”, uma “república do MST” na região do Pontal do Paranapanema o Governo só contemporiza; finge não perceber que o MST não quer receber terras, quer invadi-las e tende a realizar ações cada vez mais audaciosas. É claro que os produto res rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja; a convulsão social, contando, talvez, com o apoio de setores governamentais como o min. do desenvolvimento Agrário.
Segundo Pedro Stédile: “O interior do Brasil pode transformar-se em uma Colômbia. A situação sairá de controle, haverá convulsões sociais e a sociedade se desintegrará.”
Este conflito parece inevitável. Provavelmente ocorrerá num próximo governo, mas se ficar evidente a derrota do PT antes das eleições, é provável que o MST desencadeie suas operações antes mesmo da nova posse.
O ambientalismo distorcido, principal pretexto para uma futura intervenção estrangeira
Já é consenso que o ambientalismo está sendo usado para impedir o progresso, matando os empregos. Caso se imponham os esquemas delirantes dos ambientalistas dentro do governo, com as restrições de uso da terra para produção de alimentos, um terço do território do País ficará interditado a atividades econômicas modernas.
Há reações, dos ruralistas no interior do País, nas elites produtivas e até mesmo em setores do governo, mas as pressões estrangeiras tendem a se intensificar. Se bem que raramente o meio ambiente serviu de motivo para guerra, hoje claramente está sendo pretexto para futuras intervenções, naturalmente encobrindo o verdadeiro motivo, a disputa pelos escassos recursos naturais
No momento em que a fome ronda o mundo, o movimento ambientalista, a serviço do estrangeiro, mas com respaldo do governo e com apoio de uma massa urbana iludida, chama de “terra devastada” àqueles quadrados verdejantes de área cultivada, que apreciamos ver na Europa e nos Estados Unidos, e impede a construção de hidrelétricas para salvar os bagres.
Com a entrada da Marina Silva na disputa eleitoral, nota-se, lamentavelmente, que todos os candidatos passarão a defender o ambientalismo, sem pensar se é útil para o País.
Os três passos para a guerra civil
O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.
Varias fontes de conflito estão para estourar, dependendo da radicalização das más medidas, particularmente do ministério da Justiça: Roraima não está totalmente pacificada; o Mato Grosso do Sul anuncia revolta em função da decisão da Funai em criar lá novas reservas indígenas; no Rio Grande, os produtores rurais pretendem reagir às provocações do MST; Santa Catarina ameaça usar a PM para conter a fúria ambientalista do min. Minc, que queria destruir toda a plantação de maçã.
Uma vez iniciado um conflito, tudo indica que se expandirá como um rastilho de pólvora.
Este quadro, preocupante já por si, fica agravado pela quase certeza de que, na atual conjuntura da crise mundial o nosso País sofrerá pressões para ceder suas riquezas naturais - petróleo, minérios e até terras cultiváveis - e estando dividido, sabemos o que acontecerá, mais ainda quando uma das facções se coloca ao lado dos adversários, como já demonstrou o MST no caso de Itaipu.
Bem, ainda temos Forças Armadas, mas segundo as últimas notícias, o Exército (que é o mais importante na defesa interna) terá seu efetivo reduzido. Será proposital?
Que Deus guarde a todos vocês.
Gelio Fregapani
Comentário da semana nº 51
20 de setembro de 2009
APENDICE
FAZENDA_COQUEIROS
Vejam a incrível documentação da atuação do MST no Rio Grande do Sul.
É em slides. VALE A PENA VER CLICANDO AQUI
http://mail.uol.com.br/main/download?msg_id=ODE4OTQ&ctype=FAZENDA_COQUEIROS.pps&disposition=attachment&force_folder=INBOX
sábado, 12 de setembro de 2009
Paz e Guerra, Parcerias e registros
Como manter a Paz
É elementar, em estratégia de defesa, primeiro decidir o que queremos alcançar; depois identificar as ameaças, avaliar como nossos meios, dispositivos e procedimentos responderiam às ameaças, e permanentemente fazer as modificações necessárias.
Simplificando, o mínimo que podemos querer é manter a paz e aproveitar as riquezas que Deus nos deu. Facilmente identificamos como ameaças uma convulsão interna e tomada, a manu militari, de certas riquezas como o pré sal e/ou as jazidas minerais nas terras indígenas, auxiliados por estes.
Deixemos para outro comentário a possível convulsão interna. Para esta não adiantará aviões interceptadores nem submarinos nucleares. Concentremo-nos por hora na finalidade básica das Forças Armadas, que é fazer face a agressões externas
Se nosso objetivo é dissuadir, torna-se imperioso fazer com que o preço de qualquer agressão seja mais caro do que o possível lucro. Isto inclui a capacidade de causar danos na defesa e a capacidade de retaliar. Dentro dessas premissas, concluímos:
1 – A melhor forma de dissuadir uma agressão é poder responder (retaliar) com um ataque nuclear. Quem tiver armas atômicas e meios de lançá-las sobre o país do agressor, estará livre de ataques militares e até mesmo de pressões insuportáveis. Submarinos nucleares sempre terão sua importância, mas só serão eficiente arma de dissuasão se dotados de mísseis com ogivas nucleares, capazes de atingir, das proximidades da costa, centros vitais do país agressor. Aumentando as tensões, teria que “viver” no mar, incógnito, para evitar ser destruído no porto.
2 – Se tratando de aviões, os únicos que poderiam retaliar seriam os Sukoy russos, pela autonomia. Para o combate, como plataformas de tiro, melhores ou piores, todos cumprem satisfatoriamente suas missões. O desempenho depende mesmo é do armamento e dos “avionics”. Contra um inimigo infinitamente superior, independente do tipo da aeronave, não teríamos chance de vitória ou de causar dano expressivo, mas provavelmente os nossos seriam destruídos ainda em terra. Neste caso a sobrevivência dependerá do sucesso em ocultar o local de guarda, o que favoreceria a escolha de aviões de pouso e decolagem vertical, mesmo em detrimento de outras características.
Ainda assim, quaisquer dos que comprarmos serão úteis para manter a respeitabilidade entre os vizinhos e, principalmente, para inibir (e combater), firmas de segurança tipo Blackwaters e Halliburton eventualmente contratadas pelas ONGs indigenistas para garantir a independência das reservas.
3 - Em terra, não há como se enfrentar, em campo raso, exércitos infinitamente superiores, mas podemos desafiá-los com guerrilhas na selva, nas cidades e nos sertões, desde que haja população brasileira no local. Ainda que seja mínima a capacidade de retaliação – a não ser sobre os aliados do país mais forte – a capacidade de causar dano, de cobrar um preço caro demais pela agressão, dependerá de adequarmos o armamento, o equipamento e os procedimentos para a nova realidade.
A mobilidade ainda crescerá de importância, mas não as blindagens; motociclos e “boogies” armados com mísseis devem substituir os dispendiosos e vulneráveis carros de combate (tanques). De vital importância serão os mísseis portáteis e as armas manejadas e controladas a distância, as minas e o jogo de sensores. Entretanto a chave da vitória será sempre a existência de uma população local, armada e imbuída de decisão de defender a Pátria. Só isto que deixa uma região inconquistável.
Isto evidencia o erro estratégico de interditar a fronteira aos não-índios. Só poderemos reverter a bobagem que fizemos, permitindo garimpos nas reservas.
Si Vis Pacem Bellum Parati
Parceria com a França
Há lógica na definição da parceria militar com a França. Lógica, comercial, mas principalmente política. A França e o Brasil se unem, não contra os EUA, mas de alguma forma para fugir da sua influência.
Na época da bipolaridade, razões históricas e geográficas nos colocaram como aliados menores (satélites) dos EUA, o que, se não foi vantajoso pelo menos cumpriu a finalidade da segurança. Com a queda do mundo comunista, todos ficaram na incomoda posição de subordinação à hegemonia Norte-Americana, reconheçamos, bem mais suave do que as anteriores, mas nela não mais havia motivo para contemporizar com seus aliados, e se ampliaram as desconfianças pré-existentes, na medida em que disputavam o controle dos recursos naturais. Mesmo antes da crise, o futuro já apontava para uma tendência ao poder multipolar, cada grupo com um líder e seus satélites.
Numa comparação doméstica, Colômbia e Peru aprofundam a sua ligação com os EUA, aliás, de dependência. A Venezuela, o Equador e a Bolívia voltam-se para a Rússia, em alianças também desequilibradas, enquanto o Brasil tende a optar pela França, formando um bloco onde ambos os parceiros tem a mesma importância.
A orgulhosa França secularmente procura não se submeter a hegemonias, mas mesmo sendo um dos mais sofisticados tecnologicamente, não dispõe de base física para, sem alianças, ser um dos pólos de poder mundial. O Brasil, um país continental, com a Amazônia, mercado crescente, com produção agrícola, biocombustíveis e agora com o pré-sal, sem falar das maiores jazidas de urânio do planeta, torna-se para a França, o parceiro ideal. Poderia também ser o parceiro ideal para outras potências tecnológicas sem a base física, pois nenhum bloco pode ser significativo sem os recursos naturais de um país-continente. Foi uma questão de escolha.
Na parceria houve interesse estratégico. Para nós, a certeza da transferência de tecnologia propiciará o avanço que almejamos e em troca a França certamente visa, mais do que a mercados, ao acesso a recursos naturais escassos no mundo, entre os quais, sou capaz de apostar, o urânio. Vale lembrar que a França é uma potência nuclear. Por que não podemos ser também?
Prosseguindo esta parceria como esperamos, será formado um novo centro de poder a altura dos demais, mas onde os parceiros serão iguais e complementares.
Para mim é difícil aplaudir um governo que nos separa em etnias hostis, mas aprecio essa escolha. Bem, até o relógio parado estará certo duas vezes ao dia.
Para registro
- A relação do presidente Lula com Roraima pode ser comparada com aquele médico macabro que envenenou e matou o paciente e em seguida, embora tenha faltado ao seu funeral, teve a cara de pau de ir para sua missa de sétimo dia...
- O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon pressiona o Brasil para que adote metas contra o desmatamento na Amazônia que atendam a demandas de países que abateram as suas florestas para progredir, e por isto são do primeiro mundo.
- A ONU quer que o Brasil deixe de usar o argumento da soberania para impedir “sugestões” sobre o que fazer com a Amazônia. Trata-se da tese da “soberania restrita” que tem sido enunciada sem rodeios por dirigentes de diversos países há mais de duas décadas
Que Deus guarde a todos vocês.
Gélio Fregapani
Comentário da semana nº 50
13 de setembro de 2009
APENDICE
Observe o seguinte quadro:
1 - Sob orientação de ONGs. são criadas grandes reservas indígenas sobre as principais jazidas minerais do País (isto já aconteceu).
2 - Deputados traidores da Pátria introduzem na Constituição artigos que determinam: "Tratados internacionais assinados pelo Brasil (e referendados) passam a ter força de artigos da Constituição"(isto já aconteceu)
3 - A ONU publica uma declaração de "Direitos dos povos indígenas" , que inclui o direito de escolher sua nacionalidade, inclusive uma própria. O representante brasileiro assina em nome do País (isto já aconteceu)
4- Várias tribos já consideram seus territórios independentes, por orientação de ONGs estrangeiras. Fecham estradas, criam governos, bandeiras e não mais se consideram brasileiras. É mais difícil a um brasileiro conseguir permissão para visitar esses territórios do que para visitar um país estrangeiro(isto já aconteceu)
5 - Amparadas na ONU (e na legislação brasileira), as tribos declaram independência e contratam as forças mercenárias abaixo para a garantir. Tal como na África quem pagará os mercenários serão as mineradoras. (isto ainda não aconteceu)
Os países do 1º mundo só intervirão com suas Forças Armadas se for indispensável. Se não for, oficialmente ficarão fora da guerra. Apenas reconhecerão as novas nações e se aproveitarão de sua fraqueza para negociar.
LEIA A ENTREVISTA ABAIXO
A Guerra no Século XXI ou A terceirização da guerra
Entrevista a Dario Azzelini, pesquisador italiano das “novas guerras”
“A guerra não é mais para instalar outro modelo econômico: ela é o modelo”
Natália Aruguete e Walter Isaía
PÁGINA 12
Buenos Aires, 29/6/08
A idéia do conflito permanente cria condições para o surgimento de um modelo econômico que seria impossível de instalar em condições de paz. Ao mesmo tempo, é cada vez mais importante a intervenção de Companhias Militares Privadas (CMPs) em todo o mundo, do Iraque até a Colômbia.
− Que significa a denominação de “novas guerras” que o senhor usa no livro O Negócio da Guerra?
− No debate acadêmico e − em parte − o político, a expressão “novas guerras” foi introduzida para denominar o fato que mais e mais guerras não se dão entre países mas no interior dos países ou, pelo menos, entre um exército regular e um irregular. A expressão, porém poderia se ampliada porque com as modificações de estratégias de sua condução, vemos que até os países com exércitos regulares estão transferindo a violência para empresas privadas ou estruturas paramilitares: atores que não são os tradicionais nas guerras “comuns”.
− Acabaram as guerras entre Estados?
− Não é que tenham acabado. Pelo contrário, na última década também houve um aumento das guerras entre países, mas se apresentaram de outra maneira. Os ataques ao Afeganistão ou Iraque foram guerras entre países, mas a porcentagem das guerras irregulares em comparação com as regulares está aumentando.
− Isso obedece à lógica neoliberal?
− Dizemos que obedece a certas lógicas do neoliberalismo no sentido de aumentar lucros. O sentido da guerra mudou. Tradicionalmente era para trocar as elites e o controle das economias, ou introduzir outro modelo de domínio econômico ou político. Agora, em muitos casos as guerras são permanentes. Não se faz a guerra para implementar outro modelo econômico, mas a guerra mesmo é o mecanismo de lucros.
− Por exemplo?
− Por exemplo, Colômbia. Muito dos lucros nesse país são porque − praticamente − é um país em guerra. Durante os últimos 20 anos, a passagem da pequena e média agricultura para a agroindústria se fez com uma guerra. Se não fosse assim, não teria sido possível expropriar as terras de milhões de camponeses e fazer uma reforma agrária ao contrário, na qual os latifundiários e paramilitares se apropriaram de 6 milhões de hectares de terra.
− Neste cenário, como fica o lugar do Estado?
− Em todo o discurso liberal se diz que o Estado está supostamente perdendo o controle desses atores armados. Fundamentalmente, no caso da Colômbia. Creio que os Estados não perdem o controle e, se o perdem, é em pequenos pontos. Simplesmente estão terceirizando as funções repressivas ou de guerra, criando mais confusão. Os grupos paramilitares colombianos foram criados pelas dificuldades do Estado em conseguir financiamento internacional nos anos 80, pela responsabilidade do exército ou da polícia em delitos contra os direitos humanos. Logo se montou o show da suposta desmobilização dos paramilitares, mas já no final dos 90 era de conhecimento público que o paramilitarismo estava coordenado, fomentado e controlado pelo exército e as autoridades colombianas.
Em 2000, a Human Right Watch publicou uma análise da Colômbia cujo título era Paramilitarismo, a sexta divisão do exército colombiano (o exército colombiano tinha cinco divisões). Nesse informe esclarecem que o paramilitarismo é parte integral da situação do exército colombiano e que o processo de desarmamento é uma farsa. Os supostos paramilitares desmobilizados aparecem em outras zonas da Colômbia onde ainda se necessita o paramilitarismo como estratégia ou como supostos grupos rearmados.
− Como e quando nascem as Companhias Militares Privadas (CMPs)?
− As primeiras nascem imediatamente depois da II Guerra Mundial, porque o exército dos Estados Unidos tinha grande capacidade de transporte que já não necessita manter e começou a privatizar parte do transporte. Porém o verdadeiro boom dessas empresas começou em fins dos anos 80 e foi reforçado de forma maciça nos 90. Na primeira guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, a relação entre os empregados das CMPs e os soldados era de 1 para 100. No Afeganistão, de 1 para 50/40. Agora, no Iraque há 180 mil empregados das CMPs, segundo dados do próprio exército norte-americano. Quantidade maior do que a dos soldados do exército.
− Que atividades exercem estas companhias?
− Todas as que alguém possa imaginar. O emprego de armas sofisticadas (como aviões não tripulados, radares ou mísseis de navios estadunidenses) na primeira onda de ataques ao Iraque foi realizado por especialistas de empresas privadas. Além disso distribuem a correspondência, cozinham ou lavam a roupa dos soldados, montam os acampamentos militares, as prisões. No caso da prisão de Abu Ghraib houve julgamentos e investigações contra menos de 10 soldados dos Estados Unidos, quando deveria haver muitos mais implicados. A verdade é que a prisão era administrada em todas as suas funções por duas empresas privadas: CACI e Titan.
− Quais são as vantagens de terceirizar esse tipo de tarefas para as CMPs?
− Como formalmente são civis, não podem, portanto, ser julgados pela Justiça militar. Ao mesmo tempo, em seus contratos lhes é assegurado que não podem ser submetidos à Justiça civil dos países em que eles atuam. Praticamente se criou um campo de impunidade. E a única via para fazer algo contra esses crimes é iniciar processos nos Estados Unidos contra essas empresas. Quantas vítimas têm a possibilidade de fazer isso. Quase ninguém.
− Cria-se uma espécie de marco normativo para acionar estas empresas?
− Sim. Legaliza-se todo o negócio dos mercenários com esse marco de impunidade. Além disso, terceiriza-se a responsabilidade. Milles Frechette, ex-embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, disse que é muito cômodo trabalhar com essas empresas porque se morrem, não são soldados dos Estados Unidos e, se fazem algo errado, a responsabilidade tampouco recai sobre os Estados Unidos. No caso da DinCorp que faz as fumigações de supostas culturas de amapola e coca, na Colômbia há um processo internacional porque fumigaram parte do Equa dor. Mas a empresa alega que eles não podem dizer nada porque parte de seu contrato é não dar informação a terceiros. O contrato vem do Pentágono. Então, se um congressista lhe solicita prestação de contas , o Pentágono apresenta o contrato e diz: eles fazem estas tarefas. Se faz algo mais não podemos controlá-la porque é uma empresa privada.
− Estas empresas, geralmente estadunidenses, são contratadas pelo Pentágono?
− A maioria. De fato, a maior parte do financiamento vem dos Estados Unidos. Do gasto militar no âmbito mundial os Estados Unidos executa a metade. Há empresas também na Europa, empresas russas, na Ásia. Mas as dos Estados Unidos só trabalham sob o consenso do Pentágono. Pode ser que treinem o exército da Coréia do Sul, mas com o de acordo do Pentágono. As empresas russas ou outras de países do Leste, contrata-as quem tem dinheiro.
− Como convive o exército norte-americano com as CMPs?
− Depende de que setores do exército falemos. No campo concreto provavelmente haja conflitos, já que os empregados dessas empresas de segurança costumam ganhar mais do que os soldados. Trabalham em assuntos de maior risco com menos segurança. Porém trabalhar juntos funciona muito bem porque as empresas de segurança são fundadas e organizadas por ex-membros do exército dos Estados Unidos. Também muitos políticos são donos ou copartícipes dessas empresas. Há empresas como a MPRI, fundada por generais dos Estados Unidos da primeira guerra contra o Iraque, que estiveram durante um tempo nas reuniões do Pentá gono. Há ligações pessoais muito estreitas. A Eagle Aviation Services and Technology (EAST), que prestou serviços à CIA nos anos 80, é a encarregada do transporte de maquinaria no marco do Plano Colômbia e do Plano anti drogas na América do Sul.
− Quanto dinheiro movimentam estas empresas?
− É um negócio que deve estar movimentando ao redor de 150 a 200 bilhões de dólares por ano no mundo. As pequenas foram compradas pelas maiores, movimentam muito dinheiro, várias têm cotação na Bolsa. Tornou-se um mega negócio no qual participam empresas que trabalham em outros campos. Mas também há ligações entre empresas transnacionais de recursos naturais como petrolíferas e mineradoras.
− Pode nos dar um exemplo?
− Na guerra no Congo, antes que Laurent Cavila ganhasse, havia mineradoras transnacionais que pagavam a mercenários ou a empresas militares privadas para acompanhar as diferentes facções. Uma vez liberado um território mineiro, já havia engenheiros e as CMPs com as mineradoras tinham o controle do território e faziam um acordo com a facção ganhadora para explorar a jazida.
− Como é a contratação das CMPs?
− São contratadas para fazer trabalhos. E esse também é outro assunto para escapar do controle. A lei norte-americana estabelece que todos os contratos que superem 50 milhões de dólares têm que ser aprovados pelo Congresso. Normalmente fracionam-se os contratos para que sejam inferiores e o Congresso nem se intera desses contratos ou do que estejam fazendo essas missões. É a possibilidade de os Estados Unidos fazer intervenções militares em outros países sem que apareçam como tais, porque não são seus soldados que atuam. Todos sabemos o impacto público que causa a imagem dos soldados mortos com a bandeira yankee que regressam aos Estados Unidos. Isso não acontece se morre um empregado de uma empresa privada: não causa indignação pública porque é como se morresse um empregado da IBM em Cingapura. Ninguém se importa com isso. No Iraque pode-se estimar que haja morrido, no mínimo, 2 mil empregados das CMPs. Isso ajuda a manter o número de baixas num nível baixo.
− Contratam empregados na América Latina?
− O recrutamento na América Latina cresceu muito nos últimos quatro anos. Antes recrutavam muito nas Filipinas, Nepal, Fiji, Estados Unidos, Inglaterra, França. Mais acostumados a trabalhar com certa modalidade. No Nepal, os gurkas têm uma tradição de 150 anos de mercenários e os de Fiji obtiveram muita formação em missões da ONU.
− Há uma estimativa de quanto destinam as empresas transnacionais para o financiamento de segurança com apoio militar?
− Seguramente o tem incorporado ao orçamento, mas é difícil estimar. Na Argentina, a Repsol está trabalhando com empresas de segurança privadas para dar segurança aos seus campos petrolíferos.
− Que tipo de atividades essas empresas realizam na Argentina?
− Atividades de segurança que provavelmente significam também espionar os movimentos sociais com posições contrárias à exploração petrolífera ou o controle do território. A vantagem é que não necessariamente o Estado dá grátis os policiais ou militares que a empresa considera necessários para esse controle, em compensação, para a empresa privada é mais importante o que diz ele que a contrata do que diz a lei.
− Sabe quais são as empresas contratadas pela Repsol na Argentina?
− Não sei. Mas se necessita menos gente para resguardar um poço petroleiro na Argentina do que na Colômbia.
− Como essas empresas aparecem nos meios de comunicação?
− Um caso que passou muito pela imprensa foi em 2004 em Falluja, onde houve imagens fortes de uns supostos civis − como explicou em princípio a imprensa − que foram cercados pela população iraquiana , assassinados e seus corpos queimados e pendurados em uma ponte. A imprensa disse que esse pessoal acompanhava um comboio. Formalmente eram civis, mas eram empregados da Blackwater, uma das maiores empresas no campo militar. Estavam protegendo um comboio de soldados norte-americanos, uma tarefa militar. O p roblema é qual informação é obtida e é apresentada pela imprensa. Toda a informação que se tem do conflito do Iraque passa pelo departamento de relações de imprensa do exército dos Estados Unidos. São repórteres de imprensa militares. Eles só relatam ações nas quais participam os soldados do exército norte-americano, porém, como há mais empregados das empresas militares do que soldados, não temos nenhuma informação sobre muitas ações. Houve empregados de empresas privadas que repeliram o ataque das forças rebeldes iraquianas quando a cidade de Falluja esteve tomada pela resistência. As forças da empresa Blackwater se infiltraram para fazer atentados e pôr bombas.
− Os empregados das CMPs são os contratistas que a cadeia CNN menciona, por exemplo?
− Sim. São os empregados destas empresas. O exército contrata as empresas e a as empresas a estas pessoas. Porém não apenas o exército. No Iraque todas as embaixadas e empresas contratam CMPs para custódia e segurança. Na Colômbia, a colombiana Ecopetrol, que explora campos petrolíferos junto com a OXI dos Estados Unidos, contrata a CMP AirScan da Flórida para fazer sobrevôos e obter informação de tropas insurgentes que estejam perto dos campos e o oleoduto desde Caño Limon até o porto onde se exporta petróleo para os Estados Unidos. Em 1998, a vila de Santo Domingo foi bombardeada por helicópteros do exército colombiano e causaram quase 20 mortos. Fez-se uma investigação, julgaram os pilotos do exército colombiano que disseram que bombardearam, mas somente seguindo ordens. A AirScan passou informação ao exército de que nessa vila havia uma coluna guerrilheira , por isso a bombardearam.
− Então cuidam dos negócios das empresas e brindam serviços ao exército.
− É parte do trabalho. No caso do campo petrolífero de Cano Limon é uma cooperação bem organizada e partilhada. A empresa de segurança é paga pelas empresas e apoiada pelo exército colombiano e pelos Estados Unidos com tecnologia. É um conjunto de empresas públicas e privadas, exércitos, CMPs e polícias que formam uma rede que garante a saída do petróleo da Colômbia para os Estados Unidos.
− Nessa trama, as CMPs têm relação direta com os Estados e os exércitos?
− A operacionalização é a seguinte: os Estados Unidos faz o Plano Colômbia e grande parte do dinheiro nunca chega à Colômbia, só atravessa a rua do Pentágono, já que em frente estão as sedes de muitas das empresas militares privadas que vão “trabalhar” na Colômbia. Há que destacar que enquanto nas guerras clássicas os soldados tinham o interesse de terminar a guerra, estas empresas não, porque só ganham se há conflito. Provavelmente não agem com o espírito de terminar com esses conflitos porque perderiam seu ganha-pão.
− Há vínculos comprovados com o narcotráfico na Colômbia?
− Houve casos de vários empregados de empresas que estiveram implicados em casos de narcotráfico. É muito difícil averiguar, mas pode-se supor que haja alguns contatos entre algumas empresas e o narcotráfico.
− Dentro das tarefas das CMPs na Colômbia, inclui-se agir contra dirigentes sindicais?
− Sim. A British Petróleo contratou uma empresa que fazia trabalhos de inteligência com movimentos sociais e indígenas que estavam na zona. Os paramilitares assassinaram líderes sociais e se sabe que as CMPs passavam informação ao exército. Os militares dizem que não os mataram, que foram os paramilitares, mas a ligação fica clara.
− Como atuam estas companhias no México?
− Há alguns mercenários israelenses que apoiaram o treinamento para a formação de grupos paramilitares em Chiapas. Mas é pouco claro. A construção do paramilitarismo no México é diferente do colombiano. Na Colômbia organizaram-se tropas irregulares que se apropriaram das terras, casas, etc. No México criaram-se comunidades paramilitares. Elas são infiltradas, preparadas e se tornam comunidades paramilitares.
− Como se vincula a ação destas companhias com a violência sexual na Guatemala?
− O caso da Guatemala é anterior ao das construções paramilitares como as autodefesas civis, pagas para apoiar o exército em seu trabalho genocida. A violência sexual se encaixa porque é parte integral da guerra desde sempre. Assassinavam os homens e violavam e ficavam com as mulheres. Isso rompe o tecido social de toda a comunidade.
- Estas estruturas paramilitares, com as CMPs e os Estados, formam modos de controle social e paraestatalidades?
− Sim, paraestatalidades porque têm território ou representam o Estado. Salvador Manuso, ex-chefe paramilitar colombiano – que foi extraditado em 15 de maio último para ser julgado nos Estados Unidos − disse em uma entrevista à RCN que controlavam congressistas e que, para chegar ao cargo, tinham que concordar com eles, se não, não recebiam votos. A Colômbia é claramente um narco-Estado paramilitar. Não controlam zonas senão as que estejam no Estado. Isso também explica as ligações com as empresas privadas. No norte da Colômbia, empresas bananicultoras pagavam uma porcentagem por cacho de bananas a os paramilitares para a segurança. Para se ver os laços estreitos da política com os paramilitares, outro chefe paramilitar, Diego Murillo, aliás Don Berna − também extraditado − disse que existiam sob os governos e Estados que os levaram a clamar pela Justiça “com nossas próprias mãos e nossos próprios meios. Se falam de prisão pelo que fizemos, todos eles devem ir juntos conosco”.
− Há empregados das CMPs reféns das FARC?
− Há três (*), mas é um caso complicado. Um avião pequeno, emprestado pelo Pentágono a uma empresa, sobrevoava as zonas guerrilheiras para transmitir informação sobre as colunas e os chefes guerrilheiros e foi abatida. Supunha-se que os estadunidenses em mãos das FARC eram da empresa, mas logo se soube que eram da CIA e que se usava a empresa como véu.
[(*) Devem ser os três americanos libertados agora, junto com Ingrid Betencourt]
− Existe alguma estratégia dos Estados Unidos para a América Latina na qual participem as CMPs em médio ou longo prazo?
− Há dois elementos, um é a grande base de dados de ex-militares formados que participaram de ditaduras e foram adaptados às novas formas de atuação do exército dos Estados Unidos para trabalhar no Iraque. Há milhares de empregados latino-americanos trabalhando para as CMPs: ex-militares da Argentina, Chile, Honduras, El Salvador e polícias especiais do Brasil e Peru. Neskowin tinha sua sede em Montevidéu e recrutava ex-militares argentinos e uruguaios para a Blackwater no Iraque. A segunda é a ampliação maciça do paramilitarismo em alguns países da América Latina. Na Venezuela começa a haver contatos com grupos da oposição. Na Bolívia também com os autonomistas de Santa Cruz. E no Equador, para formar como uma espécie de contra (revolução) reserva (stand by) a médio prazo. Na Venezuela pode-se traduzir em uma combinação entre as estruturas paramilitares e o pessoal contratado que monte algo similar a contra (revolução) como foi na Nicarágua.
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Organização Paramilitar = Milícia
1. A Companhia das Letras editou Blackwater, a ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo, de Jeremy Scahill (R$ 41,00), com a história da CMP que, em menos de dez anos, tem contratos oficiais de US$ 600 milhões só com o governo dos EUA.
2. A Blackwater comprou da Embraer um Super Tucano, avião para treinamento militar avançado, e que foi entregue em 22 de fevereiro deste ano. Segundo a revista ASAS de abril/maio de 2008, a empresa norte-americana é a primeira operadora “civil” do Super Tucano.
É elementar, em estratégia de defesa, primeiro decidir o que queremos alcançar; depois identificar as ameaças, avaliar como nossos meios, dispositivos e procedimentos responderiam às ameaças, e permanentemente fazer as modificações necessárias.
Simplificando, o mínimo que podemos querer é manter a paz e aproveitar as riquezas que Deus nos deu. Facilmente identificamos como ameaças uma convulsão interna e tomada, a manu militari, de certas riquezas como o pré sal e/ou as jazidas minerais nas terras indígenas, auxiliados por estes.
Deixemos para outro comentário a possível convulsão interna. Para esta não adiantará aviões interceptadores nem submarinos nucleares. Concentremo-nos por hora na finalidade básica das Forças Armadas, que é fazer face a agressões externas
Se nosso objetivo é dissuadir, torna-se imperioso fazer com que o preço de qualquer agressão seja mais caro do que o possível lucro. Isto inclui a capacidade de causar danos na defesa e a capacidade de retaliar. Dentro dessas premissas, concluímos:
1 – A melhor forma de dissuadir uma agressão é poder responder (retaliar) com um ataque nuclear. Quem tiver armas atômicas e meios de lançá-las sobre o país do agressor, estará livre de ataques militares e até mesmo de pressões insuportáveis. Submarinos nucleares sempre terão sua importância, mas só serão eficiente arma de dissuasão se dotados de mísseis com ogivas nucleares, capazes de atingir, das proximidades da costa, centros vitais do país agressor. Aumentando as tensões, teria que “viver” no mar, incógnito, para evitar ser destruído no porto.
2 – Se tratando de aviões, os únicos que poderiam retaliar seriam os Sukoy russos, pela autonomia. Para o combate, como plataformas de tiro, melhores ou piores, todos cumprem satisfatoriamente suas missões. O desempenho depende mesmo é do armamento e dos “avionics”. Contra um inimigo infinitamente superior, independente do tipo da aeronave, não teríamos chance de vitória ou de causar dano expressivo, mas provavelmente os nossos seriam destruídos ainda em terra. Neste caso a sobrevivência dependerá do sucesso em ocultar o local de guarda, o que favoreceria a escolha de aviões de pouso e decolagem vertical, mesmo em detrimento de outras características.
Ainda assim, quaisquer dos que comprarmos serão úteis para manter a respeitabilidade entre os vizinhos e, principalmente, para inibir (e combater), firmas de segurança tipo Blackwaters e Halliburton eventualmente contratadas pelas ONGs indigenistas para garantir a independência das reservas.
3 - Em terra, não há como se enfrentar, em campo raso, exércitos infinitamente superiores, mas podemos desafiá-los com guerrilhas na selva, nas cidades e nos sertões, desde que haja população brasileira no local. Ainda que seja mínima a capacidade de retaliação – a não ser sobre os aliados do país mais forte – a capacidade de causar dano, de cobrar um preço caro demais pela agressão, dependerá de adequarmos o armamento, o equipamento e os procedimentos para a nova realidade.
A mobilidade ainda crescerá de importância, mas não as blindagens; motociclos e “boogies” armados com mísseis devem substituir os dispendiosos e vulneráveis carros de combate (tanques). De vital importância serão os mísseis portáteis e as armas manejadas e controladas a distância, as minas e o jogo de sensores. Entretanto a chave da vitória será sempre a existência de uma população local, armada e imbuída de decisão de defender a Pátria. Só isto que deixa uma região inconquistável.
Isto evidencia o erro estratégico de interditar a fronteira aos não-índios. Só poderemos reverter a bobagem que fizemos, permitindo garimpos nas reservas.
Si Vis Pacem Bellum Parati
Parceria com a França
Há lógica na definição da parceria militar com a França. Lógica, comercial, mas principalmente política. A França e o Brasil se unem, não contra os EUA, mas de alguma forma para fugir da sua influência.
Na época da bipolaridade, razões históricas e geográficas nos colocaram como aliados menores (satélites) dos EUA, o que, se não foi vantajoso pelo menos cumpriu a finalidade da segurança. Com a queda do mundo comunista, todos ficaram na incomoda posição de subordinação à hegemonia Norte-Americana, reconheçamos, bem mais suave do que as anteriores, mas nela não mais havia motivo para contemporizar com seus aliados, e se ampliaram as desconfianças pré-existentes, na medida em que disputavam o controle dos recursos naturais. Mesmo antes da crise, o futuro já apontava para uma tendência ao poder multipolar, cada grupo com um líder e seus satélites.
Numa comparação doméstica, Colômbia e Peru aprofundam a sua ligação com os EUA, aliás, de dependência. A Venezuela, o Equador e a Bolívia voltam-se para a Rússia, em alianças também desequilibradas, enquanto o Brasil tende a optar pela França, formando um bloco onde ambos os parceiros tem a mesma importância.
A orgulhosa França secularmente procura não se submeter a hegemonias, mas mesmo sendo um dos mais sofisticados tecnologicamente, não dispõe de base física para, sem alianças, ser um dos pólos de poder mundial. O Brasil, um país continental, com a Amazônia, mercado crescente, com produção agrícola, biocombustíveis e agora com o pré-sal, sem falar das maiores jazidas de urânio do planeta, torna-se para a França, o parceiro ideal. Poderia também ser o parceiro ideal para outras potências tecnológicas sem a base física, pois nenhum bloco pode ser significativo sem os recursos naturais de um país-continente. Foi uma questão de escolha.
Na parceria houve interesse estratégico. Para nós, a certeza da transferência de tecnologia propiciará o avanço que almejamos e em troca a França certamente visa, mais do que a mercados, ao acesso a recursos naturais escassos no mundo, entre os quais, sou capaz de apostar, o urânio. Vale lembrar que a França é uma potência nuclear. Por que não podemos ser também?
Prosseguindo esta parceria como esperamos, será formado um novo centro de poder a altura dos demais, mas onde os parceiros serão iguais e complementares.
Para mim é difícil aplaudir um governo que nos separa em etnias hostis, mas aprecio essa escolha. Bem, até o relógio parado estará certo duas vezes ao dia.
Para registro
- A relação do presidente Lula com Roraima pode ser comparada com aquele médico macabro que envenenou e matou o paciente e em seguida, embora tenha faltado ao seu funeral, teve a cara de pau de ir para sua missa de sétimo dia...
- O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon pressiona o Brasil para que adote metas contra o desmatamento na Amazônia que atendam a demandas de países que abateram as suas florestas para progredir, e por isto são do primeiro mundo.
- A ONU quer que o Brasil deixe de usar o argumento da soberania para impedir “sugestões” sobre o que fazer com a Amazônia. Trata-se da tese da “soberania restrita” que tem sido enunciada sem rodeios por dirigentes de diversos países há mais de duas décadas
Que Deus guarde a todos vocês.
Gélio Fregapani
Comentário da semana nº 50
13 de setembro de 2009
APENDICE
Observe o seguinte quadro:
1 - Sob orientação de ONGs. são criadas grandes reservas indígenas sobre as principais jazidas minerais do País (isto já aconteceu).
2 - Deputados traidores da Pátria introduzem na Constituição artigos que determinam: "Tratados internacionais assinados pelo Brasil (e referendados) passam a ter força de artigos da Constituição"(isto já aconteceu)
3 - A ONU publica uma declaração de "Direitos dos povos indígenas" , que inclui o direito de escolher sua nacionalidade, inclusive uma própria. O representante brasileiro assina em nome do País (isto já aconteceu)
4- Várias tribos já consideram seus territórios independentes, por orientação de ONGs estrangeiras. Fecham estradas, criam governos, bandeiras e não mais se consideram brasileiras. É mais difícil a um brasileiro conseguir permissão para visitar esses territórios do que para visitar um país estrangeiro(isto já aconteceu)
5 - Amparadas na ONU (e na legislação brasileira), as tribos declaram independência e contratam as forças mercenárias abaixo para a garantir. Tal como na África quem pagará os mercenários serão as mineradoras. (isto ainda não aconteceu)
Os países do 1º mundo só intervirão com suas Forças Armadas se for indispensável. Se não for, oficialmente ficarão fora da guerra. Apenas reconhecerão as novas nações e se aproveitarão de sua fraqueza para negociar.
LEIA A ENTREVISTA ABAIXO
A Guerra no Século XXI ou A terceirização da guerra
Entrevista a Dario Azzelini, pesquisador italiano das “novas guerras”
“A guerra não é mais para instalar outro modelo econômico: ela é o modelo”
Natália Aruguete e Walter Isaía
PÁGINA 12
Buenos Aires, 29/6/08
A idéia do conflito permanente cria condições para o surgimento de um modelo econômico que seria impossível de instalar em condições de paz. Ao mesmo tempo, é cada vez mais importante a intervenção de Companhias Militares Privadas (CMPs) em todo o mundo, do Iraque até a Colômbia.
− Que significa a denominação de “novas guerras” que o senhor usa no livro O Negócio da Guerra?
− No debate acadêmico e − em parte − o político, a expressão “novas guerras” foi introduzida para denominar o fato que mais e mais guerras não se dão entre países mas no interior dos países ou, pelo menos, entre um exército regular e um irregular. A expressão, porém poderia se ampliada porque com as modificações de estratégias de sua condução, vemos que até os países com exércitos regulares estão transferindo a violência para empresas privadas ou estruturas paramilitares: atores que não são os tradicionais nas guerras “comuns”.
− Acabaram as guerras entre Estados?
− Não é que tenham acabado. Pelo contrário, na última década também houve um aumento das guerras entre países, mas se apresentaram de outra maneira. Os ataques ao Afeganistão ou Iraque foram guerras entre países, mas a porcentagem das guerras irregulares em comparação com as regulares está aumentando.
− Isso obedece à lógica neoliberal?
− Dizemos que obedece a certas lógicas do neoliberalismo no sentido de aumentar lucros. O sentido da guerra mudou. Tradicionalmente era para trocar as elites e o controle das economias, ou introduzir outro modelo de domínio econômico ou político. Agora, em muitos casos as guerras são permanentes. Não se faz a guerra para implementar outro modelo econômico, mas a guerra mesmo é o mecanismo de lucros.
− Por exemplo?
− Por exemplo, Colômbia. Muito dos lucros nesse país são porque − praticamente − é um país em guerra. Durante os últimos 20 anos, a passagem da pequena e média agricultura para a agroindústria se fez com uma guerra. Se não fosse assim, não teria sido possível expropriar as terras de milhões de camponeses e fazer uma reforma agrária ao contrário, na qual os latifundiários e paramilitares se apropriaram de 6 milhões de hectares de terra.
− Neste cenário, como fica o lugar do Estado?
− Em todo o discurso liberal se diz que o Estado está supostamente perdendo o controle desses atores armados. Fundamentalmente, no caso da Colômbia. Creio que os Estados não perdem o controle e, se o perdem, é em pequenos pontos. Simplesmente estão terceirizando as funções repressivas ou de guerra, criando mais confusão. Os grupos paramilitares colombianos foram criados pelas dificuldades do Estado em conseguir financiamento internacional nos anos 80, pela responsabilidade do exército ou da polícia em delitos contra os direitos humanos. Logo se montou o show da suposta desmobilização dos paramilitares, mas já no final dos 90 era de conhecimento público que o paramilitarismo estava coordenado, fomentado e controlado pelo exército e as autoridades colombianas.
Em 2000, a Human Right Watch publicou uma análise da Colômbia cujo título era Paramilitarismo, a sexta divisão do exército colombiano (o exército colombiano tinha cinco divisões). Nesse informe esclarecem que o paramilitarismo é parte integral da situação do exército colombiano e que o processo de desarmamento é uma farsa. Os supostos paramilitares desmobilizados aparecem em outras zonas da Colômbia onde ainda se necessita o paramilitarismo como estratégia ou como supostos grupos rearmados.
− Como e quando nascem as Companhias Militares Privadas (CMPs)?
− As primeiras nascem imediatamente depois da II Guerra Mundial, porque o exército dos Estados Unidos tinha grande capacidade de transporte que já não necessita manter e começou a privatizar parte do transporte. Porém o verdadeiro boom dessas empresas começou em fins dos anos 80 e foi reforçado de forma maciça nos 90. Na primeira guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, a relação entre os empregados das CMPs e os soldados era de 1 para 100. No Afeganistão, de 1 para 50/40. Agora, no Iraque há 180 mil empregados das CMPs, segundo dados do próprio exército norte-americano. Quantidade maior do que a dos soldados do exército.
− Que atividades exercem estas companhias?
− Todas as que alguém possa imaginar. O emprego de armas sofisticadas (como aviões não tripulados, radares ou mísseis de navios estadunidenses) na primeira onda de ataques ao Iraque foi realizado por especialistas de empresas privadas. Além disso distribuem a correspondência, cozinham ou lavam a roupa dos soldados, montam os acampamentos militares, as prisões. No caso da prisão de Abu Ghraib houve julgamentos e investigações contra menos de 10 soldados dos Estados Unidos, quando deveria haver muitos mais implicados. A verdade é que a prisão era administrada em todas as suas funções por duas empresas privadas: CACI e Titan.
− Quais são as vantagens de terceirizar esse tipo de tarefas para as CMPs?
− Como formalmente são civis, não podem, portanto, ser julgados pela Justiça militar. Ao mesmo tempo, em seus contratos lhes é assegurado que não podem ser submetidos à Justiça civil dos países em que eles atuam. Praticamente se criou um campo de impunidade. E a única via para fazer algo contra esses crimes é iniciar processos nos Estados Unidos contra essas empresas. Quantas vítimas têm a possibilidade de fazer isso. Quase ninguém.
− Cria-se uma espécie de marco normativo para acionar estas empresas?
− Sim. Legaliza-se todo o negócio dos mercenários com esse marco de impunidade. Além disso, terceiriza-se a responsabilidade. Milles Frechette, ex-embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, disse que é muito cômodo trabalhar com essas empresas porque se morrem, não são soldados dos Estados Unidos e, se fazem algo errado, a responsabilidade tampouco recai sobre os Estados Unidos. No caso da DinCorp que faz as fumigações de supostas culturas de amapola e coca, na Colômbia há um processo internacional porque fumigaram parte do Equa dor. Mas a empresa alega que eles não podem dizer nada porque parte de seu contrato é não dar informação a terceiros. O contrato vem do Pentágono. Então, se um congressista lhe solicita prestação de contas , o Pentágono apresenta o contrato e diz: eles fazem estas tarefas. Se faz algo mais não podemos controlá-la porque é uma empresa privada.
− Estas empresas, geralmente estadunidenses, são contratadas pelo Pentágono?
− A maioria. De fato, a maior parte do financiamento vem dos Estados Unidos. Do gasto militar no âmbito mundial os Estados Unidos executa a metade. Há empresas também na Europa, empresas russas, na Ásia. Mas as dos Estados Unidos só trabalham sob o consenso do Pentágono. Pode ser que treinem o exército da Coréia do Sul, mas com o de acordo do Pentágono. As empresas russas ou outras de países do Leste, contrata-as quem tem dinheiro.
− Como convive o exército norte-americano com as CMPs?
− Depende de que setores do exército falemos. No campo concreto provavelmente haja conflitos, já que os empregados dessas empresas de segurança costumam ganhar mais do que os soldados. Trabalham em assuntos de maior risco com menos segurança. Porém trabalhar juntos funciona muito bem porque as empresas de segurança são fundadas e organizadas por ex-membros do exército dos Estados Unidos. Também muitos políticos são donos ou copartícipes dessas empresas. Há empresas como a MPRI, fundada por generais dos Estados Unidos da primeira guerra contra o Iraque, que estiveram durante um tempo nas reuniões do Pentá gono. Há ligações pessoais muito estreitas. A Eagle Aviation Services and Technology (EAST), que prestou serviços à CIA nos anos 80, é a encarregada do transporte de maquinaria no marco do Plano Colômbia e do Plano anti drogas na América do Sul.
− Quanto dinheiro movimentam estas empresas?
− É um negócio que deve estar movimentando ao redor de 150 a 200 bilhões de dólares por ano no mundo. As pequenas foram compradas pelas maiores, movimentam muito dinheiro, várias têm cotação na Bolsa. Tornou-se um mega negócio no qual participam empresas que trabalham em outros campos. Mas também há ligações entre empresas transnacionais de recursos naturais como petrolíferas e mineradoras.
− Pode nos dar um exemplo?
− Na guerra no Congo, antes que Laurent Cavila ganhasse, havia mineradoras transnacionais que pagavam a mercenários ou a empresas militares privadas para acompanhar as diferentes facções. Uma vez liberado um território mineiro, já havia engenheiros e as CMPs com as mineradoras tinham o controle do território e faziam um acordo com a facção ganhadora para explorar a jazida.
− Como é a contratação das CMPs?
− São contratadas para fazer trabalhos. E esse também é outro assunto para escapar do controle. A lei norte-americana estabelece que todos os contratos que superem 50 milhões de dólares têm que ser aprovados pelo Congresso. Normalmente fracionam-se os contratos para que sejam inferiores e o Congresso nem se intera desses contratos ou do que estejam fazendo essas missões. É a possibilidade de os Estados Unidos fazer intervenções militares em outros países sem que apareçam como tais, porque não são seus soldados que atuam. Todos sabemos o impacto público que causa a imagem dos soldados mortos com a bandeira yankee que regressam aos Estados Unidos. Isso não acontece se morre um empregado de uma empresa privada: não causa indignação pública porque é como se morresse um empregado da IBM em Cingapura. Ninguém se importa com isso. No Iraque pode-se estimar que haja morrido, no mínimo, 2 mil empregados das CMPs. Isso ajuda a manter o número de baixas num nível baixo.
− Contratam empregados na América Latina?
− O recrutamento na América Latina cresceu muito nos últimos quatro anos. Antes recrutavam muito nas Filipinas, Nepal, Fiji, Estados Unidos, Inglaterra, França. Mais acostumados a trabalhar com certa modalidade. No Nepal, os gurkas têm uma tradição de 150 anos de mercenários e os de Fiji obtiveram muita formação em missões da ONU.
− Há uma estimativa de quanto destinam as empresas transnacionais para o financiamento de segurança com apoio militar?
− Seguramente o tem incorporado ao orçamento, mas é difícil estimar. Na Argentina, a Repsol está trabalhando com empresas de segurança privadas para dar segurança aos seus campos petrolíferos.
− Que tipo de atividades essas empresas realizam na Argentina?
− Atividades de segurança que provavelmente significam também espionar os movimentos sociais com posições contrárias à exploração petrolífera ou o controle do território. A vantagem é que não necessariamente o Estado dá grátis os policiais ou militares que a empresa considera necessários para esse controle, em compensação, para a empresa privada é mais importante o que diz ele que a contrata do que diz a lei.
− Sabe quais são as empresas contratadas pela Repsol na Argentina?
− Não sei. Mas se necessita menos gente para resguardar um poço petroleiro na Argentina do que na Colômbia.
− Como essas empresas aparecem nos meios de comunicação?
− Um caso que passou muito pela imprensa foi em 2004 em Falluja, onde houve imagens fortes de uns supostos civis − como explicou em princípio a imprensa − que foram cercados pela população iraquiana , assassinados e seus corpos queimados e pendurados em uma ponte. A imprensa disse que esse pessoal acompanhava um comboio. Formalmente eram civis, mas eram empregados da Blackwater, uma das maiores empresas no campo militar. Estavam protegendo um comboio de soldados norte-americanos, uma tarefa militar. O p roblema é qual informação é obtida e é apresentada pela imprensa. Toda a informação que se tem do conflito do Iraque passa pelo departamento de relações de imprensa do exército dos Estados Unidos. São repórteres de imprensa militares. Eles só relatam ações nas quais participam os soldados do exército norte-americano, porém, como há mais empregados das empresas militares do que soldados, não temos nenhuma informação sobre muitas ações. Houve empregados de empresas privadas que repeliram o ataque das forças rebeldes iraquianas quando a cidade de Falluja esteve tomada pela resistência. As forças da empresa Blackwater se infiltraram para fazer atentados e pôr bombas.
− Os empregados das CMPs são os contratistas que a cadeia CNN menciona, por exemplo?
− Sim. São os empregados destas empresas. O exército contrata as empresas e a as empresas a estas pessoas. Porém não apenas o exército. No Iraque todas as embaixadas e empresas contratam CMPs para custódia e segurança. Na Colômbia, a colombiana Ecopetrol, que explora campos petrolíferos junto com a OXI dos Estados Unidos, contrata a CMP AirScan da Flórida para fazer sobrevôos e obter informação de tropas insurgentes que estejam perto dos campos e o oleoduto desde Caño Limon até o porto onde se exporta petróleo para os Estados Unidos. Em 1998, a vila de Santo Domingo foi bombardeada por helicópteros do exército colombiano e causaram quase 20 mortos. Fez-se uma investigação, julgaram os pilotos do exército colombiano que disseram que bombardearam, mas somente seguindo ordens. A AirScan passou informação ao exército de que nessa vila havia uma coluna guerrilheira , por isso a bombardearam.
− Então cuidam dos negócios das empresas e brindam serviços ao exército.
− É parte do trabalho. No caso do campo petrolífero de Cano Limon é uma cooperação bem organizada e partilhada. A empresa de segurança é paga pelas empresas e apoiada pelo exército colombiano e pelos Estados Unidos com tecnologia. É um conjunto de empresas públicas e privadas, exércitos, CMPs e polícias que formam uma rede que garante a saída do petróleo da Colômbia para os Estados Unidos.
− Nessa trama, as CMPs têm relação direta com os Estados e os exércitos?
− A operacionalização é a seguinte: os Estados Unidos faz o Plano Colômbia e grande parte do dinheiro nunca chega à Colômbia, só atravessa a rua do Pentágono, já que em frente estão as sedes de muitas das empresas militares privadas que vão “trabalhar” na Colômbia. Há que destacar que enquanto nas guerras clássicas os soldados tinham o interesse de terminar a guerra, estas empresas não, porque só ganham se há conflito. Provavelmente não agem com o espírito de terminar com esses conflitos porque perderiam seu ganha-pão.
− Há vínculos comprovados com o narcotráfico na Colômbia?
− Houve casos de vários empregados de empresas que estiveram implicados em casos de narcotráfico. É muito difícil averiguar, mas pode-se supor que haja alguns contatos entre algumas empresas e o narcotráfico.
− Dentro das tarefas das CMPs na Colômbia, inclui-se agir contra dirigentes sindicais?
− Sim. A British Petróleo contratou uma empresa que fazia trabalhos de inteligência com movimentos sociais e indígenas que estavam na zona. Os paramilitares assassinaram líderes sociais e se sabe que as CMPs passavam informação ao exército. Os militares dizem que não os mataram, que foram os paramilitares, mas a ligação fica clara.
− Como atuam estas companhias no México?
− Há alguns mercenários israelenses que apoiaram o treinamento para a formação de grupos paramilitares em Chiapas. Mas é pouco claro. A construção do paramilitarismo no México é diferente do colombiano. Na Colômbia organizaram-se tropas irregulares que se apropriaram das terras, casas, etc. No México criaram-se comunidades paramilitares. Elas são infiltradas, preparadas e se tornam comunidades paramilitares.
− Como se vincula a ação destas companhias com a violência sexual na Guatemala?
− O caso da Guatemala é anterior ao das construções paramilitares como as autodefesas civis, pagas para apoiar o exército em seu trabalho genocida. A violência sexual se encaixa porque é parte integral da guerra desde sempre. Assassinavam os homens e violavam e ficavam com as mulheres. Isso rompe o tecido social de toda a comunidade.
- Estas estruturas paramilitares, com as CMPs e os Estados, formam modos de controle social e paraestatalidades?
− Sim, paraestatalidades porque têm território ou representam o Estado. Salvador Manuso, ex-chefe paramilitar colombiano – que foi extraditado em 15 de maio último para ser julgado nos Estados Unidos − disse em uma entrevista à RCN que controlavam congressistas e que, para chegar ao cargo, tinham que concordar com eles, se não, não recebiam votos. A Colômbia é claramente um narco-Estado paramilitar. Não controlam zonas senão as que estejam no Estado. Isso também explica as ligações com as empresas privadas. No norte da Colômbia, empresas bananicultoras pagavam uma porcentagem por cacho de bananas a os paramilitares para a segurança. Para se ver os laços estreitos da política com os paramilitares, outro chefe paramilitar, Diego Murillo, aliás Don Berna − também extraditado − disse que existiam sob os governos e Estados que os levaram a clamar pela Justiça “com nossas próprias mãos e nossos próprios meios. Se falam de prisão pelo que fizemos, todos eles devem ir juntos conosco”.
− Há empregados das CMPs reféns das FARC?
− Há três (*), mas é um caso complicado. Um avião pequeno, emprestado pelo Pentágono a uma empresa, sobrevoava as zonas guerrilheiras para transmitir informação sobre as colunas e os chefes guerrilheiros e foi abatida. Supunha-se que os estadunidenses em mãos das FARC eram da empresa, mas logo se soube que eram da CIA e que se usava a empresa como véu.
[(*) Devem ser os três americanos libertados agora, junto com Ingrid Betencourt]
− Existe alguma estratégia dos Estados Unidos para a América Latina na qual participem as CMPs em médio ou longo prazo?
− Há dois elementos, um é a grande base de dados de ex-militares formados que participaram de ditaduras e foram adaptados às novas formas de atuação do exército dos Estados Unidos para trabalhar no Iraque. Há milhares de empregados latino-americanos trabalhando para as CMPs: ex-militares da Argentina, Chile, Honduras, El Salvador e polícias especiais do Brasil e Peru. Neskowin tinha sua sede em Montevidéu e recrutava ex-militares argentinos e uruguaios para a Blackwater no Iraque. A segunda é a ampliação maciça do paramilitarismo em alguns países da América Latina. Na Venezuela começa a haver contatos com grupos da oposição. Na Bolívia também com os autonomistas de Santa Cruz. E no Equador, para formar como uma espécie de contra (revolução) reserva (stand by) a médio prazo. Na Venezuela pode-se traduzir em uma combinação entre as estruturas paramilitares e o pessoal contratado que monte algo similar a contra (revolução) como foi na Nicarágua.
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Organização Paramilitar = Milícia
1. A Companhia das Letras editou Blackwater, a ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo, de Jeremy Scahill (R$ 41,00), com a história da CMP que, em menos de dez anos, tem contratos oficiais de US$ 600 milhões só com o governo dos EUA.
2. A Blackwater comprou da Embraer um Super Tucano, avião para treinamento militar avançado, e que foi entregue em 22 de fevereiro deste ano. Segundo a revista ASAS de abril/maio de 2008, a empresa norte-americana é a primeira operadora “civil” do Super Tucano.
domingo, 6 de setembro de 2009
A Ameaça Velada; Força e Coragem; Pré Sal; Marina
A Ameaça velada
Nas relações internacionais, o poder do mais forte é aplicado sempre que estão em jogo interesses importantes ou vitais. Se a opção militar for necessária para resolver um conflito, uma potência empregará as Forças Armadas desde que o oponente não tenha capacidade de dissuasão. Assim fizeram todos; os EUA a Inglaterra, a Alemanha, e Rússia na Europa, na Ásia, na África e na América, e assim farão na Amazônia se lhes interessar, pois as Forças Armadas brasileiras estão incapacitadas para resistir à intervenção militar de potências, em face do absoluto e indesculpável desprezo de sucessivos governos pela defesa nacional.
As sociedades que atingiram um elevado nível de vida consomem quantidade de recursos naturais que não podem prover a partir dos próprios territórios. Pode ser vital para elas, garantir o acesso ou negá-lo a seus rivais e, para isso, projetam poder político-militar para controlar áreas detentoras de tais recursos e regiões de alto valor geopolítico.
Na Amazônia, talvez a principal dessas áreas, aplicam uma estratégia velada para impor-nos a soberania compartilhada na região. Tem tido êxito; nosso governo se dobra negociando soberania por interesses sem ver ameaça na demarcação de terras indígenas na fronteira, financiadas por potências alienígenas, inclusive os EUA. A segregação, imposta pela Funai, impedirá que populações indígenas se sentam brasileiras por não estarem integradas à Nação. Esta é a herança maldita que nos passam a Funai e suas ONGs, muitas delas lideradas pelo marido da Marina Silva, e inexplicavelmente aceito por um presidente que se diz nacionalista.
Força e Coragem
Não se entende o nosso comportamento covarde diante das injustas ofensas e agressões, contra o patrimônio do povo brasileiro, e menos ainda diante dos maus tratos que os brasileiros vêem recebendo em outro países. Seria por debilidade militar? Em parte, certamente, mas nos preparando militarmente dissuadiremos muitos dos que contrariem nossos justos interesses. Lamentavelmente, além de não nos armarmos, passamos como a que pedir desculpas por nossa força industrial e pelo enorme "pecado" de expandirmos nossas empresas para os países vizinhos, fazendo assim papel de um País fraco e indeciso. Já dizia Maquiavel:´ “Entre outros males, estar desarmado significa ser desprezado”
Como ser respeitados se entregamos nossas riquezas minerais sob a fachada de reservas indígenas e cedemos às mais descabidas exigências de qualquer ambicioso? Desarmaram-se nossos homens de bem e os aconselhamos a nunca resistir aos bandidos? Os outros diante disso, riem da assinatura por nossos diplomatas na ONU, do tratado apoiando a formação de "nações indígenas" dentro do próprio Brasil. Como respeitar um País que faz isso contra si próprio? E ainda foi o único a fazê-lo! Quem respeitaria uma potência que abre mão de produzir armamentos de grande poder dissuasório, para sua própria defesa?
O Brasil é o único dos BRIC que abriu mão de armas nucleares e de mísseis de largo alcance; e, sendo assim, é o único indefeso de fato, e passível de ser invadido desse grupo apesar de ser o de maior potencial do planeta.
Por falta de disposição de ir até a guerra se necessário, e atrairemos toda a sorte de desgraças. Até agora tivemos soberania fictícia, aceita e as vezes mantida por outros enquanto fosse do interesse deles.
Agora temos o pré sal. Algum produtor de petróleo garantiu a paz sem ceder tudo? Só tendo coragem e força para dissuadir. Falta-nos a força. A força se monta. Falta mais ainda coragem ao governo. Coragem é do tamanho que a gente quer.
Xenofonte no livro “Ciropédia” transcreve as palavras do jovem príncipe Ciro, da Pérsia ao seu tio, o rico rei da Média: “Se mostras força e não tens riquezas, te deixarão em paz. Quando muito procurarão a tua aliança. Se tens riquezas, mas mostras ser forte, ainda assim te respeitarão, mas cuidado para não enfraqueceres, porque se tens riquezas e não tens força para as defender atrairás todas as ambições quer dos inimigos quer dos antigos aliados”
Pré Sal
Ainda existem riscos de algo não dar certo no pré sal, mas apostando que dará, o anunciado novo marco regulatório para a exploração representa "uma virada nacionalista" para o Brasil, que pode nos transformar em uma grande potência mundial de energia.
Não ficará barato; as empresas estrangeiras confinadas a papéis secundários, esperneiam, e no primeiro mundo os governos protegem suas empresas como protegem suas Forças Armadas. Os lobistas das multinacionais, jogaram forte contra às mudanças na legislação do petróleo. A estratégia é clara: ganhar tempo e eleger candidatos que aceitem seus propósitos. Alardeiam vantagens do regime de concessões implementado por FHC, que forçou a Petrobras a admitir associação com outras empresas, notadamente estrangeiras, em infame manobra desnacionalizante
A imprensa estrangeira já comenta que para superar os desafios dos novos campos, a quilômetros sob uma camada de rocha e sal, o país precisará de ajuda, mas "poderá não atrair a colaboração a menos que ofereça aos parceiros termos mais lucrativos". Lembram ainda que "alguns observadores questionam a suposição de que a extração do petróleo é certa”. Na verdade as multinacionais não trouxeram contribuições importantes, muito menos na área tecnológica
O espernear das firmas prejudicadas já seria esperado, mas no País, também a parte burra da oposição também cria obstáculos a uma das poucas coisas boas que o governo faz, inclusive reclamando do prejuízo ao meio ambiente. Com isto só conseguem jogar os eleitores nos braços do Governo, por mostrarem que são ainda piores.
No atual, regime de concessão, o Brasil recebe, hoje, menos da metade das vantagens que recebem os países exportadores mundiais, onde a média é 84%. Concessão, só nos EUA, mas lá as empresas são todas norte-americanas ou no máximo anglo-americanas. Aqui seriam empresas estrangeiras, casualmente do mesmo dono das de lá. Respeite-se os contratos já estabelecidos, mas não o estendamos ao pré sal .
O presidente está certo no novo marco regulatório. Pessoalmente o desprezamos por sua fraqueza ante as exigências descabidas dos países vizinhos, e junto com as gerações vindoras, o amaldiçoaremos se o nosso País se dividir em nações étnicas por culpa dele, mas no caso do petróleo, goste-se ou não dele, é nossa obrigação apoiar.
Marina
A propaganda verde aponta certa ex-ministra como a incorruptível. Aquela que prefere perder o pescoço a perder o juízo. “Só” agora o PT parece perceber as falcatruas dela; a imprensa já está anunciando as doações feitas a seu marido Fábio Vaz de Lima, líder de um pool de ONGs chamado GTA, e as irregularidades que praticava. Os órgãos de inteligência já sabiam disto há muito tempo, em conseqüência o governo deveria saber.
- A propósito, aparece a sigla “GTA" nas fotos da “santa Dorothy”, aquela freira que não cuidava da religião, mas promovia conflitos rurais. Qual seria a ligação entre a evangélica Marina e freira pseudo-católica?
Que Deus guarde a todos vocês
Gelio Fregapani
Comentário da semana nº 49
06 de setembro de 2009
APÊNDICE
TRÓIAS INDÍGENAS
Pelo General Luiz Eduardo Rocha Paiva
A decisão do STF sobre a Raposa Serra do Sol manteve a demarcação em terras contínuas. Perdeu-se a oportunidade de corrigir a sucessão de equívocos que, há duas décadas, vão consumando a perda de soberania e integridade territorial na Amazônia. Uma mudança de rumo levaria ao questionamento interno de várias demarcações e, por isso, a pressões externas sobre um País intimidado diante de reações internacionais que prejudiquem interesses menores, principalmente no campo comercial.
Um País que ignora ou despreza as lições da história sobre as relações de poder entre nações e, assim, arrisca irresponsavelmente a segurança de futuras gerações a quem caberá pagar a conta. A Amazônia não é uma questão de direito, mas sim do jogo internacional de poder, onde a estratégia do mais forte molda o direito de acordo com o seu interesse.
O que explica a visita do Príncipe Charles ao Brasil às vésperas da decisão do STF? Veio dar um recado!
As ressalvas impostas pelo STF, algumas já existentes na legislação, não eliminam a ameaça. Existem fatos consumados! Há imensas terras indígenas (TIs), nas fronteiras, onde o Estado cedeu sua autoridade a ONGs e outras organizações, muitas sem compromisso com o Brasil, e que representam potência s por quem são sustentadas.
Tais organizações não consideram os indígenas cidadãos brasileiros e querem sua reunião em nações autônomas. O Brasil, inexplicavelmente, votou a favor da Declaração de Direitos dos Povos Indígenas,que inclui o direito à autodeterminação, a vetar operações militares, a estabelecer instituições políticas, econômicas e jurídicas e a aceitar ou não medidas administrativas do governo nas TIs. É uma autonomia superior à dos estados da Federação e o artigo 42 da Declaração permite respaldar a intervenção internacional para impor os termos do documento. É a
balcanização do País!
As potências ocidentais, desde o início dos anos 90, aplicam contra o Brasil uma estratégia tácita e velada para impor-nos a soberania compartilhada na Amazônia. São ações sucessivas exitosas, pois a Nação a elas se dobra voluntariamente, tornando efetiva e interna uma ameaça antes latente e distante. Ressalvas não revertem fatos consumados! Os conflitos nos Bálcãs, no Oriente Médio e na Ásia Central e a destruição da Sérvia pela OTAN são provas cabais para quem não vê a Amazônia como
alvo. Nas relações internacionais, vale o direito da força e não a força do direito. A Resolução da ONU autorizando a intervenção da OTAN no Kosovo tinha como ressalva manter a integridade territorial da Sérvia.
Hoje, o Kosovo é independente.
As sociedades das potências ocidentais atingiram um elevado nível de vida e consomem imensa quantidade de recursos, que seus países não podem prover a partir dos próprios territórios ou precisam tê-los como reserva estratégica. É interesse vital garantir o acesso privilegiado a matérias primas e, assim, projetam poder político-militar sobre áreas detentoras de tais recursos. Precisam, portanto, manter o status de potências dominantes para controlar regiões de alto valor geopolítico ou negá-las
a seus oponentes.
Eis o cenário de crise, que se está desenhando há duas décadas:
“Os recursos da Amazônia brasileira e sua posição geopolítica são vitais para as grandes potências – EUA, Grã-Bretanha, França e outras – contra quem o Brasil não tem capacidade de dissuasão. Não lhes interessa surgir um poder competidor, que controle a região e usufrua soberanamente de seus recursos".
Prossegue, em âmbito mundial, a campanha que acusa o Brasil de não ter condições de gerir a Amazônia, preservar o meio ambiente, proteger as populações indígenas e coibir o tráfico de drogas e outros delitos transnacionais.
Advoga-se a ingerência internacional para assegurar o desenvolvimento sustentável da região e o aproveitamento de suas riquezas ‘pela comunidade de nações’; deter a destruição da floresta, que alegam ser uma das causas principais do aquecimento global; e, ainda, proteger os ‘povos indígenas’.
A autoridade brasileira na região está bastante comprometida e é contestada internacionalmente. No futuro, grandes populações indígenas desnacionalizadas e submetidas às ONGs internacionais vão requerer a autodeterminação de TIs e a proteção da ONU. Estas condições objetivas e outras servirão como pretexto para uma resolução da ONU ou uma declaração de potências coligadas, impondo a soberania compartilhada na região, sem a necessidade do uso da força ante um País que perdeu a
vocação de grandeza.
Porém, se um novo Brasil reagir, a campanha será intensificada nos campos político (pressão), psicossocial (propaganda adversa e guerra psicológica), econômico (embargo) e científico-tecnológico (boicote), aplicando- se a estratégia indireta para evitar o custo de uma operação militar.
Se, ainda assim, o País resistisse sofreria a escalada da estratégia indireta, a que se somariam ameaças de ocupação, bloqueio e danos em áreas sensíveis da infraestrutura nacional com emprego do poder militar não, necessariamente, na Amazônia (estratégia direta)”.
A soberania compartilhada será exercida pela imposição de diretrizes e pelo uso privilegiado dos recursos da região, deixando-nos o ônus da administração sob fiscalização estrangeira.
Não implica a conquista militar de toda a região, basta controlar um ponto forte para usar como moeda de troca. A ameaça principal está na calha norte do rio Amazonas, pois é mais exposta a ações militares estrangeiras que a fronteira a oeste e ao sul da Amazônia. Ao norte estão as guianas, prováveis cabeças de ponte de potências da OTAN como aGrã-Bretanha, França e Holanda, com quem mantêm laços históricos, e os EUA.
A política indigenista segregacionista transformou terras indígenas em tróias indígenas e as potências nos deram os cavalos – as ONGs – um autêntico “presente de grego”. Em Tróia houve ingenuidade, mas no Brasil há, também, miopia, conivência ou omissão de toda Nação.
O final desse filme é conhecido!
Nas relações internacionais, o poder do mais forte é aplicado sempre que estão em jogo interesses importantes ou vitais. Se a opção militar for necessária para resolver um conflito, uma potência empregará as Forças Armadas desde que o oponente não tenha capacidade de dissuasão. Assim fizeram todos; os EUA a Inglaterra, a Alemanha, e Rússia na Europa, na Ásia, na África e na América, e assim farão na Amazônia se lhes interessar, pois as Forças Armadas brasileiras estão incapacitadas para resistir à intervenção militar de potências, em face do absoluto e indesculpável desprezo de sucessivos governos pela defesa nacional.
As sociedades que atingiram um elevado nível de vida consomem quantidade de recursos naturais que não podem prover a partir dos próprios territórios. Pode ser vital para elas, garantir o acesso ou negá-lo a seus rivais e, para isso, projetam poder político-militar para controlar áreas detentoras de tais recursos e regiões de alto valor geopolítico.
Na Amazônia, talvez a principal dessas áreas, aplicam uma estratégia velada para impor-nos a soberania compartilhada na região. Tem tido êxito; nosso governo se dobra negociando soberania por interesses sem ver ameaça na demarcação de terras indígenas na fronteira, financiadas por potências alienígenas, inclusive os EUA. A segregação, imposta pela Funai, impedirá que populações indígenas se sentam brasileiras por não estarem integradas à Nação. Esta é a herança maldita que nos passam a Funai e suas ONGs, muitas delas lideradas pelo marido da Marina Silva, e inexplicavelmente aceito por um presidente que se diz nacionalista.
Força e Coragem
Não se entende o nosso comportamento covarde diante das injustas ofensas e agressões, contra o patrimônio do povo brasileiro, e menos ainda diante dos maus tratos que os brasileiros vêem recebendo em outro países. Seria por debilidade militar? Em parte, certamente, mas nos preparando militarmente dissuadiremos muitos dos que contrariem nossos justos interesses. Lamentavelmente, além de não nos armarmos, passamos como a que pedir desculpas por nossa força industrial e pelo enorme "pecado" de expandirmos nossas empresas para os países vizinhos, fazendo assim papel de um País fraco e indeciso. Já dizia Maquiavel:´ “Entre outros males, estar desarmado significa ser desprezado”
Como ser respeitados se entregamos nossas riquezas minerais sob a fachada de reservas indígenas e cedemos às mais descabidas exigências de qualquer ambicioso? Desarmaram-se nossos homens de bem e os aconselhamos a nunca resistir aos bandidos? Os outros diante disso, riem da assinatura por nossos diplomatas na ONU, do tratado apoiando a formação de "nações indígenas" dentro do próprio Brasil. Como respeitar um País que faz isso contra si próprio? E ainda foi o único a fazê-lo! Quem respeitaria uma potência que abre mão de produzir armamentos de grande poder dissuasório, para sua própria defesa?
O Brasil é o único dos BRIC que abriu mão de armas nucleares e de mísseis de largo alcance; e, sendo assim, é o único indefeso de fato, e passível de ser invadido desse grupo apesar de ser o de maior potencial do planeta.
Por falta de disposição de ir até a guerra se necessário, e atrairemos toda a sorte de desgraças. Até agora tivemos soberania fictícia, aceita e as vezes mantida por outros enquanto fosse do interesse deles.
Agora temos o pré sal. Algum produtor de petróleo garantiu a paz sem ceder tudo? Só tendo coragem e força para dissuadir. Falta-nos a força. A força se monta. Falta mais ainda coragem ao governo. Coragem é do tamanho que a gente quer.
Xenofonte no livro “Ciropédia” transcreve as palavras do jovem príncipe Ciro, da Pérsia ao seu tio, o rico rei da Média: “Se mostras força e não tens riquezas, te deixarão em paz. Quando muito procurarão a tua aliança. Se tens riquezas, mas mostras ser forte, ainda assim te respeitarão, mas cuidado para não enfraqueceres, porque se tens riquezas e não tens força para as defender atrairás todas as ambições quer dos inimigos quer dos antigos aliados”
Pré Sal
Ainda existem riscos de algo não dar certo no pré sal, mas apostando que dará, o anunciado novo marco regulatório para a exploração representa "uma virada nacionalista" para o Brasil, que pode nos transformar em uma grande potência mundial de energia.
Não ficará barato; as empresas estrangeiras confinadas a papéis secundários, esperneiam, e no primeiro mundo os governos protegem suas empresas como protegem suas Forças Armadas. Os lobistas das multinacionais, jogaram forte contra às mudanças na legislação do petróleo. A estratégia é clara: ganhar tempo e eleger candidatos que aceitem seus propósitos. Alardeiam vantagens do regime de concessões implementado por FHC, que forçou a Petrobras a admitir associação com outras empresas, notadamente estrangeiras, em infame manobra desnacionalizante
A imprensa estrangeira já comenta que para superar os desafios dos novos campos, a quilômetros sob uma camada de rocha e sal, o país precisará de ajuda, mas "poderá não atrair a colaboração a menos que ofereça aos parceiros termos mais lucrativos". Lembram ainda que "alguns observadores questionam a suposição de que a extração do petróleo é certa”. Na verdade as multinacionais não trouxeram contribuições importantes, muito menos na área tecnológica
O espernear das firmas prejudicadas já seria esperado, mas no País, também a parte burra da oposição também cria obstáculos a uma das poucas coisas boas que o governo faz, inclusive reclamando do prejuízo ao meio ambiente. Com isto só conseguem jogar os eleitores nos braços do Governo, por mostrarem que são ainda piores.
No atual, regime de concessão, o Brasil recebe, hoje, menos da metade das vantagens que recebem os países exportadores mundiais, onde a média é 84%. Concessão, só nos EUA, mas lá as empresas são todas norte-americanas ou no máximo anglo-americanas. Aqui seriam empresas estrangeiras, casualmente do mesmo dono das de lá. Respeite-se os contratos já estabelecidos, mas não o estendamos ao pré sal .
O presidente está certo no novo marco regulatório. Pessoalmente o desprezamos por sua fraqueza ante as exigências descabidas dos países vizinhos, e junto com as gerações vindoras, o amaldiçoaremos se o nosso País se dividir em nações étnicas por culpa dele, mas no caso do petróleo, goste-se ou não dele, é nossa obrigação apoiar.
Marina
A propaganda verde aponta certa ex-ministra como a incorruptível. Aquela que prefere perder o pescoço a perder o juízo. “Só” agora o PT parece perceber as falcatruas dela; a imprensa já está anunciando as doações feitas a seu marido Fábio Vaz de Lima, líder de um pool de ONGs chamado GTA, e as irregularidades que praticava. Os órgãos de inteligência já sabiam disto há muito tempo, em conseqüência o governo deveria saber.
- A propósito, aparece a sigla “GTA" nas fotos da “santa Dorothy”, aquela freira que não cuidava da religião, mas promovia conflitos rurais. Qual seria a ligação entre a evangélica Marina e freira pseudo-católica?
Que Deus guarde a todos vocês
Gelio Fregapani
Comentário da semana nº 49
06 de setembro de 2009
APÊNDICE
TRÓIAS INDÍGENAS
Pelo General Luiz Eduardo Rocha Paiva
A decisão do STF sobre a Raposa Serra do Sol manteve a demarcação em terras contínuas. Perdeu-se a oportunidade de corrigir a sucessão de equívocos que, há duas décadas, vão consumando a perda de soberania e integridade territorial na Amazônia. Uma mudança de rumo levaria ao questionamento interno de várias demarcações e, por isso, a pressões externas sobre um País intimidado diante de reações internacionais que prejudiquem interesses menores, principalmente no campo comercial.
Um País que ignora ou despreza as lições da história sobre as relações de poder entre nações e, assim, arrisca irresponsavelmente a segurança de futuras gerações a quem caberá pagar a conta. A Amazônia não é uma questão de direito, mas sim do jogo internacional de poder, onde a estratégia do mais forte molda o direito de acordo com o seu interesse.
O que explica a visita do Príncipe Charles ao Brasil às vésperas da decisão do STF? Veio dar um recado!
As ressalvas impostas pelo STF, algumas já existentes na legislação, não eliminam a ameaça. Existem fatos consumados! Há imensas terras indígenas (TIs), nas fronteiras, onde o Estado cedeu sua autoridade a ONGs e outras organizações, muitas sem compromisso com o Brasil, e que representam potência s por quem são sustentadas.
Tais organizações não consideram os indígenas cidadãos brasileiros e querem sua reunião em nações autônomas. O Brasil, inexplicavelmente, votou a favor da Declaração de Direitos dos Povos Indígenas,que inclui o direito à autodeterminação, a vetar operações militares, a estabelecer instituições políticas, econômicas e jurídicas e a aceitar ou não medidas administrativas do governo nas TIs. É uma autonomia superior à dos estados da Federação e o artigo 42 da Declaração permite respaldar a intervenção internacional para impor os termos do documento. É a
balcanização do País!
As potências ocidentais, desde o início dos anos 90, aplicam contra o Brasil uma estratégia tácita e velada para impor-nos a soberania compartilhada na Amazônia. São ações sucessivas exitosas, pois a Nação a elas se dobra voluntariamente, tornando efetiva e interna uma ameaça antes latente e distante. Ressalvas não revertem fatos consumados! Os conflitos nos Bálcãs, no Oriente Médio e na Ásia Central e a destruição da Sérvia pela OTAN são provas cabais para quem não vê a Amazônia como
alvo. Nas relações internacionais, vale o direito da força e não a força do direito. A Resolução da ONU autorizando a intervenção da OTAN no Kosovo tinha como ressalva manter a integridade territorial da Sérvia.
Hoje, o Kosovo é independente.
As sociedades das potências ocidentais atingiram um elevado nível de vida e consomem imensa quantidade de recursos, que seus países não podem prover a partir dos próprios territórios ou precisam tê-los como reserva estratégica. É interesse vital garantir o acesso privilegiado a matérias primas e, assim, projetam poder político-militar sobre áreas detentoras de tais recursos. Precisam, portanto, manter o status de potências dominantes para controlar regiões de alto valor geopolítico ou negá-las
a seus oponentes.
Eis o cenário de crise, que se está desenhando há duas décadas:
“Os recursos da Amazônia brasileira e sua posição geopolítica são vitais para as grandes potências – EUA, Grã-Bretanha, França e outras – contra quem o Brasil não tem capacidade de dissuasão. Não lhes interessa surgir um poder competidor, que controle a região e usufrua soberanamente de seus recursos".
Prossegue, em âmbito mundial, a campanha que acusa o Brasil de não ter condições de gerir a Amazônia, preservar o meio ambiente, proteger as populações indígenas e coibir o tráfico de drogas e outros delitos transnacionais.
Advoga-se a ingerência internacional para assegurar o desenvolvimento sustentável da região e o aproveitamento de suas riquezas ‘pela comunidade de nações’; deter a destruição da floresta, que alegam ser uma das causas principais do aquecimento global; e, ainda, proteger os ‘povos indígenas’.
A autoridade brasileira na região está bastante comprometida e é contestada internacionalmente. No futuro, grandes populações indígenas desnacionalizadas e submetidas às ONGs internacionais vão requerer a autodeterminação de TIs e a proteção da ONU. Estas condições objetivas e outras servirão como pretexto para uma resolução da ONU ou uma declaração de potências coligadas, impondo a soberania compartilhada na região, sem a necessidade do uso da força ante um País que perdeu a
vocação de grandeza.
Porém, se um novo Brasil reagir, a campanha será intensificada nos campos político (pressão), psicossocial (propaganda adversa e guerra psicológica), econômico (embargo) e científico-tecnológico (boicote), aplicando- se a estratégia indireta para evitar o custo de uma operação militar.
Se, ainda assim, o País resistisse sofreria a escalada da estratégia indireta, a que se somariam ameaças de ocupação, bloqueio e danos em áreas sensíveis da infraestrutura nacional com emprego do poder militar não, necessariamente, na Amazônia (estratégia direta)”.
A soberania compartilhada será exercida pela imposição de diretrizes e pelo uso privilegiado dos recursos da região, deixando-nos o ônus da administração sob fiscalização estrangeira.
Não implica a conquista militar de toda a região, basta controlar um ponto forte para usar como moeda de troca. A ameaça principal está na calha norte do rio Amazonas, pois é mais exposta a ações militares estrangeiras que a fronteira a oeste e ao sul da Amazônia. Ao norte estão as guianas, prováveis cabeças de ponte de potências da OTAN como aGrã-Bretanha, França e Holanda, com quem mantêm laços históricos, e os EUA.
A política indigenista segregacionista transformou terras indígenas em tróias indígenas e as potências nos deram os cavalos – as ONGs – um autêntico “presente de grego”. Em Tróia houve ingenuidade, mas no Brasil há, também, miopia, conivência ou omissão de toda Nação.
O final desse filme é conhecido!
sábado, 29 de agosto de 2009
Espionagem, Bases Americanas, Conjuntura Política
O GSI e a Inteligência Nacional
Há muitas reclamações do GSI em função do desaparecimento das imagens da Lina. Podem até ter razão, mas a inadequação do GSI tem raízes mais profundas. Deveria cuidar da segurança do presidente e não ser um filtro para os relatórios produzidos pela Abin. Aliás, para cuidar da segurança bastaria um coronel, desnecessário um general de quatro estrelas.
. Qualquer serviço de Inteligência se liga direto com o governante supremo, sem filtros, muito menos de amadores. Não é de admirar que a nossa Abin, não funcione a contento. Engessada nem mesmo receberá missões de verdadeiro interesse nacional, e quando fez por conta própria, como no caso da Raposa, se os relatórios chegaram ao conhecimento do governo em tempo hábil, devem ter sido sem a ênfase necessária para evitar a besteira que foi feita.
Serviço de Espionagem que não espiona.
A Abin continua proibida até de fazer grampos coisa que até qualquer detetive de segunda classe faz. Assuntos conhecidos podem ser interpretados por uma boa equipe de analistas, que até podem projetar cenários futuros, mas os dados realmente importantes costumam ser ocultos e protegidos, isto é “negados” Se for vital o conhecimento deles, nada pode substituir a espionagem.
Proibida de espionar, a Abin pouca coisa fará além de analisar assuntos já publicados. A continuar assim é melhor poupar dinheiro e acabar com o órgão, mas pobre do país que não contar com informações confiáveis
Aquecimento Global
Apesar de 2007 ter sido registrado como o ano mais frio do século, os ecoxiitas insistem em alardear um inexistente aquecimento global, sendo que de fato, estamos iniciando nova era glacial
Pior ainda; que as quase inexistentes grandes queimadas nas florestas brasileiras são as principais responsáveis pelo (inexistente) aquecimento Global. (As queimadas da Grécia e da Califórnia não contam)
Imaginemos as acusações que o nosso País receberá na campanha da Marina.
Caminho do precipício
Por mais que preferíssemos frentes de trabalho ao assistencialismo das bolsas-família, devemos reconhecer que, além de minorar a miséria, elas foram responsáveis, em grande parte, pela manutenção do mercado interno, e em consequencia até da ordem pública. Entretanto, aumentando desmesuradamente as despesas e somadas a outras benesses detonam qualquer orçamento, já comprometido pelos abusos no legislativo. Não me refiro só a coqueluche do momento – o Senado. Pior ainda é a quantidade dos dispendiosos vereadores - milhares de vereadores, cujo número acaba de ser acrescido de mais de sete mil. Continuando o déficit, vai estourar no próximo governo. Seja ele quem for, terminará no buraco se o sistema não for reavaliado...
Complementando: Todo presidiário com filhos tem uma bolsa de R$600,00 para sustentar a família, pois o coitadinho, preso, não pode trabalhar para sustentar os filhos. Pergunta-se: Por acaso os filhos do sujeito que foi morto pelo coitadinho, que está preso, recebe alguma bolsa de R$600,00 porque o pai, morto pelo bandido, também não mais poderá os sustentar?
Bases norte-americanas na Colômbia
Se acreditarmos na possibilidade de forças estrangeiras (do Primeiro Mundo) virem a apoiar a independência de “nações” indígenas, então qualquer presença delas nas proximidades é preocupante. As autoridades que disserem que não, estão enganadas ou enganando.
O presidente Lula, mostrando preocupação, pede aos EUA garantias jurídicas que a atuação americana se circunscreverá à Colômbia. Já dizia Ruy Barbosa: “Uma nação que confia mais em seus direitos do que em seus soldados, engana a si própria e cava a sua ruína”.
A Impossível União Sul-americana
Seria muito bonito apesar da diversidade da língua, mas sempre teu um país em “relações carnais” com os EUA na esperança de tirar vantagem; ontem era a Argentina; hoje a Colômbia e amanhã será a Venezuela após a queda do Chávez.
Um problema igualmente preocupante é que o presidente Lula acha que deve fazer
o possível e o impossível para ajudar os compañeros Morales e Lugo, mesmo em detrimento do nosso País. Isto lhe tira parte do crédito de ter tido, até pouco tempo, uma brilhante política exterior.
Mereça o nosso apoio
Os esforços do presidente para colocar em prática um novo marco regulatório que garanta ao Brasil a hegemonia do óleo e gás do pré-sal estão no caminho certo.
Nenhum país é, na atualidade, tão “generoso” com o estrangeiro como foi o governo FHC como seu “O Petróleo é Vosso” do Zilberstein. Isto tem que ser parado. Sabemos das pressões que o governo recebe, até de algumas das nossas elites. Ainda que exista quem, aborrecido com o vergonhoso financiamento dos apaniguados do poder, e não pensando na própria Pátria, prefira ver os lucros com os estrangeiros do que financiando os adversários políticos; ainda que uma posição nacionalista possa gerar conflitos com os estrangeiros frustrados em suas rapaces expectativas, se o presid. Lula se mantiver firme, neste caso merecerá nosso apoio e aplauso.
Não se amesquinhe, presidente. Em "gauchês" dizemos: "Vê se não te micha, tche!"
Conjuntura política para 2010
Seja qual for o resultado da disputa presidencial a perspectiva é apavorante: Os tucanos são ligados ao Diálogo Interamericano. O grupo governista afundado na corrupção, da qual também não são isentos os demais, e uma terceira via – com o discurso ambientalista – é o sonho da perigosíssima turma de Bilderberg e seria a pior de todos.
O Brasil que o novo(a) presidente receberá estará quebrado pela crise, pelo déficit gerado pela exagerada política assistencialista, e provavelmente dividido em grupos radicais de esquerda e direita, além das artificiais divisões em etnias hostis. Isto num momento em que as pressões estrangeiras podem chegar a um ponto nunca visto
A previsão é de instabilidade, com muita pancada no decorrer do período eleitoral, o que no mínimo deixará uma parcela radicalmente contra o eleito. A confusão e os conflitos são mais do que prováveis. Caso o PT sinta que vai perder, talvez até antecipe a confusão, jogando em ação o peso dos movimentos “dito” sociais como o MST, MAB, Via Campesina, Sem-tetos etc. Quem viver verá. Talvez dê saudade do tempo do Lula.
Que Deus guarde a todos vocês.
APENDICE
(para quem estiver interessado em assuntos de Inteligência)
Abin -- para que deveria servir
Em princípio, as decisões governamentais tenderão a ser tão corretas como os conhecimentos disponíveis. Esses conhecimentos compõem-se de informações coletadas por órgãos encarregados da Estratégia Governamental(GSI e Ministérios) e baseia-se em dados que, com freqüência, são ocultos pelas vontades adversas. Estes dados só podemser conseguidos de forma não convencional. Assim é em todas as nações.
Os órgãos de inteligência servem, em princípio, para conseguir os dados negados, mas altos níveis do Governo devem dizer o que querem saber. Para os conseguir, os serviços de Inteligência usam de todos os meios disponíveis, dos quais o principal continua a ser o primitivo espião. Uma gerência intermediária orienta a busca e analisa os resultados e a administração superior os filtra e encaminha ao cliente, que é normalmente o chefe da nação.
Quais os dados que um serviço secreto necessitará buscar no milênio que iniciamos? Será ainda a disponibilidade do inimigo em carros de combate e aeronaves? O alcance e a precisão de seus mísseis? - Sem menosprezar esses dados, eles poderão ser coletados em fontes abertas pelos próprios órgãos encarregados da Estratégia Governamental.
O certo é que órgãos de Inteligência, em princípio, devem ter os olhos voltados para a atuação e intenções dos outros países e grupos econômicos estrangeiros. Embora, conforme a necessidade, possam também atuar no interior do País e mesmo sobre nacionais, sua missão específica não deve ser vigiar os próprios cidadãos, a não ser quando estejam agindo no interesse do estrangeiro.
A situação atual
Há muito a corrigir na Abin, mas o problema básico está fora de sua organização. Trata-se da ausência de missões. Os altos escalões governamentais não lhe pedem para descobrir algo específico. Sem receber missões, proibida de usar meios eletrônicos, sem confiança em chefes que tentam usá-la na política partidária e com um arremedo de órgão encarregado da estratégia governamental (GSI) bloqueando seu acesso aos clientes, torna-se quase inútil para as atuais necessidades
No setor da estrutura interna, evidencia-se a mais absoluta inadequação. A boa doutrina nos ensina que as estruturas devem ser criadas em função das missões. Não havendo missões, a busca de dados torna-se aleatória; torna-se inútil uma estrutura com superintendências nas capitais e também não tem significado a existência de um órgão central capaz de analisar relatórios que não foram pedidos nem são desejados.
É uma organização cara, sem eficiência para procurar os dados negados e voltada inteiramente para os problemas internos, quase sempre pouco relevantes para a Política Governamental, cujas ações, inevitavelmente, se superpõem às missões específicas da Polícia Federal.
Esse tipo de organização e de procedimento, se já estava obsoleto no final do século passado, mais ainda estará para as situações que presumimos que virão. Para o futuro, nenhuma das instituições nacionais tem maior necessidade de reestruturação do que a dedicada a busca de conhecimentos. As necessidades de conhecimento, inclusive de dados negados, muito mais do que militares, serão econômicas, mercadológicas, tecnológicas, científicas, culturais e religiosas. Para ser mais forte no comércio é necessário algo mais do que ter os produtos desejados, com os melhores preços e melhor qualidade.
Apesar de todas essas qualificações estarem relacionadas com “conhecimentos”, ainda há muito mais a conhecer para conseguir boas relações comerciais e parcerias políticas. Isto requer mais informações e an álises mais abrangentes do que era necessário anteriormente, mas serão informações de tipos diferentes. Mais do que antes, as intenções serão mais valiosas do que os dados frios.
Toda a organização relacionada com a segurança, inclusive os serviços de Inteligência, ao se reorganizar, procura responder a algumas perguntas:
1) Quais são as nossas missões?; 2) Como poderemos cumprir as nossas missões?; 3) Quais são os óbices e as ameaças ao cumprimento de nossas missões?; 4) Que modificações devem ser feitas na estrutura, nos procedimentos, nos meios e para sermos bem sucedidos nas missões?
As modificações necessárias
Estudemos o assunto.
1) Quais são as nossas missões?
As missões de um órgão de inteligência sempre envolverão a busca de dados; muitos deles negados. A natureza dos dados a buscar será função das ameaças aos objetivos nacionais e da busca de oportunidades. Caberá a alta direção política da nação defini-los. A partir dos pedidos é que um órgão de inteligência passa a monitorar e avaliar as ameaças, a descobrir oportunidades a serem aproveitadas, e, eventualmente, atuar, de forma secreta, fazendo o serviço que não possa ser realizado ostensivamente.
Simplesmente se receber missões o nosso serviço de Inteligência já funcionaria, apesar da estrutura inadequada.
É bom que nos lembremos que qualquer coisa que nos permita penetrar num mercado novo no exterior, ganhar uma concorrência internacional, substituir alguma importação por produto feito no País ou substituir o produto de uma multinacional pelo produto de uma firma brasileira, desenvolver ou copiar uma tecnologia melhor, será de interesse nacional
2) Como poderemos cumprir as nossas missões?
Para cada assunto pedido por autoridade competente deve ser organizada uma operação. Nomeado um “encarregado do caso”, este reúne os meios necessários ou disponíveis na forma de “Força Tarefa” e se dedicam inteiramente ao assunto, dentro dos limites em que tiver sido estabelecido pela direção de operações, São usados todos os meios disponíveis, dos quais o principal continua a ser o primitivo espião, infiltrado, ou recrutado entre os que podem ter acesso ao conhecimento desejado, mas também será feito uso das técnicas operacionais, conhecidas por todos serviços de Inteligência e, quando adequados, meios eletrônicos e informáticos.
3) Quais são os óbices e as ameaças ao cumprimento de nossas missões?
Inicialmente a legislação. Caso as leis não permitam a atuação eficiente, será melhor poupar despesas e acabar com o Órgão. Segue-se em importância a estrutura inadequada; com todo efetivo distribuído em superintendências, departamentos e repartições diversas tentando burocraticamente acompanhar tudo dentro do País e leitura de alguns jornais de fora, não é possível se aprofundar num assunto relevante e raramente conseguir um dado negado de importância. O princípio de o único cliente ser o presidente ainda agrava, pois a maioria das necessidades de auxílio dos serviços de Inteligência é dos ministérios, e através destes, das firmas estatais e mesmo privadas nacionais.
4) Que modificações devem ser feitas nos procedimentos, na estrutura e nos meios para sermos bem sucedidos nas missões?
Em primeiro lugar devemos mudar os procedimentos para o recrutamento. Só por acaso concursos públicos selecionarão as pessoas adequadas a um tipo de serviço em todo diferente dos serviços ostensivos. O Órgão precisa poder recrutar a quem necessitar, nos diferentes níveis: oficial de inteligência (analista); auxiliar de Inteligência (especialista) e colaborador (nacional ou não).
Em segundo, alterar a estrutura para propiciar a criação de “Forças-tarefas” para cada caso determinado por autoridade competente. cada Força–tarefa, uma vez criada, prosseguirá na sua missão até sua solução do caso ou ordem de ser desfeita. Nos locais julgados relevantes, no País e principalmente no exterior, deve haver um “Residente” não ostensivo, em caráter permanente, que não tomará parte nas operações das Forças-tarefa, mas as auxiliará com orientação e informações que normalmente só um Residente poderia obter. Fica evidente que as dispendiosas Superintendências Estaduais não mais terão razão de existir. Sua extinção propiciará substancial economia, que passará a ser empregada em casos concretos.
Na sede, os Departamentos devem se adequar à nova dinâmica, ou seja o Departamento de Administração, no setor de pessoal deverá abranger o recrutamento, a formação, o aperfeiçoamento e a especialização, além do setor financeiro; o Departamento de Ciência e Tecnologia deverá desenvolver ou adquirir os mais avançados petrechos e dispositivos adequados a obtenção de dados negados, escolher o pessoal certo para recrutado, adestrá-lo e treiná-lo em suas funções. O Departamento de Operações será o encarregado da coordenação e controle dos Residentes e das Forças-tarefa. Este Departamento apresenta os relatórios à Direção Geral, que dará conhecimento à autoridade que determinou a abertura do “caso” ou mandará que o próprio “Encarregado do Caso” o f aça pessoalmente, se for conveniente.
Quanto a contra-Inteligência, é uma função mais afeta a Polícia Federal
Proposta
De imediato:
a)Interromper o processo de recrutamento por concurso
b)Escolher as localidades mais importantes no País e no exterior para a colocação de “Residentes”
c)Extinguir as Superintendências Estaduais
d)Nomear comissão para sugerir as adaptações nos Departamentos a fim de adequá-los ás novas missões.
e)Consultar o Governo Federal sobre o que quer saber, e quais as prioridades. (O Governo não tendo resposta apresentar uma lista de sugestões)
Em curto prazo:
a)Nomear os diversos “Residentes”
b)Verificar, da lista do que o Governo quer saber, quais a disponibilidade de atender. Havendo, nomear “encarregados de caso” para cada missão.
c)Levantar as necessidades em pessoal para o cumprimento das missões e iniciar o recrutamento do que falta
d)Equipar as Forças-tarefa com os meios necessários e disponíveis
e)Realizar as adequações nos Departamentos
Em médio prazo
a)Passar as funções de Contra-Inteligência para a Polícia Federal, conservando apenas a vigilância sobre o pessoal próprio, orgânico, requisitado ou colaboradores.
b)Equipar o órgão com meios eletrônicos, informáticos.,de vigilância aérea por veículos não pilotados e outros adequados ao bom cumprimento de suas missões.
c)Tendo em vista o desenvolvimento futuro, desenvolver uma coordenadoria de hackers para auxiliar as missões onde for compatível.
d)Acompanhar o que houver de mais avançado no setor de busca de informações negadas.
Considerações finais
Nós, brasileiros, considerando como nossos principais objetivos nacionais o desenvolvimento, a justiça social e a integridade territorial, podemos identificar como ameaças a situação da economia, a insegurança pública, as barreiras aos produtos brasileiros, a desnacionalização da indústria e das jazidas minerais e a possibilidade de separatismo das artificiais “nações” indígenas. É dentro deste quadro que os nossos serviços de Inteligência têm que verificar quais os motivos de suas missões.
Sobre esta última, uma das missões seria verificar o que está conduzindo os índios a não se integrarem, a formarem uma comunidade à parte, e como interromper esse processo
A obtenção das informações protegidas ou simplesmente negadas é a missão de todo o serviço secreto, e a viga mestra de toda a estrutura é o espião. Na prática, a maior parte dos dados negados é realizada por colaboradores, pagos ou não, de algum modo convencidos a colaborar e que possam ter acesso aos dados. O recrutamento e o controle desses colaboradores e seu pagamento, se houver, fazem parte das funções das Forças-tarefas, que devem receber os meios necessários.
Além das missões de espionagem propriamente dita, a maioria dos serviços secretos usa seus elementos orgânicos ou colaboradores para uma série de funções e especialidades técnicas, que vão de chaveiros a hackers. A estes podemos chamar de auxiliares de inteligência. São de difícil formação; normalmente são recrutados prontos.
Poder-se-ia argumentar que um eficiente serviço de Inteligência enfeixaria demasiado poder nas mãos. É real, mas poder também tem as Forças Armadas, o setor financeiro, os órgãos de comunicação, o judiciário, a polícia, a Industria e muitos mais. O Poder Nacional é a resultante da soma harmônica desses poderes. Quando falta algum, falta uma das colunas que sustentam o edifício. Em caso de tempestade, ele desaba.
Gelio Fregapani
Comentário da semana nº 48
30 de agosto de 2009
Há muitas reclamações do GSI em função do desaparecimento das imagens da Lina. Podem até ter razão, mas a inadequação do GSI tem raízes mais profundas. Deveria cuidar da segurança do presidente e não ser um filtro para os relatórios produzidos pela Abin. Aliás, para cuidar da segurança bastaria um coronel, desnecessário um general de quatro estrelas.
. Qualquer serviço de Inteligência se liga direto com o governante supremo, sem filtros, muito menos de amadores. Não é de admirar que a nossa Abin, não funcione a contento. Engessada nem mesmo receberá missões de verdadeiro interesse nacional, e quando fez por conta própria, como no caso da Raposa, se os relatórios chegaram ao conhecimento do governo em tempo hábil, devem ter sido sem a ênfase necessária para evitar a besteira que foi feita.
Serviço de Espionagem que não espiona.
A Abin continua proibida até de fazer grampos coisa que até qualquer detetive de segunda classe faz. Assuntos conhecidos podem ser interpretados por uma boa equipe de analistas, que até podem projetar cenários futuros, mas os dados realmente importantes costumam ser ocultos e protegidos, isto é “negados” Se for vital o conhecimento deles, nada pode substituir a espionagem.
Proibida de espionar, a Abin pouca coisa fará além de analisar assuntos já publicados. A continuar assim é melhor poupar dinheiro e acabar com o órgão, mas pobre do país que não contar com informações confiáveis
Aquecimento Global
Apesar de 2007 ter sido registrado como o ano mais frio do século, os ecoxiitas insistem em alardear um inexistente aquecimento global, sendo que de fato, estamos iniciando nova era glacial
Pior ainda; que as quase inexistentes grandes queimadas nas florestas brasileiras são as principais responsáveis pelo (inexistente) aquecimento Global. (As queimadas da Grécia e da Califórnia não contam)
Imaginemos as acusações que o nosso País receberá na campanha da Marina.
Caminho do precipício
Por mais que preferíssemos frentes de trabalho ao assistencialismo das bolsas-família, devemos reconhecer que, além de minorar a miséria, elas foram responsáveis, em grande parte, pela manutenção do mercado interno, e em consequencia até da ordem pública. Entretanto, aumentando desmesuradamente as despesas e somadas a outras benesses detonam qualquer orçamento, já comprometido pelos abusos no legislativo. Não me refiro só a coqueluche do momento – o Senado. Pior ainda é a quantidade dos dispendiosos vereadores - milhares de vereadores, cujo número acaba de ser acrescido de mais de sete mil. Continuando o déficit, vai estourar no próximo governo. Seja ele quem for, terminará no buraco se o sistema não for reavaliado...
Complementando: Todo presidiário com filhos tem uma bolsa de R$600,00 para sustentar a família, pois o coitadinho, preso, não pode trabalhar para sustentar os filhos. Pergunta-se: Por acaso os filhos do sujeito que foi morto pelo coitadinho, que está preso, recebe alguma bolsa de R$600,00 porque o pai, morto pelo bandido, também não mais poderá os sustentar?
Bases norte-americanas na Colômbia
Se acreditarmos na possibilidade de forças estrangeiras (do Primeiro Mundo) virem a apoiar a independência de “nações” indígenas, então qualquer presença delas nas proximidades é preocupante. As autoridades que disserem que não, estão enganadas ou enganando.
O presidente Lula, mostrando preocupação, pede aos EUA garantias jurídicas que a atuação americana se circunscreverá à Colômbia. Já dizia Ruy Barbosa: “Uma nação que confia mais em seus direitos do que em seus soldados, engana a si própria e cava a sua ruína”.
A Impossível União Sul-americana
Seria muito bonito apesar da diversidade da língua, mas sempre teu um país em “relações carnais” com os EUA na esperança de tirar vantagem; ontem era a Argentina; hoje a Colômbia e amanhã será a Venezuela após a queda do Chávez.
Um problema igualmente preocupante é que o presidente Lula acha que deve fazer
o possível e o impossível para ajudar os compañeros Morales e Lugo, mesmo em detrimento do nosso País. Isto lhe tira parte do crédito de ter tido, até pouco tempo, uma brilhante política exterior.
Mereça o nosso apoio
Os esforços do presidente para colocar em prática um novo marco regulatório que garanta ao Brasil a hegemonia do óleo e gás do pré-sal estão no caminho certo.
Nenhum país é, na atualidade, tão “generoso” com o estrangeiro como foi o governo FHC como seu “O Petróleo é Vosso” do Zilberstein. Isto tem que ser parado. Sabemos das pressões que o governo recebe, até de algumas das nossas elites. Ainda que exista quem, aborrecido com o vergonhoso financiamento dos apaniguados do poder, e não pensando na própria Pátria, prefira ver os lucros com os estrangeiros do que financiando os adversários políticos; ainda que uma posição nacionalista possa gerar conflitos com os estrangeiros frustrados em suas rapaces expectativas, se o presid. Lula se mantiver firme, neste caso merecerá nosso apoio e aplauso.
Não se amesquinhe, presidente. Em "gauchês" dizemos: "Vê se não te micha, tche!"
Conjuntura política para 2010
Seja qual for o resultado da disputa presidencial a perspectiva é apavorante: Os tucanos são ligados ao Diálogo Interamericano. O grupo governista afundado na corrupção, da qual também não são isentos os demais, e uma terceira via – com o discurso ambientalista – é o sonho da perigosíssima turma de Bilderberg e seria a pior de todos.
O Brasil que o novo(a) presidente receberá estará quebrado pela crise, pelo déficit gerado pela exagerada política assistencialista, e provavelmente dividido em grupos radicais de esquerda e direita, além das artificiais divisões em etnias hostis. Isto num momento em que as pressões estrangeiras podem chegar a um ponto nunca visto
A previsão é de instabilidade, com muita pancada no decorrer do período eleitoral, o que no mínimo deixará uma parcela radicalmente contra o eleito. A confusão e os conflitos são mais do que prováveis. Caso o PT sinta que vai perder, talvez até antecipe a confusão, jogando em ação o peso dos movimentos “dito” sociais como o MST, MAB, Via Campesina, Sem-tetos etc. Quem viver verá. Talvez dê saudade do tempo do Lula.
Que Deus guarde a todos vocês.
APENDICE
(para quem estiver interessado em assuntos de Inteligência)
Abin -- para que deveria servir
Em princípio, as decisões governamentais tenderão a ser tão corretas como os conhecimentos disponíveis. Esses conhecimentos compõem-se de informações coletadas por órgãos encarregados da Estratégia Governamental(GSI e Ministérios) e baseia-se em dados que, com freqüência, são ocultos pelas vontades adversas. Estes dados só podemser conseguidos de forma não convencional. Assim é em todas as nações.
Os órgãos de inteligência servem, em princípio, para conseguir os dados negados, mas altos níveis do Governo devem dizer o que querem saber. Para os conseguir, os serviços de Inteligência usam de todos os meios disponíveis, dos quais o principal continua a ser o primitivo espião. Uma gerência intermediária orienta a busca e analisa os resultados e a administração superior os filtra e encaminha ao cliente, que é normalmente o chefe da nação.
Quais os dados que um serviço secreto necessitará buscar no milênio que iniciamos? Será ainda a disponibilidade do inimigo em carros de combate e aeronaves? O alcance e a precisão de seus mísseis? - Sem menosprezar esses dados, eles poderão ser coletados em fontes abertas pelos próprios órgãos encarregados da Estratégia Governamental.
O certo é que órgãos de Inteligência, em princípio, devem ter os olhos voltados para a atuação e intenções dos outros países e grupos econômicos estrangeiros. Embora, conforme a necessidade, possam também atuar no interior do País e mesmo sobre nacionais, sua missão específica não deve ser vigiar os próprios cidadãos, a não ser quando estejam agindo no interesse do estrangeiro.
A situação atual
Há muito a corrigir na Abin, mas o problema básico está fora de sua organização. Trata-se da ausência de missões. Os altos escalões governamentais não lhe pedem para descobrir algo específico. Sem receber missões, proibida de usar meios eletrônicos, sem confiança em chefes que tentam usá-la na política partidária e com um arremedo de órgão encarregado da estratégia governamental (GSI) bloqueando seu acesso aos clientes, torna-se quase inútil para as atuais necessidades
No setor da estrutura interna, evidencia-se a mais absoluta inadequação. A boa doutrina nos ensina que as estruturas devem ser criadas em função das missões. Não havendo missões, a busca de dados torna-se aleatória; torna-se inútil uma estrutura com superintendências nas capitais e também não tem significado a existência de um órgão central capaz de analisar relatórios que não foram pedidos nem são desejados.
É uma organização cara, sem eficiência para procurar os dados negados e voltada inteiramente para os problemas internos, quase sempre pouco relevantes para a Política Governamental, cujas ações, inevitavelmente, se superpõem às missões específicas da Polícia Federal.
Esse tipo de organização e de procedimento, se já estava obsoleto no final do século passado, mais ainda estará para as situações que presumimos que virão. Para o futuro, nenhuma das instituições nacionais tem maior necessidade de reestruturação do que a dedicada a busca de conhecimentos. As necessidades de conhecimento, inclusive de dados negados, muito mais do que militares, serão econômicas, mercadológicas, tecnológicas, científicas, culturais e religiosas. Para ser mais forte no comércio é necessário algo mais do que ter os produtos desejados, com os melhores preços e melhor qualidade.
Apesar de todas essas qualificações estarem relacionadas com “conhecimentos”, ainda há muito mais a conhecer para conseguir boas relações comerciais e parcerias políticas. Isto requer mais informações e an álises mais abrangentes do que era necessário anteriormente, mas serão informações de tipos diferentes. Mais do que antes, as intenções serão mais valiosas do que os dados frios.
Toda a organização relacionada com a segurança, inclusive os serviços de Inteligência, ao se reorganizar, procura responder a algumas perguntas:
1) Quais são as nossas missões?; 2) Como poderemos cumprir as nossas missões?; 3) Quais são os óbices e as ameaças ao cumprimento de nossas missões?; 4) Que modificações devem ser feitas na estrutura, nos procedimentos, nos meios e para sermos bem sucedidos nas missões?
As modificações necessárias
Estudemos o assunto.
1) Quais são as nossas missões?
As missões de um órgão de inteligência sempre envolverão a busca de dados; muitos deles negados. A natureza dos dados a buscar será função das ameaças aos objetivos nacionais e da busca de oportunidades. Caberá a alta direção política da nação defini-los. A partir dos pedidos é que um órgão de inteligência passa a monitorar e avaliar as ameaças, a descobrir oportunidades a serem aproveitadas, e, eventualmente, atuar, de forma secreta, fazendo o serviço que não possa ser realizado ostensivamente.
Simplesmente se receber missões o nosso serviço de Inteligência já funcionaria, apesar da estrutura inadequada.
É bom que nos lembremos que qualquer coisa que nos permita penetrar num mercado novo no exterior, ganhar uma concorrência internacional, substituir alguma importação por produto feito no País ou substituir o produto de uma multinacional pelo produto de uma firma brasileira, desenvolver ou copiar uma tecnologia melhor, será de interesse nacional
2) Como poderemos cumprir as nossas missões?
Para cada assunto pedido por autoridade competente deve ser organizada uma operação. Nomeado um “encarregado do caso”, este reúne os meios necessários ou disponíveis na forma de “Força Tarefa” e se dedicam inteiramente ao assunto, dentro dos limites em que tiver sido estabelecido pela direção de operações, São usados todos os meios disponíveis, dos quais o principal continua a ser o primitivo espião, infiltrado, ou recrutado entre os que podem ter acesso ao conhecimento desejado, mas também será feito uso das técnicas operacionais, conhecidas por todos serviços de Inteligência e, quando adequados, meios eletrônicos e informáticos.
3) Quais são os óbices e as ameaças ao cumprimento de nossas missões?
Inicialmente a legislação. Caso as leis não permitam a atuação eficiente, será melhor poupar despesas e acabar com o Órgão. Segue-se em importância a estrutura inadequada; com todo efetivo distribuído em superintendências, departamentos e repartições diversas tentando burocraticamente acompanhar tudo dentro do País e leitura de alguns jornais de fora, não é possível se aprofundar num assunto relevante e raramente conseguir um dado negado de importância. O princípio de o único cliente ser o presidente ainda agrava, pois a maioria das necessidades de auxílio dos serviços de Inteligência é dos ministérios, e através destes, das firmas estatais e mesmo privadas nacionais.
4) Que modificações devem ser feitas nos procedimentos, na estrutura e nos meios para sermos bem sucedidos nas missões?
Em primeiro lugar devemos mudar os procedimentos para o recrutamento. Só por acaso concursos públicos selecionarão as pessoas adequadas a um tipo de serviço em todo diferente dos serviços ostensivos. O Órgão precisa poder recrutar a quem necessitar, nos diferentes níveis: oficial de inteligência (analista); auxiliar de Inteligência (especialista) e colaborador (nacional ou não).
Em segundo, alterar a estrutura para propiciar a criação de “Forças-tarefas” para cada caso determinado por autoridade competente. cada Força–tarefa, uma vez criada, prosseguirá na sua missão até sua solução do caso ou ordem de ser desfeita. Nos locais julgados relevantes, no País e principalmente no exterior, deve haver um “Residente” não ostensivo, em caráter permanente, que não tomará parte nas operações das Forças-tarefa, mas as auxiliará com orientação e informações que normalmente só um Residente poderia obter. Fica evidente que as dispendiosas Superintendências Estaduais não mais terão razão de existir. Sua extinção propiciará substancial economia, que passará a ser empregada em casos concretos.
Na sede, os Departamentos devem se adequar à nova dinâmica, ou seja o Departamento de Administração, no setor de pessoal deverá abranger o recrutamento, a formação, o aperfeiçoamento e a especialização, além do setor financeiro; o Departamento de Ciência e Tecnologia deverá desenvolver ou adquirir os mais avançados petrechos e dispositivos adequados a obtenção de dados negados, escolher o pessoal certo para recrutado, adestrá-lo e treiná-lo em suas funções. O Departamento de Operações será o encarregado da coordenação e controle dos Residentes e das Forças-tarefa. Este Departamento apresenta os relatórios à Direção Geral, que dará conhecimento à autoridade que determinou a abertura do “caso” ou mandará que o próprio “Encarregado do Caso” o f aça pessoalmente, se for conveniente.
Quanto a contra-Inteligência, é uma função mais afeta a Polícia Federal
Proposta
De imediato:
a)Interromper o processo de recrutamento por concurso
b)Escolher as localidades mais importantes no País e no exterior para a colocação de “Residentes”
c)Extinguir as Superintendências Estaduais
d)Nomear comissão para sugerir as adaptações nos Departamentos a fim de adequá-los ás novas missões.
e)Consultar o Governo Federal sobre o que quer saber, e quais as prioridades. (O Governo não tendo resposta apresentar uma lista de sugestões)
Em curto prazo:
a)Nomear os diversos “Residentes”
b)Verificar, da lista do que o Governo quer saber, quais a disponibilidade de atender. Havendo, nomear “encarregados de caso” para cada missão.
c)Levantar as necessidades em pessoal para o cumprimento das missões e iniciar o recrutamento do que falta
d)Equipar as Forças-tarefa com os meios necessários e disponíveis
e)Realizar as adequações nos Departamentos
Em médio prazo
a)Passar as funções de Contra-Inteligência para a Polícia Federal, conservando apenas a vigilância sobre o pessoal próprio, orgânico, requisitado ou colaboradores.
b)Equipar o órgão com meios eletrônicos, informáticos.,de vigilância aérea por veículos não pilotados e outros adequados ao bom cumprimento de suas missões.
c)Tendo em vista o desenvolvimento futuro, desenvolver uma coordenadoria de hackers para auxiliar as missões onde for compatível.
d)Acompanhar o que houver de mais avançado no setor de busca de informações negadas.
Considerações finais
Nós, brasileiros, considerando como nossos principais objetivos nacionais o desenvolvimento, a justiça social e a integridade territorial, podemos identificar como ameaças a situação da economia, a insegurança pública, as barreiras aos produtos brasileiros, a desnacionalização da indústria e das jazidas minerais e a possibilidade de separatismo das artificiais “nações” indígenas. É dentro deste quadro que os nossos serviços de Inteligência têm que verificar quais os motivos de suas missões.
Sobre esta última, uma das missões seria verificar o que está conduzindo os índios a não se integrarem, a formarem uma comunidade à parte, e como interromper esse processo
A obtenção das informações protegidas ou simplesmente negadas é a missão de todo o serviço secreto, e a viga mestra de toda a estrutura é o espião. Na prática, a maior parte dos dados negados é realizada por colaboradores, pagos ou não, de algum modo convencidos a colaborar e que possam ter acesso aos dados. O recrutamento e o controle desses colaboradores e seu pagamento, se houver, fazem parte das funções das Forças-tarefas, que devem receber os meios necessários.
Além das missões de espionagem propriamente dita, a maioria dos serviços secretos usa seus elementos orgânicos ou colaboradores para uma série de funções e especialidades técnicas, que vão de chaveiros a hackers. A estes podemos chamar de auxiliares de inteligência. São de difícil formação; normalmente são recrutados prontos.
Poder-se-ia argumentar que um eficiente serviço de Inteligência enfeixaria demasiado poder nas mãos. É real, mas poder também tem as Forças Armadas, o setor financeiro, os órgãos de comunicação, o judiciário, a polícia, a Industria e muitos mais. O Poder Nacional é a resultante da soma harmônica desses poderes. Quando falta algum, falta uma das colunas que sustentam o edifício. Em caso de tempestade, ele desaba.
Gelio Fregapani
Comentário da semana nº 48
30 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
Ambientalismo; Palestras sobre Roraima; Bolívia, e Ministros.
Meditando sobre o futuro do nosso País, parecia-me que teríamos um futuro sombrio entre um herdeiro do grupo entreguista e uma ex guerrilheira recalcada e vingativa. Esse “plebiscito” tendia a ser decidido mais por rejeição do que por apoio, o que seria perigoso para a unidade nacional, o que me fazia torcer por um terceiro nome em quem pudesse votar. O que não esperava é que surgisse um ainda pior do que os existentes. Um que com certeza esfacelaria a Nação.
A candidatura da Marina Silva assusta sim. Parece natimorta com seus 3% com os minguados minutos do PV na propaganda “gratuita”, mas nada será assim tão fácil. Todo o aparato de comunicação, ligado ao estrangeiro e às ONGs estará apoiando a candidatura dela, bem como os serristas que esperam que ela tire votos do PT. Ela ainda contabilizará muitos votos dos que rejeitam a ambos os candidatos e não percebem o perigo que represente essa detestável criatura.
Mesmo na melhor hipótese (uma fragorosa derrota dela) podemos esperar no mínimo uma nova ofensiva ambientalista para engessar o progresso (só o do Brasil), mas orquestrada em todo o mundo. O quadro atual já é aterrador. O nosso País já tem estradas e hidrelétricas paralisadas por descabidas exigências ambientais criadas por ela e corre o risco de perder mais de 20% de sua área cultivada se cumprida a legislação atual. Se aprovadas todas as propostas do Min. do Meio Ambiente nem haveria terras suficientes no Brasil; só para atender as exigências teríamos que usar todo o Mercosul.
Isto é irracional, sabemos. Mas é real. E apavorante. Não se pode ignorar o apelo ao “meio ambiente” distorcidamente apresentado pelos melhores e mais criativos cérebros da propaganda mundial. Eles já nos transformaram no povo mais preocupado com o aquecimento global, mesmo não havendo base para as afirmações que fazem diuturnamente. Agora isto será ampliado na campanha eleitoral. Marina terá a sua disposição, além do aparato internacional de comunicação, a adesão sincera dos iludidos com a poesia do ambientalismo distorcido, que transforma estradas asfaltadas (que nos causam inveja dos outros povos) em agressões à natureza, e terrenos cultivados (que nos encantam no primeiro mundo) em crimes ambientais.
No momento em que países do mundo inteiro tentam se unir para combater o desemprego e a fome, aqui no Brasil o governo, inspirado pelo discurso “ambientalóide” de ONGs estrangeiras, pode estar promovendo o desemprego de 20% a 40% dos brasileiros nos próximos anos, caso seja mantida a obrigação do produtor rural averbar 20 a 80% das suas propriedades para reserva legal. E isto tudo pode vir junto com as pressões causadas pela crise financeira e pela escassez de recursos naturais. Dá para sentir uma tempestade se armando.
Vamos nos reunir para a enfrentar.
Sobre Roraima- Em palestra, Quartiero, o líder da resistência disse: - "O que aconteceu em Roraima mostrou quem realmente tem compromisso com essa nação e quem está lutando contra os interesses nacionais. Fomos derrotados, mas temos que reagir. E isso é para ontem. Não precisamos nos transformar em um homem-bomba, é apenas marcar que não concordamos, que não colaboramos, que resistimos". O fazendeiro disse ainda que os índios que teriam sido “beneficiados” com a medida estão hoje morrendo de desnutrição. "Muitos estão aband onando a área e vindo tentar a sorte na cidade. Estão sem condições de permanecer lá porque não há mais trabalho e a comida é escassa"..., "O que fizeram em Roraima foi desmanchar um Estado com um imenso potencial. Essa política indigenista destroçou a nossa sociedade e dizimou as famílias de Roraima. Hoje vivemos em um Estado que só tem problema",.
- Outra palestra que abordou a polêmica foi a do general Lessa, ex-comandante militar da Amazônia (1998-1999). Ele criticou os movimentos pela ampliação das terras já demarcadas e chamou de "suicida" a atual política indigenista do Brasil. "Estamos criando um verdadeiro muro de Berlim crioulo no interior do Brasil. Se ficarmos quietos, ele só tende a aumentar", disse o general."
Evo Morales prova o seu veneno
A ironia com que a História castiga os ineptos atingiu o presid. boliviano Evo Morales, o grande promotor da divisão de seu país em etnias hostís. Empreendendo esforços para explorar as jazidas petrolíferas da sua região amazônica, ele está enfrentando forte oposição de tribos indígenas por supostas razões ambientais. Os “índios” impedem a movimentação de trabalhadores e equipamentos de perfuração. Morales agora condena os “irmãos índios”.
À testa dos protestos está a ONG Fobomade (Fórum Boliviano sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento). A Fobomade foi uma das principais ONGs que, por anos criaram um contencioso diplomático entre o Brasil e a Bolívia por causa da construção das hidrelétricas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau).
A lista dos patrocinadores da ONG mostra os que estão por trás do movimento ambiental e indígena na Amazônia boliviana. Vejamos quem são: O Novib (governo holandês); a Fundação Heinrich Boell (Partido Verde Alemão); o Canadian Lutheran World Relief (ligado ao Conselho Mundial de Igrejas); o Gaia/Grain (establishment britânico); a Oxfam (establishment britânico) e o C. S. Mott Foundation (establishment americano)
O Evo sempre se apoiou nas ONGs. Talvez sem saber, foi marionete dos patrocinadores. Agora que prove seu próprio veneno.
- Enquanto isto, o governo da Bolívia afirma que expulsará "à força" as famílias de brasileiros que vivem no povoado de San Ignacio de Velasco, no departamento de Santa Cruz.
Ministros
- O ministro da (in)Justiça, Tarso Genro, reforçou a crítica em relação à interpretação de que a Lei da Anistia impede a responsabilização criminal de quem cometeu tortura. Disse que tem esperança de que o STF decida que a legislação "não se aplica aos torturadores".
- Elementos ligados ao Foro de São Paulo tentarão detonar o Min. da Defesa, Nelson Jobim por três motivos. 1- defendeu os militares contra o revisionismo da Lei de Anistia. 2 - tenta se credenciar como um possível candidato a vice-presidente, interferindo nas articulações de Lula com o PMDB. 3- estaria atrapalhando negócios ocultos dos petistas na compra de equipamentos para as Forças Armadas.
- A droga de ministro Carlos Minc Meio Ambiente deixa o cargo em março, para tentar se eleger alguma coisa, no Rio. Conta com os votos dos colegas da marcha de apologia ao consumo de maconha. O problema é os viciados se lembrarem da votar.
Gelio Fregapani
Comentário da semana nº 47 – 23 de agosto de 200
Segue apêndice sobre a exploração do Pré Sal e sobre Roraima.
APENDICE
Os Ventos do Nacionalismo Retornam na Questão do Petróleo .
Diante da mais importante descoberta de petróleo do mundo em anos, o governo está buscando controlar diretamente a extração e o desenvolvimento dos campos em águas profundas, que geólogos internacionais estimam poder conter dezenas de bilhões de barris de petróleo recuperáveis
A medida faz parte de um impulso nacionalista para aumentar os benefícios obtidos pelo país com seus recursos naturais e cimentar sua posição como potência global.
O pré-sal é a maior reserva em desenvolvimento no mundo, especialmente importante face ao aumento do consumo mundial e as dúvidas sobre o atendimento das necessidades na próxima década.
As apostas são altas. Brasil pretende mais que dobrar sua produção de petróleo, para 5,7 milhões de barris por dia até 2020. O nacionalismo está novamente borbulhando no momento. Não é que seja hostil aos estrangeiros, mas é decidir quem ficará com os benefícios do nossos recursos naturais, e isto depende basicamente do esforço que estejamos dispostos a fazer para os explorar e defender. Já contamos com uma economia diversificada, o que nos ajudará a evitar o "mal" da dependência de um recurso natural, que tem afetado várias das potências mundiais de petróleo.
Os ventos nacionalistas estão começando a soprar de novo. O novo fervor nacionalista lembra o dos anos 70, quando o governo militar do Brasil declarava que "a Amazônia é nossa" para rechaçar enclaves estrangeiros na floresta tropical.
O País tem bons motivos para querer limitar a participação estrangeira. Os preços do petróleo estão mais altos e tudo indica que subirão astronomicamente. O desenvolvimento dos novos campos, antes arriscado, "agora é um bilhete premiado".
Quem não gostou foram os estrangeiros – “A decisão de dar à Petrobras o controle operacional é míope, arriscada e poderá atrasar a capacidade do Brasil de usar o petróleo para ajudar a transformar o país”, afirmam consultorias de risco em Nova York. E o risco não é só este; riquezas e debilidade militar atraem ambições e guerras, mormente se as potências dominantes necessitarem do ouro negro para sobreviver. Além disto a exploração exigirá um esforço hercúleo. A Petrobras precisará de 40 plataformas capazes de atingir os novos campos - mais da metade das existentes no mundo. Muitas ela terá que construir.
No País apesar da comoção nacionalista ainda não há a unanimidade do tempo do governo militar. Há quem pense (não sem razão) que governo usará politicamente o argumento ideológico, nacionalista e emocional para a eleição do próximo ano, mas se agir de acordo com o interesse nacional terá direito a colher os louros. Ao contrário, os que pensarem internacionalmente pelos motivos que forem, pagarão o ônus político e receberão o repúdio geral. Por maiores que sejam os inconvenientes do uso das estatais como cabides de empregos para os aliados políticos, isto ainda é menos ruim do que a desnacionalização do FHC.
O governo atual, que merece nossa condenação pela covardia ante as exigências descabidas da Bolívia e do Paraguai e pela divisão do País em etnias hostis, neste caso está merecendo aplauso e apoio. (Resumido e comentado de notícia da internet)
Falta de Patriotismo e de Visão Estratégica
A Imprensa noticiou, de forma muito acanhada, faz pouco tempo, que os arrozeiros expulsos da Reserva Raposa Serra do Sol (RRSS) aceitaram proposta do governo da Guiana para cultivarem arroz, em larga escala, naquele país. A imensa área, de 50 mil hectares, que lhes será concedida, localiza-se na região do Pirara, que foi perdida, diga-se, em 1904, para a Inglaterra, com o apoio da etnia tribal macuxi, uma das que habitam a RRSS (roguemos a Deus para que fato semelhante não venha a ocorrer nos colossais vazios demográficos das reservas indígenas de Roraima...). Assim, mercê de uma antipatriótica Decisão do STF, a produção de arroz, numa região assaz ca rente, foi considerada uma ação criminosa, inviabilizando-se uma excelente capacidade produtiva, oriunda da experiência de lavoureiros do Sul do Brasil, ora aproveitada, inteligentemente, pela Guiana, país que nos é fronteiriço.
E tudo para que os índios sejam tratados como animais, em verdadeiros “jardins zoológicos”, permanecendo em seus estágios primitivos, segregados da civilização. Também alguns meios de comunicação nos deram conta, de maneira igualmente tímida, de que o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) proibiram a perniciosa ONG “Conselho Indigenista de Roraima” (CIR) – uma das promotoras da campanha pela demarcação contínua da RRSS -, de firmar novos convênios com a União, por suspeitas de irregularidades. Outrossim, receberam a mesma proibição as ONGs “Coordenação Indígena da Amazônia Brasileira” e “Federação das Organizações do Rio Negro”.
Acrescente-se que o CIR (congrega apenas uma parte das etnias de Roraima) vem negociando uma parceria com o espúrio MST, com vistas à produção agrícola na área, tornando-se, os seus integrantes, que tanto lutaram e conseguiram criminalizar a cultura do arroz na RRSS, “empresários do agronegócio”, fazendo da “reserva indígena”, uma “reserva de mercado”... Diga-se mais que as ONGs deveriam ser Organizações Sociais de Interesse Público – OSIPs . Tais Organizações vêm suprindo o Estado brasileiro em suas carências, porém de maneira cada vez mais crescente, num equivocado entendimento do que seja ação subsidiária, arvorando-se em ”Estado paralelo” ou “poder paralelo” (há, evidentemente, as que são sérias, competentes e necessárias).
Na Amazônia, entretanto, proliferam, desafortunadamente, inúmeras ONGs que praticam, para potências hegemônicas, a espionagem e a predação de nossa biodiversidade e minérios. E mais: a FUNAI vem delegando a várias delas, a assistênc ia aos índios, ou seja, se “terceirizou”, estando os nossos aborígines duplamente tutelados: pelo Estado, por meio da mencionada Fundação, e por ONGs que seguem os ditames da caótica política indigenista brasileira, fazendo dos silvícolas meros objetos para “estudos de caso” de antropologia. O Estado (aí ressalvado o benemérito trabalho das Forças Armadas) vem se omitindo até porque a Amazônia não lhe desperta muito interesse, eis que possui o menor colégio eleitoral do país – apenas 7% do mesmo.
Tudo isso é fruto da lastimável falta de patriotismo e de visão prospectiva - de cunho estratégico -, das ditas elites nacionais, o que culminou com as demarcações, em área contínua e na faixa de fronteira, das reservas existentes nas “orelhas” do estado de Roraima, riquíssimas em minérios. Os grandes responsáveis por essas infelizes Decisões, foram os presidentes Collor, Fernando Henrique e Lula, sendo as mesmas ratificadas por nossa Suprema Corte de Justiça, quando do julgamento da demarcação da RRSS, à exceção do voto patriótico do Ministro Marco Aurélio. Isso dará ensejo à criação de “n” nações indígenas”, Estados-fantoches, plurinacionais e multiculturais, Também já se fala na fundação da grande “Nação Guarani” (que terá, certamente, o apoio da ONU), formada por vários países sul-americanos, uma reconstituição mal acabada, do “Império Teocrático dos Jesuítas”, com as suas inúmeras reduções indígenas, de que são exemplo os “Sete Povos das Missões”, no RS, violências inadmissíveis à Unidade Nacional (Unidades Territorial e Lingüística).
Eis a recente e maldita herança que ameaça a Soberania Nacional e tende a se agravar no futuro. Jamais devemos olvidar que recebemos a Amazônia, de intrépidos lusitanos tais como Raposo Tavares e Pedro Teixeira, que a desbravaram, fazendo de nosso Brasil, um país-continente, o qual d evemos legar aos pósteros, tal e qual o recebemos de nossos avós. Em verdade, já nos dizia o Conde de Linhares (tido como “O Precursor da Geopolítica Brasileira”) Ministro da Guerra, de Dom João, quando da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808:
“ O Brasil é, sem dúvida, a primeira possessão de quantas os europeus estabeleceram fora do seu continente, não pelo que há, atualmente, mas pelo que pode ser no futuro. A feliz posição do Brasil dá a seus possuidores uma tal superioridade de forças, pelo aumento da povoação que se alimenta dos seus produtos e facilidade do comércio, que, sem grandes erros políticos, jamais os vizinhos do norte e do sul lhes poderão ser fatais”.
Urge que meditemos sobre essas sábias afirmações!
Manoel Soriano Neto – Coronel, Historiador Militar.
A candidatura da Marina Silva assusta sim. Parece natimorta com seus 3% com os minguados minutos do PV na propaganda “gratuita”, mas nada será assim tão fácil. Todo o aparato de comunicação, ligado ao estrangeiro e às ONGs estará apoiando a candidatura dela, bem como os serristas que esperam que ela tire votos do PT. Ela ainda contabilizará muitos votos dos que rejeitam a ambos os candidatos e não percebem o perigo que represente essa detestável criatura.
Mesmo na melhor hipótese (uma fragorosa derrota dela) podemos esperar no mínimo uma nova ofensiva ambientalista para engessar o progresso (só o do Brasil), mas orquestrada em todo o mundo. O quadro atual já é aterrador. O nosso País já tem estradas e hidrelétricas paralisadas por descabidas exigências ambientais criadas por ela e corre o risco de perder mais de 20% de sua área cultivada se cumprida a legislação atual. Se aprovadas todas as propostas do Min. do Meio Ambiente nem haveria terras suficientes no Brasil; só para atender as exigências teríamos que usar todo o Mercosul.
Isto é irracional, sabemos. Mas é real. E apavorante. Não se pode ignorar o apelo ao “meio ambiente” distorcidamente apresentado pelos melhores e mais criativos cérebros da propaganda mundial. Eles já nos transformaram no povo mais preocupado com o aquecimento global, mesmo não havendo base para as afirmações que fazem diuturnamente. Agora isto será ampliado na campanha eleitoral. Marina terá a sua disposição, além do aparato internacional de comunicação, a adesão sincera dos iludidos com a poesia do ambientalismo distorcido, que transforma estradas asfaltadas (que nos causam inveja dos outros povos) em agressões à natureza, e terrenos cultivados (que nos encantam no primeiro mundo) em crimes ambientais.
No momento em que países do mundo inteiro tentam se unir para combater o desemprego e a fome, aqui no Brasil o governo, inspirado pelo discurso “ambientalóide” de ONGs estrangeiras, pode estar promovendo o desemprego de 20% a 40% dos brasileiros nos próximos anos, caso seja mantida a obrigação do produtor rural averbar 20 a 80% das suas propriedades para reserva legal. E isto tudo pode vir junto com as pressões causadas pela crise financeira e pela escassez de recursos naturais. Dá para sentir uma tempestade se armando.
Vamos nos reunir para a enfrentar.
Sobre Roraima- Em palestra, Quartiero, o líder da resistência disse: - "O que aconteceu em Roraima mostrou quem realmente tem compromisso com essa nação e quem está lutando contra os interesses nacionais. Fomos derrotados, mas temos que reagir. E isso é para ontem. Não precisamos nos transformar em um homem-bomba, é apenas marcar que não concordamos, que não colaboramos, que resistimos". O fazendeiro disse ainda que os índios que teriam sido “beneficiados” com a medida estão hoje morrendo de desnutrição. "Muitos estão aband onando a área e vindo tentar a sorte na cidade. Estão sem condições de permanecer lá porque não há mais trabalho e a comida é escassa"..., "O que fizeram em Roraima foi desmanchar um Estado com um imenso potencial. Essa política indigenista destroçou a nossa sociedade e dizimou as famílias de Roraima. Hoje vivemos em um Estado que só tem problema",.
- Outra palestra que abordou a polêmica foi a do general Lessa, ex-comandante militar da Amazônia (1998-1999). Ele criticou os movimentos pela ampliação das terras já demarcadas e chamou de "suicida" a atual política indigenista do Brasil. "Estamos criando um verdadeiro muro de Berlim crioulo no interior do Brasil. Se ficarmos quietos, ele só tende a aumentar", disse o general."
Evo Morales prova o seu veneno
A ironia com que a História castiga os ineptos atingiu o presid. boliviano Evo Morales, o grande promotor da divisão de seu país em etnias hostís. Empreendendo esforços para explorar as jazidas petrolíferas da sua região amazônica, ele está enfrentando forte oposição de tribos indígenas por supostas razões ambientais. Os “índios” impedem a movimentação de trabalhadores e equipamentos de perfuração. Morales agora condena os “irmãos índios”.
À testa dos protestos está a ONG Fobomade (Fórum Boliviano sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento). A Fobomade foi uma das principais ONGs que, por anos criaram um contencioso diplomático entre o Brasil e a Bolívia por causa da construção das hidrelétricas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau).
A lista dos patrocinadores da ONG mostra os que estão por trás do movimento ambiental e indígena na Amazônia boliviana. Vejamos quem são: O Novib (governo holandês); a Fundação Heinrich Boell (Partido Verde Alemão); o Canadian Lutheran World Relief (ligado ao Conselho Mundial de Igrejas); o Gaia/Grain (establishment britânico); a Oxfam (establishment britânico) e o C. S. Mott Foundation (establishment americano)
O Evo sempre se apoiou nas ONGs. Talvez sem saber, foi marionete dos patrocinadores. Agora que prove seu próprio veneno.
- Enquanto isto, o governo da Bolívia afirma que expulsará "à força" as famílias de brasileiros que vivem no povoado de San Ignacio de Velasco, no departamento de Santa Cruz.
Ministros
- O ministro da (in)Justiça, Tarso Genro, reforçou a crítica em relação à interpretação de que a Lei da Anistia impede a responsabilização criminal de quem cometeu tortura. Disse que tem esperança de que o STF decida que a legislação "não se aplica aos torturadores".
- Elementos ligados ao Foro de São Paulo tentarão detonar o Min. da Defesa, Nelson Jobim por três motivos. 1- defendeu os militares contra o revisionismo da Lei de Anistia. 2 - tenta se credenciar como um possível candidato a vice-presidente, interferindo nas articulações de Lula com o PMDB. 3- estaria atrapalhando negócios ocultos dos petistas na compra de equipamentos para as Forças Armadas.
- A droga de ministro Carlos Minc Meio Ambiente deixa o cargo em março, para tentar se eleger alguma coisa, no Rio. Conta com os votos dos colegas da marcha de apologia ao consumo de maconha. O problema é os viciados se lembrarem da votar.
Gelio Fregapani
Comentário da semana nº 47 – 23 de agosto de 200
Segue apêndice sobre a exploração do Pré Sal e sobre Roraima.
APENDICE
Os Ventos do Nacionalismo Retornam na Questão do Petróleo .
Diante da mais importante descoberta de petróleo do mundo em anos, o governo está buscando controlar diretamente a extração e o desenvolvimento dos campos em águas profundas, que geólogos internacionais estimam poder conter dezenas de bilhões de barris de petróleo recuperáveis
A medida faz parte de um impulso nacionalista para aumentar os benefícios obtidos pelo país com seus recursos naturais e cimentar sua posição como potência global.
O pré-sal é a maior reserva em desenvolvimento no mundo, especialmente importante face ao aumento do consumo mundial e as dúvidas sobre o atendimento das necessidades na próxima década.
As apostas são altas. Brasil pretende mais que dobrar sua produção de petróleo, para 5,7 milhões de barris por dia até 2020. O nacionalismo está novamente borbulhando no momento. Não é que seja hostil aos estrangeiros, mas é decidir quem ficará com os benefícios do nossos recursos naturais, e isto depende basicamente do esforço que estejamos dispostos a fazer para os explorar e defender. Já contamos com uma economia diversificada, o que nos ajudará a evitar o "mal" da dependência de um recurso natural, que tem afetado várias das potências mundiais de petróleo.
Os ventos nacionalistas estão começando a soprar de novo. O novo fervor nacionalista lembra o dos anos 70, quando o governo militar do Brasil declarava que "a Amazônia é nossa" para rechaçar enclaves estrangeiros na floresta tropical.
O País tem bons motivos para querer limitar a participação estrangeira. Os preços do petróleo estão mais altos e tudo indica que subirão astronomicamente. O desenvolvimento dos novos campos, antes arriscado, "agora é um bilhete premiado".
Quem não gostou foram os estrangeiros – “A decisão de dar à Petrobras o controle operacional é míope, arriscada e poderá atrasar a capacidade do Brasil de usar o petróleo para ajudar a transformar o país”, afirmam consultorias de risco em Nova York. E o risco não é só este; riquezas e debilidade militar atraem ambições e guerras, mormente se as potências dominantes necessitarem do ouro negro para sobreviver. Além disto a exploração exigirá um esforço hercúleo. A Petrobras precisará de 40 plataformas capazes de atingir os novos campos - mais da metade das existentes no mundo. Muitas ela terá que construir.
No País apesar da comoção nacionalista ainda não há a unanimidade do tempo do governo militar. Há quem pense (não sem razão) que governo usará politicamente o argumento ideológico, nacionalista e emocional para a eleição do próximo ano, mas se agir de acordo com o interesse nacional terá direito a colher os louros. Ao contrário, os que pensarem internacionalmente pelos motivos que forem, pagarão o ônus político e receberão o repúdio geral. Por maiores que sejam os inconvenientes do uso das estatais como cabides de empregos para os aliados políticos, isto ainda é menos ruim do que a desnacionalização do FHC.
O governo atual, que merece nossa condenação pela covardia ante as exigências descabidas da Bolívia e do Paraguai e pela divisão do País em etnias hostis, neste caso está merecendo aplauso e apoio. (Resumido e comentado de notícia da internet)
Falta de Patriotismo e de Visão Estratégica
A Imprensa noticiou, de forma muito acanhada, faz pouco tempo, que os arrozeiros expulsos da Reserva Raposa Serra do Sol (RRSS) aceitaram proposta do governo da Guiana para cultivarem arroz, em larga escala, naquele país. A imensa área, de 50 mil hectares, que lhes será concedida, localiza-se na região do Pirara, que foi perdida, diga-se, em 1904, para a Inglaterra, com o apoio da etnia tribal macuxi, uma das que habitam a RRSS (roguemos a Deus para que fato semelhante não venha a ocorrer nos colossais vazios demográficos das reservas indígenas de Roraima...). Assim, mercê de uma antipatriótica Decisão do STF, a produção de arroz, numa região assaz ca rente, foi considerada uma ação criminosa, inviabilizando-se uma excelente capacidade produtiva, oriunda da experiência de lavoureiros do Sul do Brasil, ora aproveitada, inteligentemente, pela Guiana, país que nos é fronteiriço.
E tudo para que os índios sejam tratados como animais, em verdadeiros “jardins zoológicos”, permanecendo em seus estágios primitivos, segregados da civilização. Também alguns meios de comunicação nos deram conta, de maneira igualmente tímida, de que o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) proibiram a perniciosa ONG “Conselho Indigenista de Roraima” (CIR) – uma das promotoras da campanha pela demarcação contínua da RRSS -, de firmar novos convênios com a União, por suspeitas de irregularidades. Outrossim, receberam a mesma proibição as ONGs “Coordenação Indígena da Amazônia Brasileira” e “Federação das Organizações do Rio Negro”.
Acrescente-se que o CIR (congrega apenas uma parte das etnias de Roraima) vem negociando uma parceria com o espúrio MST, com vistas à produção agrícola na área, tornando-se, os seus integrantes, que tanto lutaram e conseguiram criminalizar a cultura do arroz na RRSS, “empresários do agronegócio”, fazendo da “reserva indígena”, uma “reserva de mercado”... Diga-se mais que as ONGs deveriam ser Organizações Sociais de Interesse Público – OSIPs . Tais Organizações vêm suprindo o Estado brasileiro em suas carências, porém de maneira cada vez mais crescente, num equivocado entendimento do que seja ação subsidiária, arvorando-se em ”Estado paralelo” ou “poder paralelo” (há, evidentemente, as que são sérias, competentes e necessárias).
Na Amazônia, entretanto, proliferam, desafortunadamente, inúmeras ONGs que praticam, para potências hegemônicas, a espionagem e a predação de nossa biodiversidade e minérios. E mais: a FUNAI vem delegando a várias delas, a assistênc ia aos índios, ou seja, se “terceirizou”, estando os nossos aborígines duplamente tutelados: pelo Estado, por meio da mencionada Fundação, e por ONGs que seguem os ditames da caótica política indigenista brasileira, fazendo dos silvícolas meros objetos para “estudos de caso” de antropologia. O Estado (aí ressalvado o benemérito trabalho das Forças Armadas) vem se omitindo até porque a Amazônia não lhe desperta muito interesse, eis que possui o menor colégio eleitoral do país – apenas 7% do mesmo.
Tudo isso é fruto da lastimável falta de patriotismo e de visão prospectiva - de cunho estratégico -, das ditas elites nacionais, o que culminou com as demarcações, em área contínua e na faixa de fronteira, das reservas existentes nas “orelhas” do estado de Roraima, riquíssimas em minérios. Os grandes responsáveis por essas infelizes Decisões, foram os presidentes Collor, Fernando Henrique e Lula, sendo as mesmas ratificadas por nossa Suprema Corte de Justiça, quando do julgamento da demarcação da RRSS, à exceção do voto patriótico do Ministro Marco Aurélio. Isso dará ensejo à criação de “n” nações indígenas”, Estados-fantoches, plurinacionais e multiculturais, Também já se fala na fundação da grande “Nação Guarani” (que terá, certamente, o apoio da ONU), formada por vários países sul-americanos, uma reconstituição mal acabada, do “Império Teocrático dos Jesuítas”, com as suas inúmeras reduções indígenas, de que são exemplo os “Sete Povos das Missões”, no RS, violências inadmissíveis à Unidade Nacional (Unidades Territorial e Lingüística).
Eis a recente e maldita herança que ameaça a Soberania Nacional e tende a se agravar no futuro. Jamais devemos olvidar que recebemos a Amazônia, de intrépidos lusitanos tais como Raposo Tavares e Pedro Teixeira, que a desbravaram, fazendo de nosso Brasil, um país-continente, o qual d evemos legar aos pósteros, tal e qual o recebemos de nossos avós. Em verdade, já nos dizia o Conde de Linhares (tido como “O Precursor da Geopolítica Brasileira”) Ministro da Guerra, de Dom João, quando da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808:
“ O Brasil é, sem dúvida, a primeira possessão de quantas os europeus estabeleceram fora do seu continente, não pelo que há, atualmente, mas pelo que pode ser no futuro. A feliz posição do Brasil dá a seus possuidores uma tal superioridade de forças, pelo aumento da povoação que se alimenta dos seus produtos e facilidade do comércio, que, sem grandes erros políticos, jamais os vizinhos do norte e do sul lhes poderão ser fatais”.
Urge que meditemos sobre essas sábias afirmações!
Manoel Soriano Neto – Coronel, Historiador Militar.
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